terça-feira, 4 de agosto de 2020

Milagre de Nossa Senhora em Covadonga (Astúrias) impediu a conquista de Espanha pelos mouros

Nossa Senhora de Covadonga
Nossa Senhora de Covadonga
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








Sob a proteção de Nossa Senhora de Covadonga se iniciou a Reconquista da Espanha, com o milagre que Ela realizou socorrendo o Rei Don Pelayo e os pouquíssimos cavaleiros que estavam com ele nas montanhas das Astúrias, no monte Auseba.

Deu-lhes uma grandiosa vitória sobre os maometanos, justamente quando pareciam perdidos, premiando assim seu denodo, seu heroísmo e sua fé.

Em 718 estava D. Pelayo rodeado por duzentos mil homens do exército de Alkamah, lugar-tenente do Wali Helor.

O Bispo Dom Opas, que já havia pactuado, se adiantou para tentar convencê-lo da inutilidade de resistir e da conveniência de seguir seu exemplo.

terça-feira, 21 de julho de 2020

O mistério do 'cavaleiro verde'

Batalha de Tiro, 1187. 'Les Passages d'Outremer'. Foto Wikipedia
O 'Cavaleiro Verde' na batalha de Tiro, 1187. 'Les Passages d'Outremer'. Foto Wikipedia
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Mais de 900 anos atrás, lutou na Terra Santa um cavaleiro espanhol de nome Sancho Martín.

Pelos seus atos corajosos e suas roupas de cor marcante, os turcos o apelidaram de O Cavaleiro Verde.

A não confundir com o personagem fictício “Green Knight” do poema do Rei Arturo.

Agora, o livro “El Caballero Verde” com sua curta história, ganhou o Prêmio Narrativo da Cidade de Logroño, segundo noticiou o jornal espanhol “El Mundo”.

E aí começa o mistério. As fontes históricas de época alguma não sabem dizer quem foi Sancho Martín.

Tal vez foi aragonês, navarro ou castelhano, pelo nome Sancho. As fontes árabes lhe atribuem origem em Castela, mas não se pode ter certeza.

Apareceu em Terra Santa, no início da Terceira Cruzada, após a perda de Jerusalém (1187) e quando só ficavam poucos enclaves cristãos na costa da Síria.

Tudo parecia perdido para os seguidores de Cristo, quando desceu de um navio um cavaleiro de bravura e liderança inigualada. Ele vestia todo de verde e ostentava uma cornadura de cervo em seu capacete.

terça-feira, 7 de julho de 2020

A devoção a São Jorge no Ocidente: trazida pelas Cruzadas

São Jorge, Paris
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






A devoção a São Jorge nasceu no Oriente, no século XI, e foi trazida pelos cruzados.

São Jorge é o paladino da luta contra o inimigo primordial, a serpente maldita, Satanás.

Ele é o herói na luta contra o próprio chefe dos inimigos de Cristo e de seu povo.

A devoção teve imenso papel na cruzada de Reconquista da Espanha e Portugal, países invadidos pelos muçulmanos.

O milagre da Batalha de Alcoraz no Reino de Aragão marcou época.

Aragão ficou ligado à figura do santo cavaleiro que apareceu naquela batalha combatendo lado a lado contra o moraima muito superior em número e que ainda confessou ter visto o cavalheiro sobrenatural de brancas insígnias.

Desde então, o reino aragonês adotou como emblema a própria Cruz de São Jorge (cruz vermelha sobre fundo branco) e quatro cabeças de mouros.

quarta-feira, 24 de junho de 2020

O sultão Saladino descreve o perfil moral dos cruzados

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Eis como Saladino — o mais famoso guerreiro que o mundo muçulmano produziu — via os católicos. É interessante notar que a carta foi escrita quando o Reino Latino de Jerusalém estava em decadência. Nela, o maometano dirigia-se aos potentados árabes, pedindo reforços.


"Esperamos da bondade de Allah que o perigo em que nos encontramos reacenda o zelo dos muçulmanos, e que se esforcem para extinguir o ardor de nossos inimigos, para abater o edifício que os francos construíram.

"Enquanto nossos inimigos acorrem por terra, nosso país está ameaçado pelas maiores desgraças.

"O que nos deixa estupefatos é ver o esforço dos infiéis e a indiferença dos verdadeiros crentes.

"Há um só muçulmano que responda ao convite e venha, quando é chamado a lutar?

terça-feira, 9 de junho de 2020

São João de Capistrano:
pregador e animador da Cruzada

São João Capistrano, igreja dos bernardinos, Cracóvia
São João Capistrano, igreja dos bernardinos, Cracóvia
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




João nasceu no ano de 1385 em Capistrano, pequena cidade dos Abruzos no reino de Nápoles. Seu pai era um fidalgo angevino que tinha ido para a região na comitiva do duque de Anjou, e lá se havia fixado.

Nada se sabe da infância e adolescência de João, a não ser que estudou humanidades em sua terra natal, indo depois para Perúsia estudar direito civil e canônico.

Quando tinha 30 anos e após enviuvar, dirigiu-se ao convento franciscano do Monte, perto de Perúsia, da estrita observância, e pediu admissão.

João de Capistrano, como ficou seu nome depois da profissão religiosa, foi designado para trabalhar nos hospitais da cidade e para a pregação.

Sua devoção para com a Virgem Maria era terna e profunda. Quando pregava sobre Ela, o auditório chorava de emoção.

terça-feira, 12 de maio de 2020

O Beato Eugênio III Papa convoca a II Cruzada

Beato Eugênio III Papa, convocou a II Cruzada
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Em 1146, o principado de Edessa, dominado pelos cruzados, caiu em mãos dos muçulmanos ressurgentes. Assim, o Bem-Aventurado Papa Eugênio III apelou a uma nova cruzada - a segunda. Foi entusiasticamente apoiado nesta convocação por seu mentor, São Bernardo de Claraval.

O Bem-aventurado Pontífice redigiu para esse efeito a Bula “Quantum predecessores”, de 1º de dezembro de 1154, que diz:

O Bispo Eugênio, servo dos servos de Deus, a Luis, seu filho mais amado em Cristo, ilustre rei dos franceses; aos príncipes, seus filhos bem amados, e a todos os fiéis de Deus estabelecidos por toda a Gália, saudação e bênção apostólica.

Sabemos pelas narrações dos antigos e por seus escritos quanto os romanos pontífices, Nossos antecessores, fizeram pela libertação da Igreja no Oriente.

Nosso predecessor de venerada memória, o Papa Urbano, soou como que uma trombeta celeste a fim de levantar, para a sua libertação, os filhos da Santa Igreja Romana em todos os cantos da terra.

terça-feira, 28 de abril de 2020

Elogio dos Templários feito por São Bernardo de Claraval

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








Pediste-me uma, duas ou três vezes, se não me engano, Hugo caríssimo, que fizesse uma exortação para ti e teus cavaleiros.

E como não me era permitido servir-me da lança contra as agressões dos inimigos, desejaste que, pelo menos, empregasse minha língua e meu gênio contra eles, assegurando-me que eu te faria um favor se animasse com minha pena aqueles que não posso animar pelo exercício das armas.

Voa por todo o mundo a fama do novo gênero de milícia que se estabeleceu no país em que o Filho de Deus encarnou-se e expulsou pela força de seu braço os ministros da infidelidade.

Este é um gênero de milícia não conhecido nos séculos passados, no qual se dão ao mesmo tempo dois combates com um valor invencível: contra a carne e o sangue e contra os espíritos de malícia espalhados pelos ares.

Em verdade, acho que não é maravilhoso nem raro resistir generosamente a um inimigo corporal somente com as forças do corpo.

terça-feira, 14 de abril de 2020

Cavalaria Medieval: um oitavo sacramento...

Cavaleiro, Bruges, Belgica
Cavaleiro, Bruges, Bélgica
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





Na estrutura feudal floresceu a Cavalaria, como a flor de abril nos ramos da macieira.

A cavalaria constituiu uma dignidade de ordem moral, que conferia àquele que com ela fosse honrado, uma investidura de caráter praticamente religioso. Sua origem remonta ao século XII, século proclamado por Quicherat como o maior de nossa História.

Léon Gautier em importante obra consagrada ao assunto chegou a qualificar a Cavalaria de “Oitavo Sacramento”.

Um padre que casasse e fosse preso vestindo trajes civis, deveria ser conduzido a um tribunal eclesiástico. O mesmo se passava com o Cavaleiro.

Por outro lado, ele usufruía de vários privilégios consagrados ao clero. Clérigos e cavaleiros eram homenageados da mesma forma.

Os Cavaleiros eram considerados por todos como um grupo de elite.

Se uma jovem dama se tornasse herdeira de um importante domínio; ou se uma mulher ficasse viúva e com terras para administrar, recorria a um cavaleiro para que protegesse seus bens, tomasse a guarda de seu castelo e o comando dos homens de armas.

O Cavaleiro recebia com isso o título de Visconde ou o de Castelão.

São três as ordens necessárias para o bom funcionamento de um Estado:

terça-feira, 3 de março de 2020

Como São Luis IX tratou aos terroristas do “Velho da Montanha”

São Luís recebe os enviados do chefe da "seita dos Assassinos"
São Luís recebe os enviados do chefe da "seita dos Assassinos".
Nicolas-Guy Brenet (1728 - 1792). Capela da École Militaire. Paris.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








A seita do “Velho da Montanha” havia sido fundada por Hassan Ibn el-Sabbah um sacerdote persa zoroastriano que se instalou no Cairo. A seita era conhecida como a dos “Assassinos”, e marcou o Oriente Próximo durante perto de um século.

O terror que ela causava ficou condensado na frase de um poderoso senhor local: “Eu não ouso mais obedecer-lhe nem desobedecer-lhe”.

Um outro senhor que recebeu uma mensagem do “Velho da Montanha” intimando-o a se render, preferiu demolir seu castelo, sabendo estar ameaçado de morte a qualquer momento e ser assassinado em caso de desobediência, tal vez por algum de seus familiares drogado com maconha.

No ano de 1090, os membros da seita ismaelita dos “Assassinos” se apoderaram da fortaleza de Alamut (o “refúgio dos abutres”) nas montanhas da Pérsia.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Suécia: igreja protestante oficial financia o terrorismo islâmico

Para extremistas islâmicos, a Suécia não tem outra opção senão adotar a sharia e se converter ao Corão. E publicacões pagas pela Igreja da Suécia promovem a propaganda do Islã!
Para extremistas, a Suécia não tem opção senão adotar a sharia e se converter ao Corão.
E publicacões pagas pela Igreja da Suécia promovem a propaganda radical!
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





Acostuma-se apresentar o protestantismo e suas entidades de beneficência internacional como um modelo de relativismo filantrópico amolecedor. Até financia ONGs ambientalistas na Amazônia.

Um exemplo é a Swedish Jerusalem Society fundada em 1900 para financiar obras de caridade em Jerusalém e Belém.

Porém, publica uma revista de tom extremamente hostil em favor da jihad islâmica, denunciou Nima Gholam Ali Pour, nas páginas do Gatestone Institute.

A Swedish Jerusalem Society recebe dinheiro que o governo por sua vez recolhe dos impostos dos cidadãos suecos, e o encaminha para a Good Shepherd's Swedish School que diz ser uma escola promotora da paz.

Mas Tobias Petersson, diretor do think tank Perspective on Israel revela que os livros escolares da Good Shepherd's Swedish School têm conteúdo jihadista e encorajam a guerra santa corânica.

Os livros escolares enaltecem a terrorista palestina Dalal al-Mughrabi, que fazia parte de um grupo de 11 terroristas que assassinaram 38 civis, entre eles 13 crianças, em 11 de março de 1978.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

As armas portuguesas contra os maometanos

Dom Afonso Henriques

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs



Desde os berços desta monarquia abonaram os efeitos essa verdade.

Só o Conde D. Henrique, nobilíssimo tronco da real árvore dos monarcas portugueses, venceu contra mouros 17 batalhas campais.

Na célebre do campo de Ourique, venceu e destroçou el-rei D. Afonso Henriques, com 10.000 infantes e 1.000 cavalos, a 400.000 maometanos, isto pelo cômputo de quem mais abate este número, que outros o sobem a 600.000, e outros dizem que havia para cada cristão cem infiéis.

Na tomada de Lisboa (que foi no ano de Cristo 1148, a 25 de outubro), morreram 200.000 mouros.

O mesmo rei desbaratou um exército de 40.000 cavalos e 60.000 infantes, com que el-rei mouro de Badajoz vinha socorrer Sesimbra.

E em diversas ocasiões ele a 30 reis venceu (para que não fosse singular nesta glória o famoso Josué, capitão do povo de Deus).

Nem podemos atribuir estas vitórias à pouca gente dos exércitos contrários, porque, compensando uns com outros, lhe tocam a cada um 50.000 homens.

Para que mais particularmente conste que parece que Deus criou a nação portuguesa para estrago, desprezo e ralé da sarracena, quero referir aqui alguns casos que dentro das mesmas ferocidades de Marte descobrem um não sei quê de cômica graciosidade.

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

Sínodo chorou índios “exterminados” e ignorou os cristãos deveras massacrados

Chão da igreja copa de São Jorge encharcado de sangue cristão, Tant, Egito. Para eles não há Sínodo, escreve Meotti
Chão da igreja copa de São Jorge encharcado de sangue cristão, Tant, Egito.
Para eles não há Sínodo, escreve Meotti
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







O Sínodo Pan-Amazônico de Roma tratou entre outras coisas, da “ameaça à vida”, da “inculturação e interculturalidade”, da destruição “extrativista” e dos “povos autóctones” ameaçados na sua cultura e até supervivência.

Mas, simultaneamente, grandes grupos de “povos autóctones” estavam tendo sua vida “ameaçada” de modo furioso e se defrontavam com a “destruição existencial física” sem que o Sínodo mostrasse interesse, denunciou Giulio Meotti, editor cultural do diário italiano “Il Foglio”.

Quem eram esses grupos e minorias vitimados?

São, nada mais e nada menos, como é bem conhecido, os cristãos perseguidos!

E o Vaticano não lhes dedica Sínodo algum.

“Mandaram-no negar Cristo, ao recusar deceparam sua mão direita, ao recusar novamente, deceparam o cotovelo.

“Firme na recusa, foi baleado na testa e no peito”: assim foi martirizado o pai do cristão nigeriano Enoch Yeohanna, em 2014.

Quem se importou em Roma, nos governos ou nas instituições internacionais?

Esse é um dos muitos exemplos que apresenta Meotti.

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

A Primeira Comunhão de Vivien no campo de batalha e morte


Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








Todo o poema “La Chanson de Guillaume” gira em torno de uma batalha desenvolvida por Guilherme do Nariz Curvo contra os sarracenos de Deramé, na planície de Larchamp.

Vivien atira-se à luta acompanhado de seu primo Girart. A batalha é calorosa e os franceses são dizimados. Ao cair da tarde, Vivien envia Girart a pedir ajuda a Guilherme.

O conde Vivien perdeu 10 homens, dos 20 que lhe restavam. Os outros perguntaram:

— Que faremos na batalha, amigos?

Disse Vivien:

— Em nome de Deus, senhores, escutai-me. Enviei Girart levando uma mensagem. Hoje mesmo vereis Guilherme ou Luís, o piedoso. Com um ou outro venceremos os árabes.

— Avante, pois, valoroso marquês — responderam eles.

E ei-los que marcham contra o inimigo.

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Fernán González, conde de Castela, herói de legenda

Don Fernán González, conde de Castela
Don Fernán González, conde de Castela
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Estava o conde Fernán González caçando com os seus cavaleiros na vila de Lara. De repente, um feroz javali saiu disparado de um matagal.

O conde, desejoso de caçar tão boa presa, sem esperar por seus companheiros, saiu a cavalo em perseguição ao animal, que corria velozmente.

Por fim chegou a uma ermida desconhecida, onde o javali se meteu pela porta.

Então o conde, pegando a espada, se dirigiu à ermida, onde a fera tinha entrado.

O javali havia se refugiado atrás do altar. O conde se ajoelhou diante do altar e começou a rezar.

Neste momento saiu da sacristia um monge de venerável aspecto e avançada idade, apoiado num rude e retorcido cajado.

Aproximou-se do conde e saudou-o, dizendo:

quarta-feira, 13 de novembro de 2019

Papa São Gregório VII: alma inspiradora das Cruzadas

São Gregório VII
São Gregório VII
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Coube ao Papa São Gregório VII (1020-1085) a honra de inspirar o movimento das cruzadas.

Seu plano resulta claro na carta de 1074 reproduzida embaixo, mas que no seu tempo não chegou a ser enviada.

Aconteceu que São Gregório VII teve que enfrentar a revolta do imperador Henrique IV e não pôde completar seu determinado projeto.

Entre seus assessores mais próximos estava o futuro Urbano II.

São Gregório VII externou o desejo que ele fosse eleito para sucedê-lo.

Por sua vez, Urbano deixou bem claro aos Cardeais que de ser eleito continuaria a pastoral intransigente de São Gregório VII face à baixa moralidade de certo clero mundanizado, a simonia, a nomeação de bispos pelo poder temporal e a luta contra os inimigos da Cristandade sobre tudo o Islã.

Os Cardeais, entretanto, temeram continuar na linha do Santo Gregório VII e escolheram um pontífice conciliante.

Após poucos anos de pontificado, os purpurados bem perceberam a insuficiência da escolha.

quarta-feira, 6 de novembro de 2019

Malta: a muralha contra à impiedade islâmica demolida pela Revolução Francesa

Porta de entrada da fortaleza hospitalária de Rhodes
Porta de entrada da fortaleza hospitalária de Rhodes
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Continuação do post anterior: Malta: uma ordem religiosa e militar hierárquica e sacral




Em 1312 foi extinta a Ordem dos Templários, e grande parte dos seus bens reverteu em benefício da Ordem dos Hospitalários.

O mesmo se deu quando Inocêncio VIII decretou, em 1489, a supressão da Ordem do Santo Sepulcro.

Assim, os Grão-Mestres dos Cavaleiros de São João passaram a ter também a dignidade de Mestres da Ordem do Santo Sepulcro, intitulando-se

“Dei gratia Sacrae Domus Hospitalis Sancti Johannis Hierosolymitani et Militaris Ordinis Sancti Sepulchri Dominici Magister humilis, pauperunque Jesu Christi custos” — Por graça de Deus, humilde Mestre da Santa Casa do Hospital de São João de Jerusalém e da ordem Militar do Santo Sepulcro do Senhor e defensor dos pobres de Jesus Cristo.

Em 1309, o Grão-Mestre Foulques de Villaret conduziu os seus cavaleiros diante da ilha de Rhodes e apoderou-se dela. Desde então foram chamados Cavaleiros de Rhodes.

Inspiraram em breve grande terror aos turcos e aos povos árabes, que, estabelecidos sobre a costa da África, só deviam sua prosperidade à pirataria.

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Malta: uma ordem religiosa e militar hierárquica e sacral

Krak dos Cavaleiros (Síria) hoje.
Foi uma das peças chaves da segurança da Terra Santa
na mão dos cavaleiros hospitalários
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Continuação do post anterior: Os Cavaleiros Hospitalários: ordem militar suscitada por Deus



A Ordem comporta vários graus:

a) Os cavaleiros professos, que tinham feito, na idade de 26 anos, os votos de pobreza, castidade e obediência.

Além da cruz ligada à botoeira com uma fita negra de brilho ondeado, traziam uma cruz de tecido branco de oito pontas sobre o lado esquerdo do hábito. Os grã-cruzes tinham a mais um plastrão (camisa) preto, com uma cruz branca sobre o peito.

b) Os afiliados por tempo, que eram cavaleiros e sargentos leigos e capelães de obediência.

c) Os auxiliares pagos, que eram milicianos, soldados, marinheiros e artesãos.

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Os Cavaleiros Hospitalários, ou de Malta: ordem militar suscitada por Deus

Fundo: ruínas do Hospital de Jerusalém.
Frente: brasão de feitio moderno dos hospitalários
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






Os Hospitalários foram os primeiros, como Ordem religiosa e caritativa, a se fixarem na Terra Santa, tornando-se Ordem de Cavalaria somente algumas décadas depois.

Os seus estatutos de Ordem de Cavalaria foram inspirados em grande parte no dos Templários.

O grande feito pelo qual a Ordem ficou famosa foi a defesa de Malta, daí o nome pelo qual são mais conhecidos.

Origem e ideal da Ordem

Em 1048, alguns ricos mercadores de Amalfi compraram a permissão de construir em Jerusalém, perto do Santo Sepulcro, um mosteiro do rito latino e um hospital para acolher os peregrinos pobres e doentes.

A eles ajuntaram uma igreja sob o nome de Santa Maria, a Latina.

Pelo ano de 1100, Gérard de Tunc e seus confrades tomaram o hábito religioso. O papa Pascal II aprovou a ordem em 1113.

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

França: o retorno dos heróis

Santa Joana d'Arc, santuário de Bois Chenu, Lorena, Herois medievais
Santa Joana d'Arco, santuário do Bois Chenu, França
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Uma das mais sublimes manifestações do espírito humano parecia afogada pelo prazer materialista da vida. O heroísmo parecia enterrado para sempre, e no país dos heróis cristãos que é a França! deplorou Louis de Raguenel em “Valeurs Actuelles”.

Em 2005, a maioria das teses dos alunos da Escola Nacional de Administração francesa (ENA), célebre pela sua exigência, “constatavam ou lamentavam a decadência de uma sociedade cada vez mais individualista que torna difícil aparecer grandes homens”.

Alguns escritos achavam resignadamente que evolução da sociedade tornava fatal essa queda.

E constatavam que ficaram para trás os tempos em que os heróis podiam aparecer no presente falando e agindo preto sobre branco.

domingo, 6 de outubro de 2019

Inexplicável: foi “pela intercessão da Santíssima Virgem e da devoção ao Santo Rosário”

A vitória humanamente inexplicável contra os inimigos da Fé
A vitória humanamente inexplicável contra os inimigos da Fé
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







Continuação do post anterior: Milagre do Santo Rosário na batalha naval de Manila



Na primeira batalha que seria seguida de mais quatro, após cinco horas de combate, quando a fumaça se dissipou, a frota protestante estava em retirada.

Ela sumiu na escuridão da noite com dois barcos a menos. O lado espanhol-filipino só sofreu danos menores, registrou poucos feridos e nenhum morto. A primeira batalha tinha terminado.

Uma outra esquadra holandesa de sete galeões de guerra foi instruída a interceptar galeões provenientes do México que poderiam trazer reforços.

Na procura dessas naus foi dar sem saber com as “duas galinhas molhadas”, o “Encarnación” e o “Rosario”.

Foi assim que no dia 29 de julho acabou se livrando a segunda batalha de Manila. No fim de um intenso combate, os protestantes partiram em retirada acusando consideráveis danos e baixas.

A “Encarnación” só lamentou dois feridos e a “Rosario” perdeu cinco homens, embora a batalha foi das mais sangrentas.

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

Milagre de Nossa Senhora do Rosário
nas cinco batalhas navais de Manila

Nossa Senhora do Rosário de La Naval de Manila fez milagre comparado ao de Lepanto
Nossa Senhora do Rosário de La Naval de Manila fez milagre comparável ao de Lepanto
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







No mundo se conhece bem a milagrosa vitória da armada católica contra enorme frota muçulmana em Lepanto, atribuída pelo Papa São Pio V a intervenção miraculosa de Nossa Senhora do Rosário.

Porém, é quase desconhecida em Ocidente uma outra vitória naval obtida também pela intervenção de Nossa Senhora do Rosário que foi comparada em importância ao triunfo de Lepanto.

O milagre se deu contra três frotas de guerra protestantes holandesas mancomunadas com um incalculável número de naus menores repletas de muçulmanos ávidos do saque e de extermínio dos cristãos.

As cinco inacreditáveis vitórias navais consecutivas de escassíssimas naus católicas armadas às pressas contra os invasores e foi atribuída com sobradas razões à intercessão de Nossa Senhora do Rosário de La Naval de Manila, mais simplesmente chamada “La Naval”. Cfr. “Batalla de La Naval de Manila”,

Em 9 de abril de 1652, as sucessivas vitórias contra um adversário esmagadoramente maior em número e armamento foram declaradas milagre pela arquidiocese de Manila após minuciosa investigação canônica.

As cinco batalhas foram livradas em águas filipinas em 1646, durante a Guerra dos Oitenta Anos que opôs a Holanda protestante insurgida contra seu rei Felipe II da Espanha.

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Beato Marco d’Aviano aclamado herói no esmagamento dos turcos

Batalha de Viena: o Beato foi o líder espiritual da coalizão católica contra os turcos
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








O cerco de Viena e a atuação política do admirável capuchinho

Na noite do dia 7 de julho, o Imperador foi obrigado a abandonar a cidade, para congregar as tropas aliadas mais a oeste. No dia 17, os turcos fecharam o cerco em torno da capital.

Setenta mil pessoas permaneciam em Viena, entre as quais 10 mil soldados. A defesa foi organizada com a ajuda das Corporações de Ofício e dos estudantes.

O famoso historiador von Pastor observa que “assim começava o mais preocupante de todos os cercos da História”. Se Viena fosse conquistada, toda a Europa ficaria ameaçada de cair sob o domínio muçulmano.

Mediante freqüentes cartas, o Imperador ia colocando o Padre Marco a par dos acontecimentos. De todos os lados recebia o frade apelos para que viesse ao teatro da batalha.

O Conde Felipe Guilherme, do Palatinado, escreveu-lhe: “Vossa vinda é absolutamente indispensável. Sem vossa presença estamos perdidos”. No início de setembro, chegou o Santo capuchinho à cidade de Linz.

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Beato Marco d’Aviano, frade líder da Europa Cristã face à investida muçulmana

Beato Marco d'Aviano, igreja dos capuchinos, Viena
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








O Pe. Marco d’Aviano nasceu em 17 de novembro de 1631 na cidade de Aviano (Friulia – Itália). Segundo filho de uma abastada e piedosa família, com 10 filhos.

Em 1645, com apenas 14 anos, Carlo Domenico ficou muito impressionado com os relatos da defesa da ilha de Creta pelas tropas da República de Veneza contra as forças turcas.

Decidiu então ajudar os cristãos perseguidos pelos turcos muçulmanos no Oriente. Juntou o pouco dinheiro que acumulara como estudante e, sem avisar ninguém, partiu de navio para Capo d’Istria.

Nessa cidade, por falta de meios, chegou a passar fome, vendo-se compelido a pedir abrigo em um convento de capuchinhos.

Lá recebeu o chamado de Deus para entrar na Ordem dos capuchinhos, onde, teve conhecimento de que também poderia ser nomeado capelão das tropas que lutavam contra os maometanos.

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Pe. Henri Boulad SJ ao Papa:
defendendo o Islã está traindo a verdade

Imagem de Cristo salpicada de sangue de vítimas cristãs no Egito.
Imagem de Cristo salpicada de sangue de vítimas cristãs no Egito.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






O jesuíta Henri Boulad, do rito católico grego melkita, acredita que, quando lidando com o Islã, a Igreja Católica sucumbiu a uma “ideologia de esquerda liberal que está destruindo o Ocidente” com base no pretexto de “abertura, tolerância e caridade cristã”.

Em uma entrevista de 10 de junho (2017) com o National Catholic Register, o padre Boulad revela que ele compartilhou esses sentimentos com o papa Francisco.

Numa carta que ele escreveu para o Papa, disse que muitos pensam que as opiniões do próprio Pontífice sobre o Islã estão “alinhadas com essa ideologia e, da complacência, você vai de concessões a concessões e se compromete em compromissos, à custa da verdade”.

“Os cristãos”, ele escreveu, “esperam algo de Vós além de declarações vagas e inofensivas que podem obscurecer a realidade”.

O padre Boulad, de 85 anos, é egípcio e um parente do estudioso jesuíta do islamismo, o padre Samir Khalil Samir.

Nesta entrevista ele diz que os islamitas estão apenas realizando o que a religião ensina.

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

Portugal na última Cruzada: a batalha de Matapão

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs









Atendendo ao pedido do Papa Clemente XI e após observar as grandes vitórias que a Santa Liga alcançava contra os invasores muçulmanos, um pequeno país de grandes horizontes decidiu tomar parte nessa incrível epopeia.

Portugal participava assim da última Cruzada.

No relato das batalhas de cristãos contra os muçulmanos, desde a grande batalha de Viena até a de Belgrado, acompanhamos dezenas de nações que se uniram para a defesa da Cristandade.

Portugal ainda não tinha podido participar da Santa Liga, pois se mantivera ocupado em renhidas batalhas na Ásia e na América, as quais eram também de grande importância para a causa católica.

Pouco tempo se passara depois que os luso-brasileiros conquistaram a vitória definitiva sobre os protestantes holandeses, e outras nações tentaram se infiltrar em nosso Brasil.

A Providência permitira que se fizessem grandes descobertas de ouro e pedras preciosas em nosso País, especialmente no local que ficou conhecido como “as Minas Gerais”.

A convergência entre um período de paz e a abundância do precioso metal pode ser hoje admirada nas igrejas e em outros monumentos representativos do crescimento brasileiro dessa época.

Finalmente aliviado das vultosas despesas decorrentes dos descobrimentos, Portugal passou a promover grandes investimentos em nossa nação.

A modernização do estaleiro da Ribeira, em São Salvador da Bahia, foi essencial para ali se construírem galeões de até 800 toneladas.