segunda-feira, 31 de julho de 2017

O descalabro de Maomé IV sultão do Império Otomano

Os janízaros derrotados nas portas de Viena, Martino Altomonte, (1657 – 1745)
Os janízaros derrotados nas portas de Viena, Martino Altomonte, (1657 – 1745)
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







continuação do post anterior: A libertação da Hungria invadida pelos muçulmanos



Uma das principais consequências da derrota de Mohács para os turcos foi a perda da Eslavônia. Reunindo-se após a fuga, o exército muçulmano começou a proclamar que a culpa cabia ao Grão-Vizir Solimão, “o Trapaceiro”.

Este astuto, percebendo que oferecendo riquezas aos soldados conseguia acalmá-los, fugiu para Constantinopla.

Os amotinados elegeram Siawusch Paxá como novo Grão-Vizir e enviaram uma petição ao Sultão, na qual pediam a deposição de Solimão.

Quando Maomé IV confirmou a nomeação de Siawusch, os amotinados exigiram a execução de Solimão e se puseram imediatamente em marcha contra Constantinopla. A perplexidade de Maomé IV foi imensa.

Para aplacar a fúria dos insurrectos, o Sultão condescendeu e enviou ao acampamento a cabeça do antigo Grão-Vizir.

Não obstante, os rebeldes continuaram avançando, pedindo depois a cabeça de todos os altos funcionários que lhes desagradavam. Em Constantinopla havia urgente necessidade de troca no trono.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Carta do Pe. Boulad ao Papa Francisco sobre o Islã: “os cristãos esperam de vós algo mais que declarações vagas e inócuas”

Papa Francisco reza com líder islâmico na ex-catedral Hagia Sophia, Constantinopla, arrancada pela força pelos invasores turcos
Papa Francisco reza com líder islâmico na ex-catedral Hagia Sophia, Constantinopla,
arrancada pela força pelos invasores turcos
Luis Dufaur
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Numa entrevista ao “National Catholic Register” o Pe. Henrique Boulad, ex-provincial dos jesuítas no Egito, comentou a carta que enviou em agosto ao Papa Francisco, sobre a sua posição tolerante em relação a esse inimigo da Civilização Cristã:

“Parece-me que sob o pretexto de abertura, tolerância e caridade cristã, a Igreja Católica caiu na armadilha da ideologia esquerdista liberal que está destruindo o Ocidente.

“Qualquer coisa que não se compagine com essa ideologia é imediatamente estigmatizada em nome do ‘politicamente correto’.

“Muitos pensam que algumas de vossas posições estão alinhadas com essa ideologia e que vós ides, por complacência, de concessões em concessões, de compromissos em compromissos, às expensas da verdade.”

Prossegue o Pe. Boulad em sua advertência:

segunda-feira, 17 de julho de 2017

A libertação da Hungria opressa pelos muçulmanos

Jan III Sobieski, rei da Polônia, salvou Viena e iniciou a liberação da Hungria
Anônimo século XVII
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
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Em 1526, o Sultão Solimão “o Magnífico” venceu o rei Luís II da Hungria na planície de Mohács.

Desde então, as investidas muçulmanas para adentrar ainda mais a Europa e destruir a Cristandade não cessaram de aumentar.

Veneza, Polônia e Áustria, países membros da Santa Liga convocada pelo Papa em 1683, reuniram-se para livrar a Europa desse perigo.

Na própria Mohács aconteceu o revide.

Enquanto transcorriam os acontecimentos vitoriosos para a reconquista da cidade de Buda em 1686, como foi descrito em post anterior, Veneza e Polônia também encetaram investidas contra os otomanos.

Estes, no entanto, continuavam na posse de importantes regiões húngaras. A Cristandade considerava ser preciso dar continuidade às batalhas até extinguir a ameaça dos inimigos de Cristo.

Expedição polonesa em 1686

Esse ano não foi tão bem sucedido para os poloneses. Então o rei João Sobieski, prevendo que os russos iniciariam seu avanço contra os muçulmanos, tentou nova expedição à Moldávia e concebeu ousado plano para chegar até Adrianópolis, na Turquia.

Mas Sobieski só pôde iniciar sua campanha em agosto, pois além de a aristocracia polonesa se opor a seus extensos planos, o exército tardou em se reunir.

Por sua vez, os russos acabaram não chegando, enquanto os turcos sempre se retiravam, eliminando qualquer suprimento nos lugares por onde os poloneses passariam.

Com isso, estes ficaram sem nenhuma possibilidade de vitória.

E decorrido apenas um mês do início da marcha, Sobieski foi obrigado a recuar.

Progressos de Veneza

Francesco Morosini, Doge de Veneza. Vincenzo Maria Coronelli (1650 – 1718).
Francesco Morosini, Doge de Veneza.
Vincenzo Maria Coronelli (1650 – 1718).
Os venezianos alcançaram naquele ano notáveis progressos na conquista do Peloponeso, a grande península grega.

Os morlacos e outros povos da Dalmácia, que viviam sob o jugo otomano, uniram seus esforços a Veneza.

Em junho e julho foram conquistadas na Grécia as cidades de Navarino, Argos e Náuplia, e na Dalmácia as cidades de Sinj e Herseg Novi.

A Senhoria de Veneza ficou tão satisfeita com tais êxitos, que concedeu ao comandante Francisco Morosini o título de “Peloponésico”, e ao comandante Cornaro o título de “Dalmático”.

Otto Königsmark, tenente sueco a serviço de Veneza, conquistou Modon, enquanto a cidade de Patras, capital da Acaya, caiu em poder de Morosini.

Mas as grandes conquistas venezianas desse ano foram as cidades de Corinto e Mistras, a antiga Esparta.

No ano seguinte, Königsmark recebeu o privilégio de dirigir o cerco de Atenas. Os turcos haviam convertido o templo do Partenon em armazém de pólvora; atingido por uma bomba, o orgulho da antiga Atenas voou pelos ares.

Os leões de mármore, que davam fundamento para o porto de Pireu ser denominado Porto dos Leões, foram transportados para Veneza, cujo Arsenal parecem hoje custodiar.

Em Mohács, o grande revide

O ano de 1687 também registrou outra grande vitória da Cristandade. Estando o Grão-Vizir Solimão com 120 mil homens na cidade de Osijek, Carlos de Lorena saiu a seu encontro para forçá-lo a empreender uma batalha decisiva.

Embora o exército imperial contasse com apenas 60 mil homens, as vitórias dos últimos anos haviam elevado sua confiança.

No dia 12 de agosto daquele ano, travou-se na cidade de Harkany uma batalha campal que passou para a História como a segunda Batalha de Mohács.

Vitória católica na segunda batalha de Mohács. Luiz Guilherme, margrave de Baden-Baden, e o generalíssimo Carlos V de Lorena. Wilhelm Camphausen (1818 - 1885)
Vitória católica na segunda batalha de Mohács.
Luiz Guilherme, margrave de Baden-Baden, e o generalíssimo Carlos V de Lorena.
Wilhelm Camphausen (1818 - 1885)
Ela recebeu esse nome devido à denominação da aldeia vizinha, onde 161 anos antes Solimão, o Magnífico, havia derrotado o infeliz rei húngaro Luís II e conquistado assim boa parte do país.

A vitória dos austríacos foi esmagadora. Enquanto os imperiais perderam somente mil homens, os otomanos, especialmente devido à confusão da fuga, amargaram 20 mil mortos.

Ademais, sofreram destruições e perdas consideráveis: 78 peças de artilharia, 160 bandeiras e estandartes, grande quantidade de balas, fuzis e de 300 camelos.

O príncipe Eugênio de Saboia, comandante dos dragões, completou o triunfo empreendendo o assalto ao acampamento turco.

A magnífica tenda do Grão-Vizir transformando-se no botim do príncipe Maximiliano II da Baviera.

Eugênio foi enviado a Viena com a notícia da vitória, tendo então sido presenteado pelo imperador com o retrato deste circundado de diamantes.

Quando o Sultão Maomé IV teve conhecimento de mais essa derrota, desgostado, não conseguiu comer durante três dias.



continua no próximo post: O descalabro de Maomé IV sultão do Império Otomano


(Autor: Ivan Rafael de Oliveira, CATOLICISMO).



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segunda-feira, 10 de julho de 2017

Islã, “religião de paz”, ensina fazer chacinas

Luis Dufaur
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Em 26 de novembro de 2016 um jovem islâmico mascarado, de uniforme militar, com os olhos fixos na câmara de vídeo exortou com firmeza que seus usuários se convertessem em assassinos de seus próprios vizinhos em nome da estrita observância dos textos religiosos do Islã.

Trata-se de mais um vídeo revelador da cobra que se aninha no “Islã, religião de paz”.

Assim inicia uma alentada, mas esclarecedora reportagem do jornal madrileno “El Mundo” sobre as ruínas da cidade síria de Al Raqah, capital do Estado Islâmico, onde aparece crucificado – atado de pés e mãos a una viga – um refém ainda com vida.

Sem dúvida, uma das últimas piedosas exortações do Califado virtual.

O “jovem” – porque na Europa é politicamente incorreto chamar de muçulmano ao muçulmano, ainda que cometa os piores e mais patentes crimes – fala em francês e suas palavras estão legendadas em inglês.

Iniciou a sinistra aula dizendo: “não há necessidade de usar armas de fogo como fuzil ou pistola. Basta usar armas brancas. Hoje aprenderemos como se utilizam com a finalidade de obter a vitória de Deus”.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

São Raimundo Nonato o pregador da Cruzada
com a boca encadeada

Carcereiros islâmicos põem um cadeado na boca de São Ramimundo Nonato
para que não prossiga pregando. Vicente Carducho (1576 - 1638), Museo del Prado
Luis Dufaur
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“São Raimundo Nonato veio à luz em Portel, diocese de Urgel, na Espanha, cerca do ano de 1200, e recebeu no batismo o nome de Raimundo.

“Nonato, non natus, foi o apelido que lhe deram porque a mãe sofreu operação cesariana e por isso seu nascimento não foi normal.

“Quanto ao pai, era pastor, segundo uns, segundo outros seria membro da família Cardona, uma das mais conhecidas na Espanha.

“Desde muito jovem, Raimundo manifestou especial devoção à Santíssima Virgem.

“Todos os dias rezava o Rosário ante sua imagem na ermida de São Nicolau de Mira. Um dia Nossa Senhora apareceu-lhe, prometendo-lhe especial proteção.

“Certa vez em que fortemente tentado, conseguiu afastar o demônio, foi agradecer à divina libertadora e em sua honra consagrou a virgindade.