terça-feira, 14 de setembro de 2021

Beato Urbano II: Carta de Instrução para os cruzados, dezembro 1095

Beato Papa Urbano II
Beato Papa Urbano II
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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Urbano, bispo, servo dos servos de Deus, a todos os fiéis, príncipes e súditos reunidos em Flandres; saudação, a bênção e a graça apostólica.

Vosso espírito fraterno, acreditamos, há muito tomou conhecimento por diversos relatos de uma horda bárbara que aflige deploravelmente com horríveis danos as igrejas de Deus, nas regiões do Oriente.

Mais do que isso, parece blasfêmia dizê-lo, ela reduziu a uma intolerável servidão suas igrejas e a Cidade Santa de Cristo, glorificada pela sua Paixão e Ressurreição.

Tomados de piedosa preocupação por esta calamidade, Nós visitamos as regiões da Gália e nós nos consagramos empenhadamente a exortar os príncipes do país e seus súditos a libertarem as igrejas do Oriente.

Nós os intimamos solenemente no Concílio de Auvergne a realizar semelhante empresa, como uma preparação para a remissão de seus pecados.

E nós constituímos nosso filho bem-amado entre todos, Adhemar, bispo de Puy, líder da expedição em representação nossa, de modo que aqueles que, porventura, queiram empreender essa viagem devem respeitar os seus comandos como sendo a nossa própria vontade, e se submeterem inteiramente às suas proibições e ordens, em toda a medida necessária para completar a missão.

Se, além deles, há alguém em vosso povo a quem Deus inspirou esse voto, saiba que ele (Adhemar) partirá, com a ajuda de Deus, no dia da Assunção de Maria Santíssima, e pode, então, juntar-se a seus seguidores.



(Fonte: August C. Krey, “A Primeira Cruzada: os relatos de testemunhas e participantes”, Princeton, 1921, págs. 42-43)



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terça-feira, 31 de agosto de 2021

O Papa Pascoal II comemora a conquista de Jerusalém

O Papa Pascoal II com o rei da Franca Felipe I, em 1107.
O Papa Pascoal II com o rei da Franca Felipe I, em 1107.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Pascoal bispo, servidor dos servidores de Deus, a todos os arcebispos, bispos e abades da Gália, saudações e bênção apostólica.

Nós estamos obrigados por uma gratidão sem limites à compaixão de Deus Onipotente, porque no nosso tempo Ele determinou liberar a Igreja da Ásia dos bandos turcos e abrir aos soldados cristãos a própria cidade onde o Senhor padeceu e foi enterrado.

Entretanto, nós devemos receber a graça divina com todas as conseqüências que isso implica.

Ele deu-nos aquelas terras que outrora foram do povo da Palestina ou Canaã, e ajuda efetivamente nossos irmãos que ali ficaram.

Urgi, por isso mesmo, a todos os soldados de vossa região, para remissão e perdão de seus pecados, a partirem com presteza a sustentar nossa Mãe a Igreja de Oriente.

Compeli especialmente aqueles que endossaram o sinal da Cruz em sinal desta promessa a apressarem sua partida, a menos que a pobreza os impeça.

Além do mais, nós decretamos que permaneçam excomungados aqueles que incorreram na desgraça de abandonar o cerco de Antioquia por falta de fé ou questionáveis argumentos, a menos que patenteiem com sólidas promessas que pretendem voltar.

Nós ordenamos especialmente que sejam devolvidas todas as poses a nossos irmãos que estão voltando depois da vitória do Senhor, de acordo com o que, vós lembrais, foi ordenado em decreto sinodal por Urbano, nosso predecessor de feliz memória.

Agindo assim em todos os assuntos, cumprindo zelosamente vosso dever, podeis ter certeza que por nosso zelo conjunto nossa Mãe a Igreja de Oriente será reconduzida a seu devido estado, pela misericórdia do Senhor.


(Fonte: August. C. Krey, The First Crusade: The Accounts of Eyewitnesses and Participants, (Princeton: 1921), 279, Internet Medieval Source Book)




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terça-feira, 17 de agosto de 2021

Após as derrotas, Saladino aceita condições e morre abatido e envergonhado

Ricardo Coração de Leão na batalha de Jaffa, Britannica
Ricardo Coração de Leão na batalha de Jaffa, Britannica
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Após a libertação de Jaffa, Ricardo Coração de Leão só dispunha de dois mil homens, dos quais só cinquenta eram cavaleiros, aliás desmontados. A debilidade numérica inspirou aos turcos a esperança de tirar revanche.

Assim que o exército de Saladino conseguiu se reorganizar em Yazour, ele percebeu a imensa vergonha do pânico do 1º de agosto.

Ele ficou sabendo que a pequena tropa de Ricardo, com louca despreocupação, acampava fora dos muros de Jaffa. Passar no sabre nesses pedestres parecia fácil.

Na noite do 4 ao 5 de agosto de 1192, a cavalaria muçulmana se pôs em marcha sob a luz da lua em direção ao acampamento inglês.

Estourou uma disputa entre os mamelucos que atrasou um pouco a marcha, de maneira que quando eles chegaram diante do acampamento cristão já era de manhãzinha.

Um genovês que se afastara pelos campos viu brilhar as armaduras e deu a alarme. Acordados às pressas, Ricardo e os seus apenas tiveram tempo de pagar nas armas, alguns até tiveram que combater semi-nus.

Formando linhas fechadas, com um joelho em terra para ficarem mais firmes, puseram os escudos encravados na terra e as lanças inclinadas para frente.

Assim, eles receberam sem fissuras, nos primeiros albores da manhã, a carga furiosa dos esquadrões maometanos. Ricardo, a toda pressa, dissimulou entre os lanceiros, um número igual de besteiros.

Quando os cavaleiros turcos viam que sua carga era quebrada pelas lanças, eles davam meia volta para se reorganizarem. Então, os besteiros atiravam, matando os cavalos e semeando a desordem nos esquadrões.

Todas as cargas de Saladino arrebentaram-se diante desta tática precisa. Foi em vão que o sultão exortou seus soldados por trás das fileiras.,
“A bravura dois francos era tal, escreve Béhá ed-Dín, que nossas tropas desencorajadas, contentavam-se em mantê-los cercados, mas ficavam à distância”.

Foi então que Ricardo Coração de Leão passou ao ataque contra esse exército desmoralizado.

“Ele lançou-se no meio dos turcos e os rachava até os dentes. Ele projetou-se tantas vezes, deu-lhes tantos golpes que acabou se fazendo mal e a pele de suas mãos descolou-se.

Ricardo Coração de Leão esmaga Saladino

“Ele golpeava para frente e para trás e com sua espada abria passagens por toda parte que ele ia. Seja que ele ferisse um homem ou um cavalo, ele abatia tudo.

“Foi lá que ele deu um golpe que arrancou o braço e a cabeça de um emir vestido de ferro e que enviou direto para o inferno.

“Quando os turcos viram esse golpe, abriram um espaço tão largo que, graças a Deus, ele voltou sem dano.

“Mas, sua pessoa, seu cavalo e suas costas estavam tão cobertas de flechas que ele parecia um porco espinho”.

A batalha durou todo o dia 5 de agosto. Na tarde, a vitória dos cruzados era completa. Diante do rei de Inglaterra e seu punhado de heróis o exército muçulmano bateu em retirada.

Saladino saiu humilhado e desencorajado.

Tão grande foi a admiração dos muçulmanos pela bravura do grande Plantagenet que em plena batalha Mélik el-Adil, vendo-o combater sobre um cavalo medíocre e já cansado, enviou-lhe um novo corcel.

Fendendo a multidão dos combatentes vira-se chegar ao galopo e se deter diante de Ricardo um mameluco que conduzia dois magníficos cavalos árabes, “porque não era conveniente que o rei combatesse a pé”.

Entrementes, os acontecimentos na Europa pediam pelo rei da Inglaterra.

Na sua ausência o rei da França Felipe Augusto e o próprio irmão do rei inglês, João sem Terra, começaram a dividir seu reino.

Instado a regressar, Ricardo concluiu uma paz de compromisso com Saladino em 3 de setembro de 1192.

O acordo baseou-se no mapa das operações: os francos obtiveram o território recuperado pelos seus exércitos, quer dizer a zona costeira desde Tiro até Jaffa.

O interior, incluindo Jerusalém, ficava na posse de Saladino, mas o sultão concedia todas as garantias aos cristãos para peregrinarem em liberdade na cidade santa.

Túmulo de Saladino em Damasco
Saladino inaugurou o novo regime recebendo em Jerusalém com magnífica cortesia, os bispos, barões e cavaleiros, seus adversários da véspera, que foram cumprir seu voto ao Santo Sepulcro, antes de embarcar de volta para Europa.

Não foi sem melancolia que Ricardo embarcou para Europa, em 9 de outubro de 1192, sem ter podido liberar o Santo Sepulcro. Ele puniu-se a si próprio se abstendo de acompanhar os cavaleiros na visita aos Locais Santos.

Saladino teve que se contentar com um semi-sucesso após ter quase apalpado a vitória total. Frente ao rei-cruzado com coração de leão ele conheceu as sombrias jornadas de Arsur e Jaffa e teve que ceder aos cristãos a costa palestina.

Derrotas e angústias demais esgotaram o sultão. Ele decidiu se retirar para sua terra natal, o Egito. Porém, na noite de 3 a 4 de março de 1193 a morte o surpreendeu em Damasco, onde ainda jaz no seu túmulo.


(Autor: René Grousset, « L’épopée des croisades », Perrin, 2002, collection tempus, 321 pp., capítulo XII).


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terça-feira, 3 de agosto de 2021

Ricardo Coração de Leão libera Jaffa e humilha Saladino

Três vezes o rei da Inglaterra aproximou-se de Jerusalém
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Após a conquista de Jaffa, o sentimento unânime do exército pedia empreender logo o sitio de Jerusalém.

Em três ocasiões o rei Ricardo chegou tão perto da Cidade Santa que acreditou-se terem voltado as horas maravilhosas de julho de 1099 quando os cruzados tomaram Jerusalém.

No dia de Natal de 1191 eles estavam a só vinte quilômetros da cidade sagrada.

Naquele momento, relata Ambrósio, os soldados lustravam alegremente seus elmos, os doentes diziam-se sarados para ver eles também, a cúpula do Templo.

Porém para surpresa de todos, Ricardo deu meia volta. É que do ponto de vista estratégico as circunstancias não eram as mesmas da primeira cruzada.

Godofredo de Bouillon pôde iniciar com toda tranqüilidade o sítio de Jerusalém porque nenhum exército muçulmano viria a perturbar sua tarefa. Mas, para Ricardo as coisas não estavam no mesmo pé.

Saladino com um exército superior em número era dono das redondezas. Ele acompanhava de perto os movimentos de Ricardo e as tropas turcas dominavam o topo dos morros prestes a cair sobre a retaguarda da coluna franca se ela empreendia o assalto das muralhas de Jerusalém.

Como experimentado capitão, o fogoso Ricardo recusou-se a se engajar numa operação tão arriscada longe de suas bases, no meio do planalto da Judéia.

O dilema do rei com Coração de Leão

Oasis no deserto
Ele voltou com seu exército até a costa e iniciou conversações oficiais com Saladino.

Mas, como as negociações se protelavam, em junho de 1192, Ricardo iniciou um segunda ofensiva sobre Jerusalém. No dia 12 pela manhã enquanto perseguia com um pelotão da vanguarda a uma patrulha muçulmana, ele chegou a avistar a cidade santa.

Mas, ainda dessa vez ele evitou atacar uma praça tão solidamente defendida com Saladino hostilizando seus flancos.

O moral do exército ficou atingido por esta indefinição. Para recuperá-lo, o rei-cruzado planejou um lance deslumbrante.

Os beduínos que ele tinha posto a seu serviço avisaram-lhe que uma enorme caravana muçulmana saíra do Egito em direção da Síria, e que sob a proteção de um esquadrão de mamelucos iria atravessar o deserto de Judá.

Ouvindo a notícia, Ricardo pulou na sela do cavalo junto com o duque de Borgonha e cento e cinqüenta cavaleiros. Todos partiram ao galope em direção ao sudoeste. Foi na noitinha do domingo 20 de junho.

Eles cavalgaram toda a noite sob o luar e só desceram dos cavalos no sul de Ascalão. Lá, um beduíno avisou que a caravana fizera uma parada a vinte quilômetros de distância, no Oasis do Poço Redondo, em pleno deserto de Negeb.

Ricardo mandou seus cavaleiros envolverem as cabeças com um caffieh de acordo com o estilo beduíno, e no fim do dia partiu de novo direto para o sul. Ele ia à vanguarda e o duque de Borgonha na retaguarda.

Eles marcharam a noite toda. Uma bela noite do verão palestino conduziu-os sem problemas através das dunas até o oasis do Poço Redondo onde a caravana repousava sem nada desconfiar. Animais e pessoas dormiam entre as sacas de mercadorias descidas das bestas.

Ricardo Coração de Leão, estátua no Parlamento, Londres
Pouco antes do amanhecer, Ricardo deu ordem de ataque. A surpresa foi completa. A escolta de mamelucos foi a primeira a debandar.

Os caravanistas abandonaram animais e mercadorias e fugiram, eles também, pelo deserto de Negeb.

O butim consistiu em fileiras intérminas de camelos carregados de ouro, panos de seda, veludo e púrpura, bacias e peças de cobre, castiçais de prata, armaduras damasquinadas, tabuleiros de marfim, sacas de açúcar e pimenta, todos os tesouros e todas as guloseimas do velho Islã.

Golpes brilhantes como esse apenas dissimulavam a situação embaraçosa de Ricardo. Ele não conseguia constranger Saladino a um combate decisivo, nem conseguia dele uma paz de compromisso.

Saladino surpreende Jaffa desguarnecida

Em julho de 1192, o rei subiu rumo a Beirute deixando em Jaffa apenas uma débil guarnição. Aproveitando esse afastamento, Saladino jogou-se de improviso sobre a cidade em 26 de julho.

Os sapadores muçulmanos conseguiram já no primeiro dia provocar um desabamento na muralha exterior. Porém, por trás da brecha assim aberta, os franceses acenderam imensos fogos. Protegidos pelas chamas e pela fumaça, eles impediam aos muçulmanos de penetrar na cidade.
“Que admiráveis guerreiros são esses homens ‒ não pôde deixar de exclamar Behâ ed-Din, testemunha visual ‒ quê coragem!”

Em 31 de julho o muro caiu definitivamente.

“Quando a nuvem de poeira dissipou-se, ‒ registrou o mesmo cronista do Islã ‒ percebemos uma cortina de albardas e lanças que substituía o muro derrubado e fechava tão bem a brecha que o simples olhar não conseguia atravessá-la. Viu-se então o espetáculo aterrorizante da intrepidez dos Francos, da calma e da precisão de seus movimentos”.

Quando os francos não conseguiram mais defender a cidade baixa, eles retiraram-se em boa ordem para dentro da cidadela.

Porém, pese a tudo, pelo fim da tarde eles tinham iniciado conversações para se renderem. No dia seguinte, 1º de agosto, eles preparavam-se para capitular quando nas primeiras horas do amanhecer uma frota cristã apareceu de improviso diante de Jaffa.

Viu-se então o que era um rei católico da Inglaterra

O rei cruzado desembarcou a pé semeando o pavor entre os islâmicos
Era o rei Ricardo que, alertado miraculosamente, acorria em galeras genovesas com as primeiras tropas que ele conseguira reunir.

Foi então que se viu o que é que era o rei da Inglaterra.

O poema épico de Ambrósio deixou para a posteridade um quadro inesquecível desta cena.

Sem esperar que os navios encostassem em terra, Ricardo, com um machado dinamarquês na mão, pulou no mar com a água até a cintura, correu até a praia, limpou-a de muçulmanos, penetrou na cidade, surpreendeu a multidão de inimigos em plena pilhagem das casas e fez uma horrível carnificina.

Depois, deu uma mão à guarnição liberada, precipitou-se sobre o exército de Saladino, tomou seu acampamento e perseguiu-o até Yazur.
“O rei, cantou Ambrósio, levantou sua tenda no próprio local de onde Saladino fugira. Foi lá que acampou Ricardo Magno. Jamais, nem mesmo em Roncesvalles, um paladino realizou uma façanha comparável”.

Béhâ ed-Din, de seu lado, transmitiu-nos os ditos mordazes do rei em relação aos muçulmanos fugitivos :

“Vosso sultão é o maior soberano que já teve o Islã, e eis que minha simples presença o fez dar às de vila-diogo! Vede, eu sequer tenho uma armadura; em meus pés há simples sandálias de marinheiro. Portanto, eu não vinha a lhe dar combate! Por que é que ele fugiu?”

(Autor: René Grousset, « L’épopée des croisades », Perrin, 2002, collection tempus, 321 pp., capítulo XII).


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