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segunda-feira, 12 de março de 2018

Auxílios divinos na tomada e defesa de Antioquia

A tomada de Antioquia
A tomada de Antioquia
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





No ano de 1098, os cruzados chegaram a Antioquia, grande cidade do Oriente Próximo. A cidade estava poderosamente amuralhada. Mas com a ajuda de Deus conseguiram tomá-la.

Mas, poucos dias depois chegou imenso exército turco que inverteu totalmente os papéis. O exército da fé ficou sitiado por um mar de infiéis certos da vitória.

Foi então que se fez sentir um manifesto auxílio sobrenatural que deu novas forças aos católicos e os conduziu a uma histórica vitória.

Eis o relato de uma testemunha presencial.

Relato do monge armênio Hovannés (João) no fim de um manuscrito por ele copiado no mosteiro de São Barlaam, na cidade alta de Antioquia, durante as operações militares dos cruzados no ano de 1098 (traduzido do latim a partir do texto tirado do armênio pelo Pe. Peeters, “Miscellanea Historica Alberti de Meyer”, Louvain, 1946, p. 376).

“Neste ano o senhor visitou seu povo como está escrito “eu não vos abandonarei nem vos deixarei”. O braço todo-poderoso de Deus foi seu guia.

“Eles trouxeram o signo da Cruz de Cristo, e tendo chegado pelo mar, massacraram uma multidão de infiéis, e puseram os outros em fuga pela terra.

“Eles tomaram a cidade de Nicéia que assediaram durante cinco meses. Depois chegaram até nosso país, na região de Cilícia e da Síria, e investiram se espalhando em volta da metrópole de Antioquia.

“Durante nove meses eles sofreram e causaram às regiões vizinhas consideráveis lutas.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

A batalha de Dorileia quebrou o poder turco e inaugurou o predomínio cristão no Oriente Próximo

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Após tomar a cidade de Nicéia, os cruzados empreenderam a travessia da Ásia Menor em direção a Jerusalém.

Travessia penosa, o planalto anatoliano no qual entraram é uma zona de estepes secas que conduzem a um deserto salino que há no seu centro e onde o problema do reabastecimento foi sempre difícil.

Para enfrentá-lo, o exército dividiu-se em dois. No primeiro grupo marchavam Boemundo, seu sobrinho Tancredo e Roberto Courte-Heuse. No segundo, Godofredo de Bouillon (ou Bulhão) e Raimundo de Saint-Gilles.

Os turcos da Ásia Menor haviam concentrado todas suas forças sob as ordens de seu sultão, o seljúcida Kilij Arslan e tentaram explorar a divisão.

Na manhãzinha do 1º de julho, na altura de Dorileia, atualmente Escki-Chéhir, eles caíram em massa sobre o corpo de exército de Boemundo.

A brusquidão do ataque foi tal que Boemundo, surpreso em plena marcha, apenas teve tempo para reagrupar sua tropa às presas para resistir às cargas da cavalaria turca que o rodeou por todos os lados.