terça-feira, 2 de junho de 2026

Fatos que antecederam a Iª Cruzada (III): sinais divinos e bençãos da Igreja

Núncio Apostólico Adhémar de Monteil na batalha da Antioquia leva a Santa Lança
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







* Os Barões e Cavaleiros juram combater os inimigos da Fé

“Os Barões e os Cavaleiros que tinham ouvido as exortações de Urbano fizeram o juramento de vingar a causa de Jesus Cristo; esqueceram-se de suas próprias questões e juraram combater juntos os inimigos da Fé cristã. Todos os fiéis prometeram respeitar as decisões do Concílio e ornaram suas vestes com uma cruz vermelha de pano ou de seda. (...)

“Os fiéis pediram a Urbano que se pusesse à sua frente, mas o Pontífice, que ainda não tinha triunfado sobre o antipapa Guiberto, e que perseguia com seus anátemas o Rei da França e o Imperador da Alemanha, não podia deixar a Europa sem comprometer o poder e a política da Santa Sé.

“Nomeou o Bispo de Puy, seu legado apostólico, junto do exército dos cristãos. Prometeu a todos os cruzados a remissão de seus pecados. Suas pessoas, suas famílias, seus bens, foram postos sob a proteção da Igreja e dos Apóstolos S. Pedro e S. Paulo. O concílio declarou que toda a violência feita contra os soldados de Jesus Cristo seria castigada com o anátema e entregou seus decretos, em favor dos cruzados à vigilância dos Padres e dos Bispos.

“Urbano percorreu ele mesmo várias províncias da França, para terminar sua obra tão felizmente começada. (...)