segunda-feira, 16 de julho de 2018

Hungria legisla penalmente contra a imigração islâmica

Sessão do Parlamento húngaro
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







O Parlamento húngaro aprovou uma série de normas legais que permitem a abertura de processos penais contra pessoas ou organizações que forneçam ajuda a imigrantes ilegais, informou a agência Reuters.

O pacote de leis foi aprovado por 80% dos parlamentares (160 contra 18) e pune até com um ano de prisão os que ajudarem os imigrantes ilegais, acrescentou o jornal parisiense “Le Figaro”.

O pacote legal é conhecido como “Stop Soros”, em alusão ao milhardário de origem húngara, George Soros, que financia muitas dessas ONGs e orquestra uma imigração de massa à União Europeia.

As leis põem limite à influência na Hungria de ONGs sustentadas do exterior por alguns Cresos que financiam causas de esquerda no mundo.

As leis húngaras também suscitaram inúmeros protestos da União Europeia (UE). O governo magiar aguarda que a Comissão Europeia, cúpula da UE, inicie processos de retaliação.

O Conselho da Europa e a Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) já haviam denunciado os projetos de lei como “arbitrários” e contrários aos regulamentos europeus.

Em Moscou, Putin esfrega as mãos, já pensando em engolir mais facilmente a corajosa nação húngara. Ela não possui recursos proporcionados para se defender da pressão da UE, de ONGs e de macro capitalistas esquerdistas.

Os fluxos migratórios são estimulados pelo Corão que considera a ocupação 'pacífica' como ato meritório de 'guerra santa'.
Os fluxos migratórios são estimulados pelo Corão
que considera a ocupação 'pacífica' como ato meritório de 'guerra santa'.
O ministro do Interior Sandor Pinter defendeu as leis, dizendo que “o povo húngaro aguarda a justo título que o governo utilize todos os meios necessários para combater a imigração ilegal e as atividades que a favorecem”, escreveu Reuters.

“O conjunto de leis, acrescentou, visa a um objetivo: qualificar como delito penal a organização da imigração ilegal. Nós queremos aplicar essas leis para evitar que a Hungria se torne um país de migrantes”.

O Parlamento também aprovou uma emenda constitucional que proíbe que uma “população estrangeira” se instale no país, visando contrariar assim a “política de cotas” que a Comissão Europeia quer impor aos países membros da UE.

De acordo com estatísticas oficiais, o fechamento do país às ondas migratórias provenientes do Oriente Médio e da África limitou a 3.555 o número dos refugiados na Hungria, país de dez milhões de habitantes. Um número muito inferior aos milhões que se instalaram na Alemanha.

Pelas novas leis, a defesa da cultura cristã será uma obrigação para todos os organismos do Estado, sublinhou“Le Figaro”. A Hungria acolhe os imigrantes cristãos e os membros de minorias húngaras residentes no exterior.

Para as esquerdas, a aprovação do Parlamento soa como uma provocação de Budapest, enquanto o Papa Francisco celebra a Jornada Internacional dos Refugiados.

A eurodeputada liberal Sofia Veld tentou opor os textos legais ao cristianismo sofismando. “[o primeiro ministro] Orban sempre se refere aos valores cristãos. Mas não é dever cristão ajudar os necessitados? Como se pode ser criminalizado quando a gente é cristão e ajuda os outros?”, citou a agência “Euronews”.

Carlos de Lorena, recupera Budapest. Óleo no castelo de Buda
Carlos de Lorena, recupera Budapest. Óleo no castelo de Buda
A eurodeputada, que se esquivou de dizer se é cristã, talvez esqueceu aquilo que está gravado a fundo na memória histórica do povo húngaro: a invasão e ocupação do país pelos muçulmanos turcos entre 1541 e 1699.

Só uma guerra de quinze anos – empreendida pela Santa Liga criada pelo Papa Inocêncio XI e com o destacado heroísmo do Rei da Polônia, João Sobieski – conseguiu mandar os invasores de volta para seu país.

Porém, a população húngara ficou reduzida à metade após ferozes anos de guerra. E com toda razão não quer que se repita a lição ensinada pela História, mestra da vida.

Apenas uma diferença: quando os turcos muçulmanos invadiram o a Hungria, 90% de sua população tinha se tornado protestante. E o triunfo das hordas anticristã foi fácil.

Hoje ela é maioritariamente católica e o agressivo islamismo encontra grandes oposições no povo.

Veja também: Arcebispo húngaro: islâmicos se julgam raça superior e querem conquistar Europa, não ver isso é mentir.

A libertação da Hungria opressa pelos muçulmanos



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segunda-feira, 2 de julho de 2018

Skanderbeg (II), herói da Cristandade e flagelo dos turcos

Skanderbeg, monumento em Pristina, Albania

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
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continuação do post anterior: Jorge Castriota, 'Skanderbeg' (I): espada e escudo da Cristandade




Em 1457, amargurou a Skanderbeg, o herói albanês, a defecção de seu sobrinho Hamsa, que se uniu aos implacáveis inimigos da fé e sequazes do Islã.

Naquele ano, o sobrinho renegado invadiu seu país, acompanhado do general turco Isabeg com numeroso exército. Skanderbeg tinha para defendê-lo apenas 12 mil homens.

Por isso, não enfrentou diretamente o inimigo, mas procurou atraí-lo para lugares isolados.

Em 2 de setembro desse ano, Skanderbeg, num combate sangrento, obteve a vitória nos arredores de Tomorniza, surpreendendo o exército turco enquanto este se entregava ao repouso.

Mais de 15 mil turcos foram mortos e 1500 feitos prisioneiros, entre eles o renegado Hamsa, a quem Skanderbeg poupou a vida, mas enviou-o a Nápoles para que estivesse preso com segurança.

Em carta de 17 de setembro de 1457, escreveu o Papa ao general albanês:
"Amado filho: perseverai do mesmo modo no futuro, em defesa da Fé Católica, pois Deus, por quem pelejais, não abandonará sua causa; Ele vos dará, estou seguro disso, a vós e aos demais cristãos, junto com a maior glória e triunfo, a vitória sobre os malditos turcos e demais infiéis".(4)
O Sumo Pontífice mostrou seu júbilo pela vitória obtida, nomeando Skanderbeg Capitão General da Cúria na guerra contra os turcos.

Casco de Skanderbeg, em Viena
O elmo de Skanderbeg, Viena
Conclama os príncipes do Ocidente a uma Cruzada

Depois dessa vitória, o herói albanês escreveu aos príncipes do Ocidente, dizendo-lhes que não tinha condições de continuar sua guerra contra os turcos se não recebesse deles auxílio.

Que era chegado o tempo em que esses príncipes despertassem do sono a que até então tinham se entregado, renunciassem às suas discórdias e se coligassem para defender a liberdade do mundo cristão.

Somente Nápoles ouviu seu apelo e mandou algumas tropas.

A Albânia resistia havia dezenove anos ao poder dos sultões.

Apesar de algumas derrotas e enfraquecido pela defecção de certos aliados seus, Skanderbeg mantinha contínuo assédio às tropas turcas.

Maomé II resolveu então acabar de vez com essa resistência, enviando contra ele todos os seus generais. Mas quando três deles foram derrotados, o próprio Maomé pediu a paz em 1461.

Três anos após, o Papa Pio II pregou uma nova Cruzada. Skanderbeg derrotou sucessivamente dois generais dos mais importantes do sultão.

Depois, cedendo aos apelos do Papa, ajudou a repor no trono de Nápoles a Fernando, filho de Afonso V, que havia sido destronado por João de Anjou.

Com o apoio do Papa, vence o cerco de Kruja

Na primavera de 1466, um exército turco - composto, segundo uns, de 200 mil homens; segundo outros, de 300 mil - invadiu a Albânia, comandado pelo próprio Maomé II.

Replica do elmo e da espada de Skanderbeg no museu de Kruje, Albânia
Replica do elmo e da espada de Skanderbeg no museu de Kruje, Albânia
Pouco depois, circulou pela Europa a notícia de uma derrota de Skanderbeg, devido à traição e abandono de muitos cristãos.

O pânico apoderou-se sobretudo dos italianos, tanto mais que a notícia vinha acompanhada de outra, a de que um exército turco já ameaçava a Hungria.

Felizmente a notícia da derrota do herói albanês era falsa.

Não podendo enfrentar exército tão numeroso, entregara-se à tática de guerrilha, que tantas vezes lhe tinha sido eficaz.

Estabeleceu uma forte posição nos bosques de Tumenistos, e desde lá fatigava o exército turco por meio de surpresas, falsos alarmes e fugas simuladas.

A tática foi empregada por tanto tempo, que foi desgastando o exército infiel, acostumado a travar uma guerra regular.

Cansado, Maomé retirou-se a Constantinopla para passar o inverno, deixando o general Balaban à frente de 80 mil homens fazendo o cerco de Kruja.

Como Skanderbeg, com seus poucos homens, não podia levantar o cerco, dirigiu-se à Itália em busca de socorro, armas e dinheiro.

O Papa e os cardeais o receberam entusiasticamente em Roma, e "com muitos presentes e uma considerável soma de dinheiro regressou Skanderbeg aos seus, alegre e animoso", escreve seu primeiro biógrafo Bartelius.(5)

De volta à Albânia, Skanderbeg derrotou os turcos em abril de 1467, fazendo prisioneiro um irmão de Balaban.

Pouco depois alcançou outra vitória, ocasionando a morte do próprio Balaban.

Com isso as tropas turcas fugiram, e levantou-se o cerco de Kruja.

Grandeza de alma, lealdade e fé sincera

Mas o heroico guerreiro estava no fim.

"Vinte e quatro anos de luta contínua esgotaram aquela natureza de ferro. E, havendo sido atacado pelas febres, morreu em Alessio aos cinquenta e três anos, terminando assim a epopeia albanesa [...].

"À grandeza de alma, à lealdade, a uma fé sincera, juntava ele uma inteligência extraordinária, uma penetração segura e uma sagacidade pouco comum [...].

"Caridoso e humano, não parecia o mesmo homem na guerra; pois, fogoso, violento, às vezes impiedoso, chegava a assustar os mais valentes: até esse ponto o exaltavam seu ódio pelos turcos e seu amor à independência [da Albânia]".(6)

Nossa Senhora do Bom Conselho foi miraculosamente trasladada pelos anjos de Scutari na Albânia até Genazzano na Itália, onde hoje é venerada
À notícia de sua morte, seu mais feroz inimigo, o sultão Maomé II, exclamou: "Por fim, me pertencem a Europa e a Ásia. Ai da Cristandade, que acaba de perder sua espada e seu escudo!".(7)
Mas Nossa Senhora tinha outros desígnios sobre a Cristandade.

Após as infidelidades do povo albanês e da morte de Skanderbeg, a imagem albanesa de Nossa Senhora do Bom Conselho transferiu-se milagrosamente, pelos ares, para Genazzano, na Itália, acompanhada por dois devotos que atravessaram a pé o Mar Adriático.
________
Notas:
(1) Ludovico Pastor, Historia de los Papas, Gustavo Gili, Barcelona - Herrero Hermanos, México, 1910, vol. II, p. 422.
(2) www.masterclass. Spunti tratti da un'articolo di A. Raspagni sulla Rivista "Militaria", nº 11, anno 2.
(3) V. Fallmerayer, Albanes. Clement 5. 7. Apud Pastor, op. cit. vol. II, p. 423.
(4) L. Pastor, op. cit., vol. II, p. 427.
(5) Cfr. L. Pastor, vol. IV, p. 82.
(6) Diccionario Enciclopedico Hispano-Americano, Barcelona, Montaner y Simón, Editores, 1896, tomo XVIII, p. 819.
(7) L. Pastor, op. cit., vol. IV, p. 84.

(Fonte: José Maria dos Santos, "Catolicismo", abril de 2004)


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segunda-feira, 25 de junho de 2018

Jorge Castriota, 'Skanderbeg' (I): espada e escudo da Cristandade

Skanderbeg , heroi católico albanes na luta contra os turcos

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Príncipe da Albânia, cognominado pelo Papa Calixto III de atleta de Cristo, "durante vinte e quatro anos inteiros opôs vitoriosa resistência aos exércitos turcos, com freqüência 10 a 20 vezes mais numerosos que o seu".(1)

Jorge era o mais novo dos filhos do Príncipe João Castriota, senhor de Ematie, na Albânia, e da Princesa sérvia Voizava, tendo nascido no ano de 1414.

Quando, em 1423, o sultão turco Amurath II invadiu a Albânia, o Príncipe João, para salvar o reino, não podendo pagar a vultosa soma que lhe era exigida como dano de guerra, precisou dar como reféns ao vencedor seus quatro filhos, Estanislau, Reposio, Constantino e Jorge.

Dos quatro, dois morreriam envenenados; um terceiro, retornando à Albânia, entraria num mosteiro; e somente o caçula, Jorge, tornar-se-ia um grande guerreiro.

Chegados à Turquia, os três mais velhos foram postos no calabouço, pois não estavam dispostos a renunciar à sua fé. Como Jorge tinha apenas nove anos e era de muito boa presença, foi circuncidado e educado no islamismo. Mas, em segredo, guardou a fé de seus pais.

Tanta era a estima que tinha por ele o sultão, devido às suas inatas qualidades, que fez com que lhe ensinassem o árabe, o turco, o eslavo e o italiano, além do exercício das armas.

Skanderbeg, um novo Alexandre Magno

Aos 18 anos foi nomeado sandiak. Posto à frente de um exército de cinco mil ginetes, passou para a Ásia, onde demonstrou um valor extraordinário.

Foi aí que recebeu dos turcos o sobrenome de Iskander-bei (príncipe ou chefe Alexandre, em alusão a Alexandre o Magno), que os albaneses mudaram para Skanderbeg.

Skanderbeg, George Castriota, museo de Kruja, cruzado e salvador da identidade nacional albanes“Dele se diz que era de aspecto majestoso, e dotado de uma força fora do comum. [...]

“Conta-se que, durante um combate, logrou com um só golpe cortar em dois um guerreiro protegido com couraça”.(2)

“Todos os contemporâneos o elogiam como um dos mais belos e esforçados caracteres varonis daquele século. [...]

“Sua afeição aos combates era tão grande, que o dar uma batalha de quando em quando constituía para ele uma necessidade.

“ Nele se juntavam o valor do soldado e o olhar penetrante do general; suas forças corporais apenas podiam esgotar-se com esforços, e a rapidez de seus movimentos militares trazia à memória os de César”.(3)

Entretanto, Skanderbeg não se esquecia de seu país e procurava uma ocasião para a ele retornar.

Em 1432, com a morte de seu pai, deveria herdar suas possessões. Mas o sultão, em vez de lhe dar o território que lhe competia por herança, quis tê-lo para si.

E enquanto mandava um dos seus chefes tomar conta dele, mandou Skanderbeg invadir a Sérvia.

Jorge aproveitou-se do momento imediatamente precedente à batalha para passar para o lado sérvio. Antes, porém, tinha forçado o secretário de Estado do sultão a entregar-lhe uma ordem, dirigida ao comandante de Kruja, na Albânia, para que reconhecesse o portador como seu sucessor no comando daquela praça e lha entregasse.

Líder das tropas albanesas, cruzado contra os otomanos

Nossa Senhora do Bom Conselho de Scutari, Skanderbeg foi grande devoto dela
Nossa Senhora do Bom Conselho de Scutari, Skanderbeg foi grande devoto dela
Depois da batalha, vencida pelos cristãos sérvios, Skanderbeg refugiou-se nas montanhas, com 600 cristãos fugidos das tropas turcas e mais alguns montanheses.

Tendo entrado em Kruja, onde recebeu o comando da praça, à noite abriu as portas para seus partidários, que aniquilaram a guarnição turca. Skanderbeg chamou depois todos os seus parentes e albaneses a Kruja, para tomarem parte na libertação de seu país.

A insurreição se alastrou com tal rapidez, que em pouco tempo Skanderbeg havia tomado as principais praças da região.

Convocou então uma reunião em Alessio, em território veneziano, da qual participaram albaneses e venezianos, sendo eleito indiscutível chefe, aclamado por todos.


Posto à frente de sete mil infantes e oito mil cavaleiros, Skanderbeg enfrentou e derrotou em 1444 um exército turco de 40 mil homens, comandado por Ali Pachá.

Skanderbeg procurou unir-se com a Hungria e a Transilvânia na luta contra os otomanos, e aderiu ao plano de Cruzada proposto pelo Papa Eugênio IV.

No ano de 1448, Skanderbeg derrotou mais uma vez os turcos comandados pelo paxá Mustafá, fazendo-o prisioneiro como a outros de seus oficiais, por cuja liberdade exigiu vultosa soma.


continua no próximo post: Skanderbeg (II), herói da Cristandade e flagelo dos turcos

(Fonte: José Maria dos Santos, "Catolicismo", abril de 2004)


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segunda-feira, 18 de junho de 2018

Comandante supremo de Valência: “ante terroristas implantados o único a fazer é aniquilá-los”

O tenente general Francisco José Gan Pampols na entrevista coletiva da imprensa promovida pela agência EFE
O tenente general Francisco José Gan Pampols
na entrevista coletiva da imprensa promovida pela agência EFE
Luis Dufaur
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O tenente general Francisco José Gan Pampols, comandante supremo das Forças Armadas espanholas na estratégica região de Valencia, Espanha, sobre o Mediterrâneo declarou em roda de imprensa que diante de um “salafista” [fundamentalista sunita] “jihadista” [lutador da ‘guerra santa] “não se pode negociar”.

As atenções estão voltadas para Valência, pois em seu porto atracou a flotilha liderada pelo barco “Aquarius” levando 629 imigrantes africanos.

A flotilha do “Aquarius” está envolvida em aguda polêmica. O governo italiano de nova orientação anti-imigração lhe proibiu desembarcar sua carga humana e lhe mandou prosseguir para a França pois bate bandeira desse país.

O presidente francês Macron e seus ministros reagiram com acres críticas ao governo italiano. Mas tampouco recebem o grupo do “Aquarius” que foi reenviado para o porto de Valência.

Nessa cidade, o Cardeal Cañizares, arcebispo dela mandou todas as paroquias aprontarem suas instalações para acolherem os que estão vindo.

O Papa Francisco também se engajou em pessoa pela sorte da flotilha em que governos e populações veem mais um contingente de invasores que podem incluir dissimulados terroristas perigosos.

Imigrantes ilegais descem do 'Aquaris' e pisam Valência.
Imigrantes ilegais descem do 'Aquaris' e pisam Valência.
O novo governo socialista espanhol anunciou que lhes concederá estatuto de asilo (500 euros mensais mais serviços sociais gratuitos) suscitando indignação de largos setores da população espanhola.

Esses estão sendo maltratados pela crise econômica, e denunciam as máfias, políticos e ONGs que colaboram com esse tráfico indigno de seres humanos..

Voltando à entrevista do comandante em chefe de Valência, general Gan Pampols, ele acrescentou que quando esses terroristas “já estão implantados numa região o único que se pode fazer é aniquilá-los”, segundo reproduziu o jornal “La Razón” de Madri.

O general privilegia a prevenção e o controle como arma para lutar contra esse terrorismo, mas advertiu que esta guerra “vai ser longuíssima”.

Num Café da Manhã da Agência EFE no Colégio de Advogados de Valência, o máximo responsável de uma área muito visada pelo islamismo radical e pela invasão maometana, sublinhou que o “salafismo jihadista” está se espalhando de forma “globalizada”.

Para detê-lo, disse, é preciso controlar as pregações nas mesquitas, trabalhar na socialização dos indivíduos e controlar as redes e os fluxos econômicos que sustentam essa ofensiva.

A Grande Mesquita de Valência construida com muito dinheiro. Na sua página Facebook divulga posições radicais.
A Grande Mesquita de Valência construida com muito dinheiro.
Na sua página Facebook divulga posições radicais.
Aliás, nada melhor para uma boa ‘socialização’ ou encaixe dos novos chegados na sociedade espanhola que o apostolado de conversão feito pelo clero e ordens religiosas.

Mas, infelizmente, a orientação do progressismo que vem de Roma é o contrário: não converte-los, acolhe-los, dialogar e sobre tudo mantê-los ecumenicamente em seus erros e maus costumes.

Em sentido contrário, disse o general Gan: “não se pode negociar com um salafista jihadista. É impossível porque não há um elemento comum, uma zona de aproximação.

O que eles pretendem é nos subjugar ou nos eliminar” porque não partilhamos suas crenças.

Falando enquanto chefe do Quartel Geral de Intervenção Rápida da OTAN na região explicou que ”quando já estão implantados, o único que se pode fazer é aniquila-los e depois atacar suas raízes”.

O general Gan Pampols recebe à imprensa da Comunidade Valenciana.
O general Gan Pampols recebe à imprensa da Comunidade Valenciana.
“Diante de um salafista jihadista decidido a agir e armado o único que se pode fazer é abate-lo ou tentar captura-lo, mas tende certeza que se ele puder agir, agirá da forma mais dolorosa e causando o maior dano possível”, alertou.

O general Gan Pampols explicou que o fenômeno terrorista islâmico é “global”.

Está em países como Iraque, Síria ou Nigéria, mas também na Malásia, Indonésia, Paquistão e Índia.

E não só ali. Mas também em algumas zonas da América do Sul.

Sobre tudo onde há países “suscetíveis de radicalização” porque perderam os meios de subsistência e aonde o radicalismo islâmico aparece como uma fonte de ingressos.

O comandante de Valência também tratou do problema da Europa onde maometanos de “segunda e terceira geração”, que deitaram raízes no continente, sofrem “processos rápidos de radicalização”.

No Islã não existe a democracia e não há diferença entre vida pública e privada.

Por isso, para eles a única forma de governo é instalada sobre “a aniquilação do adversário”.

O general Gan Pampols assume o comando das Forças Armadas em Valência.
O general Gan Pampols assume o comando das Forças Armadas em Valência.
O general também recomendou o controle das pregações e dos processos de radicalização nos cárceres europeus.

Destacou a dificuldade de “conter praticamente” o tipo de terrorista “lobo solitário”.

Mas, destacou que esse “lobo” não está tão solitário assim.

Por trás de cada terrorista “sempre tem alguém que o radicaliza, há uma rede por trás que não se forma num só dia”.

Por fim, o comandante geral de Valência acentuou que uma das grandes “vulnerabilidades” da Europa é o baixo índice de natalidade.

Ele focou o crescimento do número de filhos de imigrantes muçulmanos, fato que poderá acarretar o engrossamento de partidos islâmicos.



Vídeo: excertos das palavras do comandante de Valência divulgados pela agência oficial EFE





Cidadãos de Valência estão alarmados pelo desembarco






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