segunda-feira, 27 de março de 2017

O milagre de Nossa Senhora
e a reconquista da capital da Hungria

Carlos de Lorena toma Buda, castelo de Buda
Carlos de Lorena toma Buda, castelo de Buda
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Continuação do post anterior: A Reconquista de Budapeste invadida pelos turcos



O cerco da cidade de Buda

Nessa época, Budapeste, atual capital húngara, era dividida em duas cidades, Buda e Peste.

Os austríacos lançaram-se diretamente ao ataque contra Buda, deixando de lado — contrariamente à expectativa dos turcos — outras cidades importantes.

Buda era a décima cidade mais importante do mundo muçulmano, considerada pelos turcos como a “casa da guerra sagrada”, baluarte limítrofe do Islã na Europa e chave do Império Otomano.

Por isso, tinham-na abastecido bem de mantimentos, armas e pólvora. Para a defesa, posicionaram-se mais de 16 mil homens de tropas de elite, sob o comando de Abdulrahman Paxá.

O cerco começou em 18 de junho de 1686 e o primeiro assalto ocorreu no dia 24, dia de São João, visando o muro inferior. Os turcos instalaram muitas minas em ambas as partes dessa muralha.

No dia 15 de julho, quando a explosão numa dessas partes abalou os muros da cidade, o general cristão deu o sinal de assalto. Infelizmente, a explosão de outra mina causou particular dano aos cristãos, e a investida foi rechaçada.

Mais de 1.400 soldados imperiais morreram nessa batalha, além de muitos espanhóis, dentre os quais o Duque de Béjar, comandante de um regimento de Flandres.

Durante os 15 dias seguintes, um bombardeio é desfechado contra a cidade.

Destacou-se na ocasião um frade franciscano, Pe. Gabriel, denominado pelos húngaros “Gabriel, o entusiasmado”, que se revelou mestre em artilharia; e junto a ele, um espanhol de nome González, inventou uma forma aprimorada de morteiros.

Uma explosão e a imagem de Nossa Senhora aparece

Subitamente, uma bala incendiada atinge um armazém de pólvora dos otomanos e o fez voar. A terra estremeceu até uma grande distância ao redor, o rio Danúbio saiu de suas margens, e no muro abrindo um grande rombo.

E para espanto dos turcos, atrás de uma parede que desmoronou na antiga igreja do castelo de Buda, transformada em mesquita, apareceu uma imponente Imagem de Nossa Senhora em seu nicho, que ali permanecera escondida e esquecida desde a invasão otomana, 150 anos antes.(1)

Os próprios sitiantes cristãos ficaram tão espantados pela explosão, que no primeiro momento deixaram de atacar.

O duque de Lorena imediatamente requisitou a rendição, mas Abdulrahman respondeu que todas as cabeças da guarnição estavam consagradas à morte, e que o ruído de uma torre de pólvora que voa não era capaz de os assustar.

Imagem de Nossa Senhora na capela de Loreto da igreja de São Matias, Budapeste
Imagem de Nossa Senhora na capela de Loreto da igreja de São Matias, Budapeste
Em 27 de julho, ocorreu um segundo assalto. Foi uma luta de gigantes, destacando-se especialmente os bávaros, que lutaram como leões. Das muralhas, sacos de piche e enxofre chamejantes eram lançados.

Luís de Baden-Baden e Eugênio de Saboia detinham o recuo e levavam novas tropas para a linha de frente.

A bandeira imperial já tremulava na brecha, quando uma mina explodiu no meio dos cristãos causando grandes estragos; alguns que já haviam penetrado na cidade morreram nessa ocasião.

A jornada deste dia custou a vida de cerca de quatro mil cristãos. Ao receber novas intimações, o Paxá respondeu que era impossível entregar a fortaleza, que o “Profeta” rechaçaria o próximo assalto como fizera com os anteriores.

Abdulrahman dispôs-se a entregar qualquer outra fortaleza da Hungria, mas não Buda; embora, depois, até Buda, se com isso se pusesse termo à investida cristã; ao que Carlos de Lorena respondeu que então só uma rápida rendição poderia salvá-lo.

A situação dos cristãos também ficara grave, pois o Grão-vizir chegou com um exército de 80 mil homens em socorro do Paxá. Os cristãos teriam agora de se defender e entrincheirar.

O grão-vizir a seguir iniciou pequenos combates para tentar cansar os cristãos e introduziu reforços na cidade de Buda.

Os cristãos também não quiseram empreender uma batalha decisiva, pois esperavam igualmente reforços.

Não obstante, em 10 e 14 de agosto se travaram sérios combates em Hamzsabég, nos quais mais de oito mil turcos pereceram.

Trezentos janízaros conseguiram chegar à cidade, mas fracassaram outros intentos de fazer penetrar reforços em Buda.

Tendo Abdulrahman recusado uma última intimação de rendição, o duque de Lorena decidiu conquistar a fortaleza sob as vistas do próprio grão-vizir Solimão.

Em 2 de setembro de 1686, às 6 horas da manhã, começou o assalto no qual pela primeira vez se empregou a baioneta em grande escala. Ambas as partes lutaram com suma bravura.

O paxá morreu lutando ferozmente, enquanto outros quatro mil turcos caíram ao fio da espada. À noite, em ação de graças pela vitória, cantou-se o Te Deum na igreja principal da cidade libertada.

O mais notável entre os prisioneiros foi o Agá dos janízaros, Maomé Csonkabeg. Convertendo-se, ele se fez batizar com o nome de Leopoldo, em homenagem ao imperador austríaco.

Posteriormente foi elevado à nobreza, recebeu um regimento húngaro e lutou com muito valor pelo imperador junto ao rio Reno.

No dia seguinte, após celebrar a Missa, o Beato D’Aviano promoveu uma procissão com a Imagem de Nossa Senhora que fora encontrada nas paredes da mesquita.

Considerada como autora da explosão, foi-lhe concedido o título de “Nossa Senhora da Pólvora”.

Nenhum príncipe se alegrou tanto com a conquista dessa importante cidade como aquele que ocupava então a Cátedra de Pedro, o grande Papa Beato Inocêncio XI.

Os otomanos haviam dominado Buda durante 145 anos e sua perda abalou-os profundamente.

As cidades de Simontornya e Siklos se renderam ao Marquês de Baden-Baden. Kaposvár e Torda foram incendiadas, Pécs foi dominada e Szeged conquistada após um cerco de quatro semanas.

O grão-vizir foi obrigado a retirar-se para Belgrado.

_________________

Notas:

Principal fonte consultada: Historia Universal, Juan Baptiste Weiss, Editora Tipografia La Educación, Tradução da 5° edição alemã, Barcelona, 1930, Vol. XI, p. 917 a 923.

1. Sobre a Imagem Milagrosa: http://www.adorans.hu/node/2414
http://www.sacred-destinations.com/hungary/budapest-matthias-church
http://www.templom.hu/phpwcms/index.php?id=14,164,0,0,1,0

(Autor: Ivan Rafael de Oliveira, CATOLICISMO, outubro de 2016)


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segunda-feira, 20 de março de 2017

Islâmicos profanaram 50 imagens católicas na Alemanha em 2016

Estátua de Nossa Senhora danificada da Virgem Maria no distrito de Coesfeld. Fonte: Polícia de Coesfeld.
Estátua de Nossa Senhora danificada da Virgem Maria no distrito de Coesfeld.
Fonte: Polícia de Coesfeld.
Luis Dufaur
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Em 2016, mais de 50 imagens de Nosso Senhor Jesus Cristo, de Nossa Senhora e dos santos foram desfiguradas ou destruídas em várias cidades da Alemanha.

Os atentados só foram revelados em 8 de dezembro, num relatório da emissora estatal Westdeutscher Rundfunk (WDR) no programa de notícias ‘Lokalzeit Münsterland’, informou a ACI Digital.

Segundo o relatório, as imagens da região de Münster, oeste do país, foram vandalizadas durante meses. Uma imagem do Divino Redentor teve a cabeça e os membros cortados.

Mirko Stein, da polícia de Münster, reconheceu que “muitas pessoas do bairro onde se encontram as esculturas danificadas estão surpresas e assustadas".

“Baseado na intensidade dos atos do perpetrador, é possível concluir que este ato tem uma origem religiosa”, acrescentou.

As autoridades alemãs procuram abafar ao máximo as informações relativas aos crimes e depredações praticados pelos invasores muçulmanos que estão sendo acolhidos pelo governo, por organizações eclesiásticas e por ONGs, de esquerda em geral.

O criminalista alemão Christian Pfeifer acredita que os crimes foram cometidos por alguém que está “furioso” e “odeia a Igreja”. Faltou acrescentar “que lê o Corão”.

O semanário de política e cultura alemão Junge Freiheit informou que 40 capelas e imagens foram violadas no distrito vizinho de Steinfurt durante os dois anos que precederam a atual onda de sacrilégios.

A polícia estima os danos em muitas dezenas de milhares de reais. Ela estava investigando seis suspeitos ligados a extremistas islâmicos. Mas parou, porque três deles voltaram à Síria, um morreu e os outros dois desapareceram.

Dom Janusz Urbanczyk, representante permanente da Santa Sé junto à Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE), na reunião desta em Viena (Áustria) para discutir o tema “Combater a Intolerância e as Discriminações aos Cristãos”, exortou as autoridades estatais a “atuar decisivamente” para proteger os cristãos em todos os casos de “intolerância, discriminação, crimes de ódio e incidentes violentos contra indivíduos, comunidades e lugares de culto cristãos”.

Montagem fotográfica de diversos atentados na Alemanha em 2016.
Montagem fotográfica de diversos atentados na Alemanha em 2016.
Porém, o prelado não ponderou que essa “atuação decisiva” é inviável quando nas paróquias, bispados e até desde a Santa Sé os invasores islâmicos recebem estímulos e acobertamentos “ecumênicos” que eles entendem como garantia de impunidade.

Os católicos que protestam contra a violência que destrói sua identidade nacional, cultural e cristã são reprovados pelas mesmas autoridades religiosas.

As estatísticas das agressões contra imagens católicas foram dadas a conhecer pouco antes de um terrorista muçulmano invadir uma feira natalina em Berlim, capital da Alemanha, atropelando os populares com um caminhão roubado, matando 12 pessoas e ferindo outras 50.

Nada indica que as profanações, aliás, típicas da guerra religiosa pregada por Maomé, fundador do Islã, tenham terminado ou arrefecido.

Também nos tempos tremendos da invasão armada islâmica da Península Ibérica, bispos católicos de ortodoxia suspeita estimularam os invasores e exortaram os católicos a baixarem os braços e se deixarem avassalar.

Foi o horrível caso de Dom Oppas, arcebispo de Sevilha, que incitou Don Pelayo a capitular. O rei havia se refugiado com os últimos fiéis na gruta de Covadonga, preferindo a morte a se perverter ao Islã.

Dom Oppas pediu-lhe enganosamente que capitulasse, o que teria como consequência a apostasia da Espanha.

Don Pelayo recusou com palavras heroicas e Nossa Senhora apareceu pessoalmente na batalha. Ela desviava as flechas e lanças dos adeptos do Corão, concedendo uma brilhante vitória às armas católicas.

A vitória de Covadonga foi o início da Reconquista da Espanha.



Vídeo: Islâmicos profanaram 50 imagens católicas na Alemanha em 2016





Vídeo: A vitória de Covadonga






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segunda-feira, 13 de março de 2017

A reconquista de Budapeste invadida pelos turcos

O Beato Papa Inocêncio XI foi o inspirador
e o vencedor da reconquista de Buda.
Luis Dufaur
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“Foi o Santo Padre quem conquistou Buda, como libertou Viena. Há séculos não havia sentado outro Papa semelhante na Cátedra de Pedro”, afirmou Jaime II, Rei da Inglaterra, ao saudar o Núncio Apostólico após a reconquista de Buda, que será narrara a seguir.

Uns após os outros, castelos, fortalezas e cidades iam sendo retomados pelos austríacos das mãos dos muçulmanos.

Após tantas derrotas, Américo Thököly, que liderara a traição dos húngaros, foi preso por seus aliados muçulmanos e seria executado, se Solimão, “o trapaceiro”, não tivesse derrubado e substituído o grão-vizir, o Negro Ibrahim.

O novo comandante deu liberdade a Thököly e enviou-o com novos destacamentos à Hungria.

Em outro anterior, Santa Liga e Reconquista, foram descritas as batalhas travadas pelo Império Austríaco, Polônia e Veneza, membros da Santa Liga, de 1683 a 1685, visando reconquistar os territórios católicos dominados pelos turcos.

Neste artigo, enfocaremos a gloriosa batalha que libertou Buda, antiga capital da Hungria.

A Rússia entra para a Santa Liga

O Papa Inocêncio XI desejava ardentemente a libertação de tantas nações cristãs oprimidas pelos muçulmanos.

No ano anterior, os poloneses alcançaram pouco sucesso em sua luta contra os turcos.

Para favorecer as batalhas travadas em 1686, o Sumo Pontífice enviou 200 mil florins ao rei da Polônia, 100 mil oferecidos por Cardeais e 100 mil por damas romanas.

O rei da Polônia, João Sobieski, havia planejado grandes lances por parte da Santa Liga. Então, não só os turcos como também os tártaros deveriam ser rechaçados da Europa.

Essa iniciativa ficaria a cargo da Rússia, caso esta aceitasse ingressar na Santa Liga. Visando à reconquista de Constantinopla, a Áustria deveria avançar a partir da Hungria, enquanto os venezianos viriam pelo sul da Grécia e os poloneses pelo rio Danúbio.

Era desejo de toda a Cristandade obter a destruição do império sob Maomé IV, formado por Maomé II.

Em 26 de abril de 1686, a princesa Sofia Romanov, regente do Império russo, confirmou a aliança contra os turcos.

Os russos deveriam atacar os turcos e os tártaros, desde o Cáucaso até o rio Dniester. Ficaria assim seriamente ameaçada a existência do Império Otomano.

Renasce o glorioso espírito de Cruzada

Sob o comando do duque Carlos de Lorena, na primavera de 1686 o exército imperial congregou-se na cidade de Komarno.

Eugênio de Saboia, monumento em Viena.
Eugênio de Saboia, monumento em Viena.
Todas as regiões do império enviaram valiosos auxílios para a reconquista de Buda: apresentaram-se mais de seis mil suábios, oito mil de Brandenburgo, cinco mil saxões, oito mil bávaros e três mil francônios.

Incentivados pela vitória obtida em Viena e pela valentia dos que estavam na luta, alistaram-se também mais de sete mil voluntários provenientes de todos os países da Europa.

O espírito das Cruzadas parecia ter retornado a empolgar a Cristandade. Personagens distintas e pessoas humildes chegavam decididas a morrer pela Cruz de Cristo.

Os acontecimentos do cerco de Buda eram seguidos com grande expectativa em todo o continente europeu. Em julho, ainda chegaram mais regimentos vindos da Suécia.

Vários espanhóis eminentes destacaram-se na luta em torno de Buda. Só em Barcelona, 60 artesãos fizeram votos de combater os turcos; todos eles, durante o cerco, entregaram suas almas a Deus.

Grande incentivo para eles foi a figura do príncipe Eugênio de Saboia, que, após a campanha de 1685, foi a Madri, sendo aí tratado pelo monarca hispânico como Grande de primeira classe.

Nessa ocasião, Eugênio se apressou para tomar parte nessa grande expedição. Na corte de Viena, depositavam-se nele as maiores esperanças.

O marquês Luís de Baden-Baden o havia recomendado ao imperador austríaco: “Esse jovem saboiano igualar-se-á um dia a todos aqueles que o mundo considera hoje como grandes generais”.

Por desejo do Imperador, o Papa enviou o frei Marco D’Aviano ao exército cristão. O intrépido capuchinho, depois beatificado, teve por encargo ser mediador entre os chefes e entusiasmar os soldados.


Continua no próximo post: O milagre de “Nossa Senhora da Pólvora” e a reconquista da capital da Hungria


(Autor: Ivan Rafael de Oliveira, CATOLICISMO, outubro de 2016)





GLÓRIA CASTELOS CATEDRAIS ORAÇÕES HEROIS CONTOS CIDADE SIMBOLOS
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segunda-feira, 6 de março de 2017

Arcebispo italiano: “Em mais dez anos
ficaremos muçulmanos por culpa da nossa estultice”

Mons Carlo Liberati, arcebispo emérito de Pompei: “Em mais dez anos ficaremos muçulmanos por culpa da nossa estultice”
Mons Carlo Liberati, arcebispo emérito de Pompei:
“Em mais dez anos ficaremos muçulmanos por culpa da nossa estultice”
Luis Dufaur
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Mons. Carlo Liberati, arcebispo emérito de Pompeia (Itália), condenou incisivamente durante uma palestra a chegada massiva de imigrantes islâmicos à Europa, noticiou o site espanhol Infocatólica.

O arguto prelado identificou a maior culpa pelo drama não nos invasores, mas nos europeus cristãos que lhes abrem não somente os portos e postos de fronteira, mas também as portas da sociedade, produzindo vazios populacionais e de Fé que os seguidores do Corão preenchem com o auxílio de líderes religiosos e civis.

“Em mais dez anos vamos ficar todos muçulmanos por culpa da nossa estultice. A Itália e a Europa vivem no ateísmo, fazem leis contra Deus e promovem tradições próprias do paganismo”, disse.

Toda essa decadência moral e religiosa favorece o Islã”, acrescentou o bispo emérito de Pompeia.

“Temos uma fé cristã débil. A Igreja não age bem e os seminários estão vazios. Tudo isso pavimenta a estrada para o Islã. Eles têm filhos e nós não. Estamos numa decadência total”, prosseguiu.

Segundo as estatísticas oficiais, em 1970 só havia dois mil muçulmanos na Itália. Hoje eles são mais de dois milhões.

O bispo questionou as ajudas econômicas que organizações eclesiásticas, estatais, europeias e ONGs estão fornecendo aos invasores, enquanto os italianos pobres católicos não são auxiliados.

“Ajudamos logo os que vêm de fora e esquecemo-nos de muitos anciãos italianos que catam alimento nas lixeiras. Eu, se não fosse sacerdote, estaria protestando nas praças”.

Como pode ser que tantos imigrantes, em vez de agradecer pela comida que lhes damos, jogam-na na rua e passam horas mexendo em seus celulares e até organizam distúrbios?” – perguntou.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

A Batalha Total
o grande cerco de Malta (4)

Grande Cerco de Malta: assalto turco às posições castelhanas.
Grande Cerco de Malta: assalto turco às posições castelhanas.
Luis Dufaur
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continuação do post anterior: o acordo impossível (3)



A partir de 15 de julho, a Baía Grande de Malta transformou-se num incrível cenário de confrontos. A guerra foi travada literalmente de todos os modos.

Canhões lançavam projéteis mortais pelos ares. Arcabuzeiros, lanceiros e espadeiros se digladiavam em terra. Túneis subterrâneos eram escavados incessantemente por mineiros para implodir as muralhas pela base.

Isso forçava os cristãos a fazer seus próprios túneis para destruir os do inimigo. Houve terríveis batalhas até sob a terra.

Numa ação surpreendente, os turcos transportaram navios até o sudoeste da baía, arrastando-os por terra sobre toras de madeira. Os cristãos não esperavam ter de enfrentar também a frota no mar.

Em princípio, os canhões de Santo Ângelo manteriam os navios turcos longe, mas agora as águas próximas às defesas estavam juncadas com mais de 80 embarcações.

Sob a água, mergulhadores turcos tentaram destruir as grandes barreiras de correntes que impediam a aproximação dos navios junto às defesas.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

O acordo impossível
o grande cerco de Malta (3)

Estátua de 'Dragut', ou Turgut Reis, sob o Palácio de Topkapi, Estambul.
Estátua de 'Dragut', ou Turgut Reis, sob o Palácio de Topkapi, Estambul.
Luis Dufaur
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continuação do post anterior: La Valette: heroico líder da resistência. O grande cerco de Malta (2)



O velho corsário turco Dragut ficou indignado ao desembarcar com um exército auxiliar em Malta, em junho de 1565.

Experiente e respeitado como era, criticou os dois comandantes turcos que haviam instalado o cerco contra as defesas cristãs da ilha.

“Atacar o Forte Santo Elmo primeiro foi uma péssima ideia”, disse Dragut. O cerco deveria ter sido armado do lado oposto da Baía Grande, cortando as comunicações dos cristãos.

Após a tomada das principais fortalezas dos cavaleiros de Malta, Santo Elmo não ofereceria mais resistência.

Mas a crítica do velho Dragut — ele próprio o sabia — chegara tarde. Ao mesmo tempo em que o pequeno Santo Elmo resistia a todos os ataques, conquistá-lo havia se tornado uma questão de honra para os turcos. Abandonar o primeiro plano agora seria vergonha!

Dragut passou então a preparar as novas baterias para acabar de vez com Santo Elmo.

Uma furtiva bala de canhão atirada pelos cavaleiros, entretanto, atingiu o velho, tirando-lhe a vida antes que pudesse assistir a queda do “insignificante” Santo Elmo.

Como vimos, esse pequenino forte resistiu durante um mês a toda fúria dos otomanos.

Os valentes cavaleiros da Ordem de Malta exigiram um preço alto por ele: oito mil mortos nas hostes turcas e preciosos dias perdidos.

Entretanto, o cenário estava preparado para o confronto decisivo. De um lado, a Ordem Militar de São João, com 500 cavaleiros e quatro mil soldados voluntários apinhados nas duas fortalezas de Santo Ângelo e São Miguel, situadas nas penínsulas de Birgu e Senglea.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

La Valette: heroico líder da resistência
O Grande Cerco de Malta (2)

Jean Parisot de La Valette, Grão Mestre da Ordem de Malta durante o Grande Cerco turco. Antoine de Favray (1706 – 1798).
Jean Parisot de La Valette, Grão Mestre da Ordem de Malta
durante o Grande Cerco turco. Antoine de Favray (1706 – 1798).
Luis Dufaur
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continuação do post anterior: O Grande Cerco de Malta (1)



A incrível resistência dos cavaleiros em Malta não pode ser compreendida sem focalizarmos aquele que foi seu próprio artífice: Jean Parisot de La Valette.

Com seus 70 anos, La Valette ainda mantinha a força e a determinação da juventude. Sob o manto da Ordem de São João, considerava como ideal de vida a defesa da civilização cristã e a luta contra o Império Turco.

Já havia experimentado os horrores da escravidão aos turcos, mas fora libertado em uma troca de prisioneiros.

Havia também participado ativamente do cerco de Rodes. Era mestre em todas as táticas de guerra, nas lides do mar e nos armamentos da época.

La Valette, eleito Grão-mestre da ordem em 1557, organizou em Malta a construção de novos bastiões com poderosas muralhas e canhões.

A defesa da ilha foi dividida em três fortes dispostos nas encostas da chamada Baía Grande.

O forte Santo Ângelo dominava a ponta da península de Birgu, através da qual se estendia a cidadela. Na base da outra península, Senglea, erguia-se o Forte São Miguel.

Do outro lado da Baía Grande, voltado para o mar aberto, o solitário Forte Santo Elmo, possuindo forma semelhante a uma estrela, era o primeiro oponente a qualquer invasor.

Os cavaleiros de Cristo eram também excelentes atiradores, numa época em que as armas de fogo, os arcabuzes, já começavam a dominar os campos de batalha.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Criminosos islâmicos riem da Justiça,
diz chefe do sindicato da policia alemã

Rainer Wendt, presidente do sindicato alemão de polícia.
Rainer Wendt, presidente do sindicato alemão de polícia.
Luis Dufaur
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Rainer Wendt, chefe do sindicato alemão de polícia, queixou-se de que o sistema judicial da Alemanha está sendo escarnecido pelos criminosos chegados recentemente do norte da África, porque eles estão sendo liberados logo após cometer crimes.

O problema não consiste apenas em que os imigrantes riam de uma leniência mal-entendida pelos juízes. Trata-se, isto sim, de uma atitude religiosa ensinada pelo Corão, o livro máximo dos muçulmanos.

O Corão despreza os cristãos, dizendo dos muçulmanos: “Sois a melhor nação que surgiu na humanidade, porque recomendais o bem, proibis o ilícito e credes em Deus. Se os adeptos do Livro [=da Bíblia] cressem, seria melhor para eles. Entre eles há fiéis; porém, a sua maioria é depravada” (Corão 3, 106/110)

Em diversas passagens o Corão manda que os islâmicos apliquem sua justiça por cima das leis de qualquer outro povo: “Há uma comunidade justiceira, cujos membros recitam os versículos de Deus” (Corão 3, 109/113)

O ensino segundo o qual os islâmicos constituem “a melhor nação” porque “recomenda o bem e proíbe o ilícito” inculca em seus seguidores a presunção de que eles são superiores a qualquer outro povo ou religião, pelo mero fato de professarem a moralidade e a lei maometana, explicou o especialista Robert Spencer no site Jihadwatch.

Por isso, completa Spencer, eles acham que têm que passar por cima de qualquer outro sistema legal, desclassificado como ímpio e fraudulento, em todo lugar onde lhes seja possível.

Na Europa isso não está sendo diferente do que em qualquer outra parte do mundo.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

O Grande Cerco de Malta (1)

Luis Dufaur
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Uma pequena ilha no Mediterrâneo foi o cenário de mais um embate entre a Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo e o Crescente islâmico.

O destino da Europa cristã ficou reservado à bravura de poucos cavaleiros que se mantiveram firmes para defender um único bastião contra uma quase incalculável horda de inimigos.

E pior, esses cavaleiros cristãos sabiam que para eles mesmos não havia esperança.

Veremos como se deu a brilhante defesa da ilha de Malta pelos valorosos cavaleiros da Ordem de São João de Jerusalém.

Histórico da Ordem até Malta

O cerco de Malta em 1565 foi o auge da longa história da Ordem de Cavalaria de São João. Ela havia surgido logo após a primeira Cruzada (1099) com o objetivo de dar abrigo aos peregrinos que chegavam a Jerusalém.

O “hospital” fundado na cidade não era destinado somente à cura de enfermidades, mas também ao refúgio dos peregrinos.

Os “hospitalários”, como passaram a ser chamados, constataram depois a necessidade de defender com armas os peregrinos nas perigosas estradas da Terra Santa. Nascia assim uma ordem militar religiosa, seguindo o exemplo dos Templários.

Essas duas ordens militares passaram a ser o corpo de elite dos exércitos cristãos do Reino de Jerusalém. Sua fama era grande.

Seus componentes sempre eram destacados para ocupar as posições mais perigosas nas batalhas e afirmava-se que lutavam como se fossem um só homem, tal era sua disciplina.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

O padre que salvou um tesouro cultural iraquiano
com um terço na mão

Frei Najeeb-Michaeel O.P., exibe um dos documentos salvos
Frei Najeeb-Michaeel O.P., exibe um dos documentos salvos
Luis Dufaur
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No dia 6 de agosto de 2014, enquanto os obedientes adeptos do Corão do ISIS (abreviatura em inglês de Estado Islâmico do Iraque e do Levante) avançavam sobre a cidade crista de Qaraqosh – hoje felizmente recuperada – o frade dominicano iraquiano Najeeb Michaeel se afastava a toda da cidade.

Ele conduzia um carro e era acompanhado por um camião que ele tinha fretado. Nos dois veículos ia um tesouro que acabou sendo salvo das garras da destruição dos fanáticos islâmicos: 3500 manuscritos orientais dos séculos X a XIII, contou ele para o jornal “Clarin”.

O sacerdote os tinha tirado de Mosul, que viraria capital dos seguidores de Maomé, inimigos de toda forma de cultura.

A pequena caravana fez um longo caminho entre o pó e o terror. Conseguiu passar por três controles: um dos próprios muçulmanos do ISIS e dois das milícias curdas, essas mais amigáveis.

Por fim, chegou a Erbil, no Curdistão, onde essa valiosa parte da memória da Mesopotâmia ficou a salvo até os presentes dias.

O Pe. Najeeb Michaeel renovou assim, em pleno III milênio, com uma velha e admirável tradição da Igreja Católica.