segunda-feira, 20 de março de 2017

Islâmicos profanaram 50 imagens católicas na Alemanha em 2016

Estátua de Nossa Senhora danificada da Virgem Maria no distrito de Coesfeld. Fonte: Polícia de Coesfeld.
Estátua de Nossa Senhora danificada da Virgem Maria no distrito de Coesfeld.
Fonte: Polícia de Coesfeld.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
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Em 2016, mais de 50 imagens de Nosso Senhor Jesus Cristo, de Nossa Senhora e dos santos foram desfiguradas ou destruídas em várias cidades da Alemanha.

Os atentados só foram revelados em 8 de dezembro, num relatório da emissora estatal Westdeutscher Rundfunk (WDR) no programa de notícias ‘Lokalzeit Münsterland’, informou a ACI Digital.

Segundo o relatório, as imagens da região de Münster, oeste do país, foram vandalizadas durante meses. Uma imagem do Divino Redentor teve a cabeça e os membros cortados.

Mirko Stein, da polícia de Münster, reconheceu que “muitas pessoas do bairro onde se encontram as esculturas danificadas estão surpresas e assustadas".

“Baseado na intensidade dos atos do perpetrador, é possível concluir que este ato tem uma origem religiosa”, acrescentou.

As autoridades alemãs procuram abafar ao máximo as informações relativas aos crimes e depredações praticados pelos invasores muçulmanos que estão sendo acolhidos pelo governo, por organizações eclesiásticas e por ONGs, de esquerda em geral.

O criminalista alemão Christian Pfeifer acredita que os crimes foram cometidos por alguém que está “furioso” e “odeia a Igreja”. Faltou acrescentar “que lê o Corão”.

O semanário de política e cultura alemão Junge Freiheit informou que 40 capelas e imagens foram violadas no distrito vizinho de Steinfurt durante os dois anos que precederam a atual onda de sacrilégios.

A polícia estima os danos em muitas dezenas de milhares de reais. Ela estava investigando seis suspeitos ligados a extremistas islâmicos. Mas parou, porque três deles voltaram à Síria, um morreu e os outros dois desapareceram.

Dom Janusz Urbanczyk, representante permanente da Santa Sé junto à Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE), na reunião desta em Viena (Áustria) para discutir o tema “Combater a Intolerância e as Discriminações aos Cristãos”, exortou as autoridades estatais a “atuar decisivamente” para proteger os cristãos em todos os casos de “intolerância, discriminação, crimes de ódio e incidentes violentos contra indivíduos, comunidades e lugares de culto cristãos”.

Montagem fotográfica de diversos atentados na Alemanha em 2016.
Montagem fotográfica de diversos atentados na Alemanha em 2016.
Porém, o prelado não ponderou que essa “atuação decisiva” é inviável quando nas paróquias, bispados e até desde a Santa Sé os invasores islâmicos recebem estímulos e acobertamentos “ecumênicos” que eles entendem como garantia de impunidade.

Os católicos que protestam contra a violência que destrói sua identidade nacional, cultural e cristã são reprovados pelas mesmas autoridades religiosas.

As estatísticas das agressões contra imagens católicas foram dadas a conhecer pouco antes de um terrorista muçulmano invadir uma feira natalina em Berlim, capital da Alemanha, atropelando os populares com um caminhão roubado, matando 12 pessoas e ferindo outras 50.

Nada indica que as profanações, aliás, típicas da guerra religiosa pregada por Maomé, fundador do Islã, tenham terminado ou arrefecido.

Também nos tempos tremendos da invasão armada islâmica da Península Ibérica, bispos católicos de ortodoxia suspeita estimularam os invasores e exortaram os católicos a baixarem os braços e se deixarem avassalar.

Foi o horrível caso de Dom Oppas, arcebispo de Sevilha, que incitou Don Pelayo a capitular. O rei havia se refugiado com os últimos fiéis na gruta de Covadonga, preferindo a morte a se perverter ao Islã.

Dom Oppas pediu-lhe enganosamente que capitulasse, o que teria como consequência a apostasia da Espanha.

Don Pelayo recusou com palavras heroicas e Nossa Senhora apareceu pessoalmente na batalha. Ela desviava as flechas e lanças dos adeptos do Corão, concedendo uma brilhante vitória às armas católicas.

A vitória de Covadonga foi o início da Reconquista da Espanha.



Vídeo: Islâmicos profanaram 50 imagens católicas na Alemanha em 2016





Vídeo: A vitória de Covadonga






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segunda-feira, 13 de março de 2017

A reconquista de Budapeste invadida pelos turcos

O Beato Papa Inocêncio XI foi o inspirador
e o vencedor da reconquista de Buda.
Luis Dufaur
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“Foi o Santo Padre quem conquistou Buda, como libertou Viena. Há séculos não havia sentado outro Papa semelhante na Cátedra de Pedro”, afirmou Jaime II, Rei da Inglaterra, ao saudar o Núncio Apostólico após a reconquista de Buda, que será narrara a seguir.

Uns após os outros, castelos, fortalezas e cidades iam sendo retomados pelos austríacos das mãos dos muçulmanos.

Após tantas derrotas, Américo Thököly, que liderara a traição dos húngaros, foi preso por seus aliados muçulmanos e seria executado, se Solimão, “o trapaceiro”, não tivesse derrubado e substituído o grão-vizir, o Negro Ibrahim.

O novo comandante deu liberdade a Thököly e enviou-o com novos destacamentos à Hungria.

Em outro anterior, Santa Liga e Reconquista, foram descritas as batalhas travadas pelo Império Austríaco, Polônia e Veneza, membros da Santa Liga, de 1683 a 1685, visando reconquistar os territórios católicos dominados pelos turcos.

Neste artigo, enfocaremos a gloriosa batalha que libertou Buda, antiga capital da Hungria.

A Rússia entra para a Santa Liga

O Papa Inocêncio XI desejava ardentemente a libertação de tantas nações cristãs oprimidas pelos muçulmanos.

No ano anterior, os poloneses alcançaram pouco sucesso em sua luta contra os turcos.

Para favorecer as batalhas travadas em 1686, o Sumo Pontífice enviou 200 mil florins ao rei da Polônia, 100 mil oferecidos por Cardeais e 100 mil por damas romanas.

O rei da Polônia, João Sobieski, havia planejado grandes lances por parte da Santa Liga. Então, não só os turcos como também os tártaros deveriam ser rechaçados da Europa.

Essa iniciativa ficaria a cargo da Rússia, caso esta aceitasse ingressar na Santa Liga. Visando à reconquista de Constantinopla, a Áustria deveria avançar a partir da Hungria, enquanto os venezianos viriam pelo sul da Grécia e os poloneses pelo rio Danúbio.

Era desejo de toda a Cristandade obter a destruição do império sob Maomé IV, formado por Maomé II.

Em 26 de abril de 1686, a princesa Sofia Romanov, regente do Império russo, confirmou a aliança contra os turcos.

Os russos deveriam atacar os turcos e os tártaros, desde o Cáucaso até o rio Dniester. Ficaria assim seriamente ameaçada a existência do Império Otomano.

Renasce o glorioso espírito de Cruzada

Sob o comando do duque Carlos de Lorena, na primavera de 1686 o exército imperial congregou-se na cidade de Komarno.

Eugênio de Saboia, monumento em Viena.
Eugênio de Saboia, monumento em Viena.
Todas as regiões do império enviaram valiosos auxílios para a reconquista de Buda: apresentaram-se mais de seis mil suábios, oito mil de Brandenburgo, cinco mil saxões, oito mil bávaros e três mil francônios.

Incentivados pela vitória obtida em Viena e pela valentia dos que estavam na luta, alistaram-se também mais de sete mil voluntários provenientes de todos os países da Europa.

O espírito das Cruzadas parecia ter retornado a empolgar a Cristandade. Personagens distintas e pessoas humildes chegavam decididas a morrer pela Cruz de Cristo.

Os acontecimentos do cerco de Buda eram seguidos com grande expectativa em todo o continente europeu. Em julho, ainda chegaram mais regimentos vindos da Suécia.

Vários espanhóis eminentes destacaram-se na luta em torno de Buda. Só em Barcelona, 60 artesãos fizeram votos de combater os turcos; todos eles, durante o cerco, entregaram suas almas a Deus.

Grande incentivo para eles foi a figura do príncipe Eugênio de Saboia, que, após a campanha de 1685, foi a Madri, sendo aí tratado pelo monarca hispânico como Grande de primeira classe.

Nessa ocasião, Eugênio se apressou para tomar parte nessa grande expedição. Na corte de Viena, depositavam-se nele as maiores esperanças.

O marquês Luís de Baden-Baden o havia recomendado ao imperador austríaco: “Esse jovem saboiano igualar-se-á um dia a todos aqueles que o mundo considera hoje como grandes generais”.

Por desejo do Imperador, o Papa enviou o frei Marco D’Aviano ao exército cristão. O intrépido capuchinho, depois beatificado, teve por encargo ser mediador entre os chefes e entusiasmar os soldados.


Continua no próximo post: O milagre de “Nossa Senhora da Pólvora” e a reconquista da capital da Hungria


(Autor: Ivan Rafael de Oliveira, CATOLICISMO, outubro de 2016)





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segunda-feira, 6 de março de 2017

Arcebispo italiano: “Em mais dez anos
ficaremos muçulmanos por culpa da nossa estultice”

Mons Carlo Liberati, arcebispo emérito de Pompei: “Em mais dez anos ficaremos muçulmanos por culpa da nossa estultice”
Mons Carlo Liberati, arcebispo emérito de Pompei:
“Em mais dez anos ficaremos muçulmanos por culpa da nossa estultice”
Luis Dufaur
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Mons. Carlo Liberati, arcebispo emérito de Pompeia (Itália), condenou incisivamente durante uma palestra a chegada massiva de imigrantes islâmicos à Europa, noticiou o site espanhol Infocatólica.

O arguto prelado identificou a maior culpa pelo drama não nos invasores, mas nos europeus cristãos que lhes abrem não somente os portos e postos de fronteira, mas também as portas da sociedade, produzindo vazios populacionais e de Fé que os seguidores do Corão preenchem com o auxílio de líderes religiosos e civis.

“Em mais dez anos vamos ficar todos muçulmanos por culpa da nossa estultice. A Itália e a Europa vivem no ateísmo, fazem leis contra Deus e promovem tradições próprias do paganismo”, disse.

Toda essa decadência moral e religiosa favorece o Islã”, acrescentou o bispo emérito de Pompeia.

“Temos uma fé cristã débil. A Igreja não age bem e os seminários estão vazios. Tudo isso pavimenta a estrada para o Islã. Eles têm filhos e nós não. Estamos numa decadência total”, prosseguiu.

Segundo as estatísticas oficiais, em 1970 só havia dois mil muçulmanos na Itália. Hoje eles são mais de dois milhões.

O bispo questionou as ajudas econômicas que organizações eclesiásticas, estatais, europeias e ONGs estão fornecendo aos invasores, enquanto os italianos pobres católicos não são auxiliados.

“Ajudamos logo os que vêm de fora e esquecemo-nos de muitos anciãos italianos que catam alimento nas lixeiras. Eu, se não fosse sacerdote, estaria protestando nas praças”.

Como pode ser que tantos imigrantes, em vez de agradecer pela comida que lhes damos, jogam-na na rua e passam horas mexendo em seus celulares e até organizam distúrbios?” – perguntou.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

A Batalha Total
o grande cerco de Malta (4)

Grande Cerco de Malta: assalto turco às posições castelhanas.
Grande Cerco de Malta: assalto turco às posições castelhanas.
Luis Dufaur
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continuação do post anterior: o acordo impossível (3)



A partir de 15 de julho, a Baía Grande de Malta transformou-se num incrível cenário de confrontos. A guerra foi travada literalmente de todos os modos.

Canhões lançavam projéteis mortais pelos ares. Arcabuzeiros, lanceiros e espadeiros se digladiavam em terra. Túneis subterrâneos eram escavados incessantemente por mineiros para implodir as muralhas pela base.

Isso forçava os cristãos a fazer seus próprios túneis para destruir os do inimigo. Houve terríveis batalhas até sob a terra.

Numa ação surpreendente, os turcos transportaram navios até o sudoeste da baía, arrastando-os por terra sobre toras de madeira. Os cristãos não esperavam ter de enfrentar também a frota no mar.

Em princípio, os canhões de Santo Ângelo manteriam os navios turcos longe, mas agora as águas próximas às defesas estavam juncadas com mais de 80 embarcações.

Sob a água, mergulhadores turcos tentaram destruir as grandes barreiras de correntes que impediam a aproximação dos navios junto às defesas.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

O acordo impossível
o grande cerco de Malta (3)

Estátua de 'Dragut', ou Turgut Reis, sob o Palácio de Topkapi, Estambul.
Estátua de 'Dragut', ou Turgut Reis, sob o Palácio de Topkapi, Estambul.
Luis Dufaur
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continuação do post anterior: La Valette: heroico líder da resistência. O grande cerco de Malta (2)



O velho corsário turco Dragut ficou indignado ao desembarcar com um exército auxiliar em Malta, em junho de 1565.

Experiente e respeitado como era, criticou os dois comandantes turcos que haviam instalado o cerco contra as defesas cristãs da ilha.

“Atacar o Forte Santo Elmo primeiro foi uma péssima ideia”, disse Dragut. O cerco deveria ter sido armado do lado oposto da Baía Grande, cortando as comunicações dos cristãos.

Após a tomada das principais fortalezas dos cavaleiros de Malta, Santo Elmo não ofereceria mais resistência.

Mas a crítica do velho Dragut — ele próprio o sabia — chegara tarde. Ao mesmo tempo em que o pequeno Santo Elmo resistia a todos os ataques, conquistá-lo havia se tornado uma questão de honra para os turcos. Abandonar o primeiro plano agora seria vergonha!

Dragut passou então a preparar as novas baterias para acabar de vez com Santo Elmo.

Uma furtiva bala de canhão atirada pelos cavaleiros, entretanto, atingiu o velho, tirando-lhe a vida antes que pudesse assistir a queda do “insignificante” Santo Elmo.

Como vimos, esse pequenino forte resistiu durante um mês a toda fúria dos otomanos.

Os valentes cavaleiros da Ordem de Malta exigiram um preço alto por ele: oito mil mortos nas hostes turcas e preciosos dias perdidos.

Entretanto, o cenário estava preparado para o confronto decisivo. De um lado, a Ordem Militar de São João, com 500 cavaleiros e quatro mil soldados voluntários apinhados nas duas fortalezas de Santo Ângelo e São Miguel, situadas nas penínsulas de Birgu e Senglea.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

La Valette: heroico líder da resistência
O Grande Cerco de Malta (2)

Jean Parisot de La Valette, Grão Mestre da Ordem de Malta durante o Grande Cerco turco. Antoine de Favray (1706 – 1798).
Jean Parisot de La Valette, Grão Mestre da Ordem de Malta
durante o Grande Cerco turco. Antoine de Favray (1706 – 1798).
Luis Dufaur
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continuação do post anterior: O Grande Cerco de Malta (1)



A incrível resistência dos cavaleiros em Malta não pode ser compreendida sem focalizarmos aquele que foi seu próprio artífice: Jean Parisot de La Valette.

Com seus 70 anos, La Valette ainda mantinha a força e a determinação da juventude. Sob o manto da Ordem de São João, considerava como ideal de vida a defesa da civilização cristã e a luta contra o Império Turco.

Já havia experimentado os horrores da escravidão aos turcos, mas fora libertado em uma troca de prisioneiros.

Havia também participado ativamente do cerco de Rodes. Era mestre em todas as táticas de guerra, nas lides do mar e nos armamentos da época.

La Valette, eleito Grão-mestre da ordem em 1557, organizou em Malta a construção de novos bastiões com poderosas muralhas e canhões.

A defesa da ilha foi dividida em três fortes dispostos nas encostas da chamada Baía Grande.

O forte Santo Ângelo dominava a ponta da península de Birgu, através da qual se estendia a cidadela. Na base da outra península, Senglea, erguia-se o Forte São Miguel.

Do outro lado da Baía Grande, voltado para o mar aberto, o solitário Forte Santo Elmo, possuindo forma semelhante a uma estrela, era o primeiro oponente a qualquer invasor.

Os cavaleiros de Cristo eram também excelentes atiradores, numa época em que as armas de fogo, os arcabuzes, já começavam a dominar os campos de batalha.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Criminosos islâmicos riem da Justiça,
diz chefe do sindicato da policia alemã

Rainer Wendt, presidente do sindicato alemão de polícia.
Rainer Wendt, presidente do sindicato alemão de polícia.
Luis Dufaur
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Rainer Wendt, chefe do sindicato alemão de polícia, queixou-se de que o sistema judicial da Alemanha está sendo escarnecido pelos criminosos chegados recentemente do norte da África, porque eles estão sendo liberados logo após cometer crimes.

O problema não consiste apenas em que os imigrantes riam de uma leniência mal-entendida pelos juízes. Trata-se, isto sim, de uma atitude religiosa ensinada pelo Corão, o livro máximo dos muçulmanos.

O Corão despreza os cristãos, dizendo dos muçulmanos: “Sois a melhor nação que surgiu na humanidade, porque recomendais o bem, proibis o ilícito e credes em Deus. Se os adeptos do Livro [=da Bíblia] cressem, seria melhor para eles. Entre eles há fiéis; porém, a sua maioria é depravada” (Corão 3, 106/110)

Em diversas passagens o Corão manda que os islâmicos apliquem sua justiça por cima das leis de qualquer outro povo: “Há uma comunidade justiceira, cujos membros recitam os versículos de Deus” (Corão 3, 109/113)

O ensino segundo o qual os islâmicos constituem “a melhor nação” porque “recomenda o bem e proíbe o ilícito” inculca em seus seguidores a presunção de que eles são superiores a qualquer outro povo ou religião, pelo mero fato de professarem a moralidade e a lei maometana, explicou o especialista Robert Spencer no site Jihadwatch.

Por isso, completa Spencer, eles acham que têm que passar por cima de qualquer outro sistema legal, desclassificado como ímpio e fraudulento, em todo lugar onde lhes seja possível.

Na Europa isso não está sendo diferente do que em qualquer outra parte do mundo.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

O Grande Cerco de Malta (1)

Luis Dufaur
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Uma pequena ilha no Mediterrâneo foi o cenário de mais um embate entre a Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo e o Crescente islâmico.

O destino da Europa cristã ficou reservado à bravura de poucos cavaleiros que se mantiveram firmes para defender um único bastião contra uma quase incalculável horda de inimigos.

E pior, esses cavaleiros cristãos sabiam que para eles mesmos não havia esperança.

Veremos como se deu a brilhante defesa da ilha de Malta pelos valorosos cavaleiros da Ordem de São João de Jerusalém.

Histórico da Ordem até Malta

O cerco de Malta em 1565 foi o auge da longa história da Ordem de Cavalaria de São João. Ela havia surgido logo após a primeira Cruzada (1099) com o objetivo de dar abrigo aos peregrinos que chegavam a Jerusalém.

O “hospital” fundado na cidade não era destinado somente à cura de enfermidades, mas também ao refúgio dos peregrinos.

Os “hospitalários”, como passaram a ser chamados, constataram depois a necessidade de defender com armas os peregrinos nas perigosas estradas da Terra Santa. Nascia assim uma ordem militar religiosa, seguindo o exemplo dos Templários.

Essas duas ordens militares passaram a ser o corpo de elite dos exércitos cristãos do Reino de Jerusalém. Sua fama era grande.

Seus componentes sempre eram destacados para ocupar as posições mais perigosas nas batalhas e afirmava-se que lutavam como se fossem um só homem, tal era sua disciplina.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

O padre que salvou um tesouro cultural iraquiano
com um terço na mão

Frei Najeeb-Michaeel O.P., exibe um dos documentos salvos
Frei Najeeb-Michaeel O.P., exibe um dos documentos salvos
Luis Dufaur
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No dia 6 de agosto de 2014, enquanto os obedientes adeptos do Corão do ISIS (abreviatura em inglês de Estado Islâmico do Iraque e do Levante) avançavam sobre a cidade crista de Qaraqosh – hoje felizmente recuperada – o frade dominicano iraquiano Najeeb Michaeel se afastava a toda da cidade.

Ele conduzia um carro e era acompanhado por um camião que ele tinha fretado. Nos dois veículos ia um tesouro que acabou sendo salvo das garras da destruição dos fanáticos islâmicos: 3500 manuscritos orientais dos séculos X a XIII, contou ele para o jornal “Clarin”.

O sacerdote os tinha tirado de Mosul, que viraria capital dos seguidores de Maomé, inimigos de toda forma de cultura.

A pequena caravana fez um longo caminho entre o pó e o terror. Conseguiu passar por três controles: um dos próprios muçulmanos do ISIS e dois das milícias curdas, essas mais amigáveis.

Por fim, chegou a Erbil, no Curdistão, onde essa valiosa parte da memória da Mesopotâmia ficou a salvo até os presentes dias.

O Pe. Najeeb Michaeel renovou assim, em pleno III milênio, com uma velha e admirável tradição da Igreja Católica.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Cronologia das grandes cruzadas para reconquistar a Terra Santa

Cruzados adoram o Santo Lenho. Gravura de Gustave Doré (1832 — 1883).
Cruzados adoram o Santo Lenho. Gravura de Gustave Doré (1832 — 1883).
Luis Dufaur
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Em duzentos anos, houve nove grandes Cruzadas que tentaram reconquistar a Terra Santa dominada pelos infiéis muçulmanos.

Houve numerosas outras Cruzadas para o Oriente, na península ibérica e dos cavaleiros teutônicos contra os pagãos eslavos.

Cronologia das nove maiores para Terra Santa

1095 - O Papa Urbano II convoca os barões da Cristandade para partir em direção a Jerusalém, a fim de libertar o Santo Sepulcro e livrar os cristãos do Oriente, que haviam tombado sob o jugo muçulmano.

1096-1099 - Primeira Cruzada: três anos são utilizados para cercar e tomar Nicéia, Antioquia e, por fim, Jerusalém.

1147-1149 - Segunda Cruzada, a pedido do Papa Eugênio III (motivado pela queda de Edessa) e pregada na França por São Bernardo. Diante de Damasco, a derrota de Luís VII, rei da França, e Conrado III, imperador alemão.

1189-1192 - Terceira Cruzada, empreendida por causa da queda de Jerusalém em poder de Saladino. O rei da França Felipe Augusto, o imperador alemão Frederico Barbaroxa e o rei da Inglaterra Ricardo Coração de Leão tornam-se cruzados. Tomada da ilha de Chipre e de Acre, no litoral da Palestina. Acordo com Saladino, que concede livre acesso aos Lugares Santos. Criação do reino cristão da Pequena Armênia.

1202-1204 - Quarta Cruzada, convocada pelo Papa Inocêncio III. Objetivo inicial: o Egito. Os cruzados terminaram tomando Constantinopla, onde Balduíno de Flandres instala o império latino, de curta duração.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

O cruzado é o soldado do Sepulcro de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Godofredo de Bouillon. Fundo: igreja do Santo Sepulcro
Godofredo de Bouillon. Fundo: igreja do Santo Sepulcro
Luis Dufaur
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O Cruzado é o soldado do Sepulcro de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Nas aulas do bom catecismo se ensina que Nosso Senhor Jesus Cristo verteu o sangue dEle para remir o gênero humano e resgatar todos os homens.

Com uma bondade infinita Ele verteu o Seu Sangue de modo tão abundante que, depois de morto, ainda um certo líquido havia no Seu Corpo.

E querendo Ele verter tudo por amor aos homens, Ele consentiu que Longinus, o centurião, transpassasse o Seu Coração com uma lança e o último líquido saísse.

A Igreja nasceu do lado ferido de Nosso Senhor Jesus Cristo. Isso é para lá de sublime, para lá de admirável!

O Coração de Jesus que traz consigo a chaga de uma lancetada, porque Ele amou tanto os homens, que quis que o Coração dEle fosse cravado, já morto, para que absolutamente nada restasse para dar nEle. Que coisa maravilhosa!

Ele foi tirado da Cruz e ficou no colo de Nossa Senhora. Seu divino corpo foi ungido e levado numa procissão de todos os fiéis que tinham ficado rumo ao Sepulcro escavado na rocha. Ali o Corpo foi colocado e o local foi trancado.

Ele ressuscitou no dia da Páscoa. Esse Sepulcro, esse lugar sacratíssimo ainda existe. É o santuário incomparável onde o Corpo dEle permaneceu três dias morto, e onde se deu a glória da Ressurreição.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Da invasão migratória à guerra civil

Enfrentamentos étnicos em Londres
Enfrentamentos étnicos em Londres
Roberto de Mattei
(1948 - )
professor de História,
especializado nas ideias
religiosas e políticas no
pós-Concilio Vaticano II.




O plano era — e continua sendo — de destruir os Estados nacionais e suas raízes cristãs, não para construir um super-Estado, mas para criar um não-Estado, um horrível vácuo, no qual tudo aquilo que ainda tem a aparência de verdade, de bom, de justo, seja tragado no abismo do caos.

Até os mais relutantes começam agora a abrir os olhos. Existe um plano organizado para desestabilizar a Europa por meio da invasão migratória.

Este projeto vem de longe. No fim dos anos noventa, no livro 1900 a 2000. Dois sonhos se sucedem: a construção, a destruição (Fiducia, Roma 1990), descrevi-o através das palavras de alguns de seus “apóstolos”, como o escritor Umberto Eco e o cardeal Carlo Maria Martini.

Eco escrevia:

“Hoje na Europa não estamos diante de um fenômeno de imigração. Encontramo-nos diante de um fenômeno migratório […]

“e, como todas as grandes migrações, terá como resultado final uma reorganização étnica da terra de destino, uma mudança inexorável dos costumes, uma incontenível hibridação que mudará estatisticamente a cor da pele, do cabelo, dos olhos das pessoas”.

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Na catedral de VIENA: glorificação de São João de Capistrano,
herói da Cruzada contra os turcos

O púlpito desde onde
São João de Capistrano
pregou a Cruzada
Luis Dufaur
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No lado externo da catedral de Viena, capital da Áustria, perto da entrada das catacumbas se encontra o chamado púlpito de São João de Capistrano coroado de glória.

É um conjunto que chama a atenção de todos os que passam por esse local central.

Na noite: catedral de Viena dedicada a Santo Estevão
Mas poucos explicam por que é que está do lado de fora da catedral um tão pomposo monumento que tem como peça central um púlpito.

Desde esse púlpito que outrora era o principal dentro da catedral, o santo capuchinho São João de Capistrano pregou a Cruzada em 1456 para repelir as invasões muçulmanas que se abatiam sobre a Europa Cristã.

O púlpito foi usado também pelo voivoda [título de nobreza para o defensor das fronteiras, equivalente ao de marquês] húngaro João Hunyadi, comandante das forças cruzadas que arengou os soldados para a difícil campanha militar que se avizinhava.

A estátua do santo está coroada por um sol com a inscrição IHS: Iesus Hominibus Salvator, Jesus Salvador dos Homens, feita no século XVIII.

O santo frade filho espiritual de São Francisco é apresentado esmagando um turco derrotado.

São João de Capistrano O.F.M. (1386 – 1456), foi cognominado O Guerreiro Franciscano de Belgrado.

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Santa Liga e a Reconquista

Batalha de Parkany, Martino Altomonta (1657-1745), Lviv National Art Gallery, Ucrânia.
Batalha de Parkany, Martino Altomonta (1657-1745), Lviv National Art Gallery, Ucrânia.
Luis Dufaur
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Após a vitória católica em Viena, em 1683, prosseguiram as batalhas da Santa Liga contra o invasor muçulmano. Áustria, Polônia e Veneza uniram-se, sob as bênçãos do Papa, para reconquistar os territórios dominados pelos turcos.

Vimos em post anterior como se frustrou — graças à ação da Santa Liga convocada pelo Papa — a tentativa muçulmana de conquistar Viena. Confira: A vitória heroica e quase miraculosa quando tudo parecia perdido

Esta não havia sido a primeira investida dos turcos visando destruir a Cristandade.

Fazia-se então necessária uma reação católica à altura daquela ameaça, não só para barrá-los na Áustria, mas para reconquistar os reinos católicos que padeciam sob jugo otomano.

Essa reação ao ataque muçulmano era tanto do desejo do Papa quanto do rei polonês João Sobieski, que de boa vontade se teria precipitado sobre a importante cidade de Buda, onde Kara Mustafá, derrotado, reunira suas tropas fugitivas.

Em 17 de setembro de 1683, por sua própria iniciativa, o soberano polonês tomou o caminho da Hungria.

Batalhas de Parkany e Esztergom