quarta-feira, 24 de junho de 2020

O sultão Saladino descreve o perfil moral dos cruzados

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Eis como Saladino — o mais famoso guerreiro que o mundo muçulmano produziu — via os católicos. É interessante notar que a carta foi escrita quando o Reino Latino de Jerusalém estava em decadência. Nela, o maometano dirigia-se aos potentados árabes, pedindo reforços.


"Esperamos da bondade de Allah que o perigo em que nos encontramos reacenda o zelo dos muçulmanos, e que se esforcem para extinguir o ardor de nossos inimigos, para abater o edifício que os francos construíram.

"Enquanto nossos inimigos acorrem por terra, nosso país está ameaçado pelas maiores desgraças.

"O que nos deixa estupefatos é ver o esforço dos infiéis e a indiferença dos verdadeiros crentes.

"Há um só muçulmano que responda ao convite e venha, quando é chamado a lutar?

"Vede entretanto os cristãos. Vede como eles vêm em multidões, como eles se apressam a enviar reforços, como se sustentam mutuamente, como fazem o sacrifício de suas riquezas, como se cotizam juntos, como se resignam às maiores privações!

"Do lado deles não há um rei, um senhor, uma ilha ou cidade, um homem por pouco marcante que seja, que não envie a esta guerra seus súditos e camponeses para os representarem sobre este teatro de bravura".


(Fonte: Georges Bordonove, "Les Templiers")



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terça-feira, 9 de junho de 2020

São João de Capistrano:
pregador e animador da Cruzada

São João Capistrano, igreja dos bernardinos, Cracóvia
São João Capistrano, igreja dos bernardinos, Cracóvia
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




João nasceu no ano de 1385 em Capistrano, pequena cidade dos Abruzos no reino de Nápoles. Seu pai era um fidalgo angevino que tinha ido para a região na comitiva do duque de Anjou, e lá se havia fixado.

Nada se sabe da infância e adolescência de João, a não ser que estudou humanidades em sua terra natal, indo depois para Perúsia estudar direito civil e canônico.

Quando tinha 30 anos e após enviuvar, dirigiu-se ao convento franciscano do Monte, perto de Perúsia, da estrita observância, e pediu admissão.

João de Capistrano, como ficou seu nome depois da profissão religiosa, foi designado para trabalhar nos hospitais da cidade e para a pregação.

Sua devoção para com a Virgem Maria era terna e profunda. Quando pregava sobre Ela, o auditório chorava de emoção.