quarta-feira, 15 de maio de 2019

Honras dos cruzados

Roberto de Normandia, primogênito de Guilherme o Conquistador, catedral de Gloucester. Nos túmulos, o cruzado era representado com as pernas cruzadas.
Roberto de Normandia, primogênito de Guilherme o Conquistador, catedral de Gloucester.
Nos túmulos, o cruzado era representado com as pernas cruzadas.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs








Os cruzados que tinham combatido na Terra Santa, ou mesmo aqueles que apenas haviam pronunciado o voto de fazê-lo, eram enterrados com as pernas cruzadas, atitude em que podemos contemplá-los sobre os túmulos, nos claustros dos mosteiros.

São Luís IX, em sua imensa piedade, não se cansava de dizer que preferia o apelativo de “batalhador” ao de “devoto”.

Preguiça e avareza aparecem aos olhos do Cavaleiro como inimigos mortais.

Por isso, não bastava conquistar um prêmio num torneio ou uma batalha vitoriosa.

Ao voltar para casa, ele deveria mostrar-se benevolente para com todos, amável, polido; dar esmolas aos pobres, distribuir suas velhas túnicas aos menestréis.

À valentia, generosidade e cortesia devia juntar-se a modéstia.

O cavaleiro ansiava o momento em que pudesse abandonar os torneios e seguir para além-mar, para a Terra Santa. Só assim ele poderia adquirir a reputação de “batalhador”.



(Fonte: Funck Brentano, « Féodalité et Chevalerie »)



GLÓRIA CASTELOS CATEDRAIS ORAÇÕES HEROIS CONTOS CIDADE SIMBOLOS
Voltar a 'Glória da Idade MédiaCASTELOS MEDIEVAISCATEDRAIS MEDIEVAISORAÇÕES E MILAGRES MEDIEVAISHERÓIS MEDIEVAISCONTOS E LENDAS DA ERA MEDIEVALA CIDADE MEDIEVALJOIAS E SIMBOLOS MEDIEVAIS

quarta-feira, 3 de abril de 2019

Em Petrovaradin, a aliança católica dá golpe vital à ofensiva turca

Batalha de Petrovaradin (Jan van Huchtenburg 1647–1733). - Coleção Particular
Batalha de Petrovaradin (Jan van Huchtenburg 1647–1733). - Coleção Particular
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







No dia 28 de julho de 1716, próximo à fortaleza de Petrovaradin, turcos e austríacos já se encontravam dispostos para a batalha.

O exército do príncipe Eugênio contava com 64 mil homens, enquanto o do grão-vizir Damad Ali dispunha de 200 mil.

Num primeiro embate, enfrentaram-se as cavalarias. Com mais do que o triplo de homens, os turcos obrigaram os austríacos à retirada.

Considerando a facilidade dessa primeira vitória, o grão-vizir enviou 150 mil turcos para darem início ao cerco da fortaleza.

Eugênio rejeitou o conselho de afastar-se de Petrovaradin e esperar que se enfraquecesse o ímpeto do inimigo com o desgaste do cerco.

Estátua do Príncipe Eugênio de Sabóia em Viena
Estátua do Príncipe Eugênio de Sabóia em Viena
Em 5 de agosto, com audácia, deu ordem de assalto ao acampamento turco.

A ala esquerda de seu batalhão começou a luta com êxito, mas a defesa das alas da direita e do centro impediram a marcha rápida.

Ainda assim, as espessas fileiras turcas caíam facilmente ante a pesada cavalaria austríaca.

Em certo momento da luta, Eugênio percebeu um ponto descuidado nas fileiras turcas, e imediatamente enviou seus cavaleiros naquela direção.

Nessa mesma hora a ala direita dos cristãos conseguiu entrar em combate, e completou a vitória num assalto encarniçado.

O grão-vizir correu em direção ao local da batalha, para tentar impedir a fuga dos seus soldados, mas caiu mortalmente ferido por uma bala.

Ao meio-dia a vitória dos cristãos estava selada, e um butim sem conta caiu em seu poder.

Os turcos perderam seis mil homens nessa batalha, contra três mil mortos e dois mil feridos dos imperiais.

Foi uma vitória brilhante, enaltecida rapidamente em toda a Europa.

Longe de buscar descanso depois de tal êxito, Eugênio pôs seu exército em movimento para conquistar a fortaleza de Timisoara, um ponto estratégico para as forças muçulmanas na região, defendida por 18 mil homens escolhidos.

Ocorreram duros embates, com grandes perdas para ambos os lados, mas quando Eugênio se preparava para um grande assalto, o comandante turco se rendeu.

Essa fortaleza havia estado 164 anos em poder dos muçulmanos, e sua queda resultou imediatamente na entrega de outras cidades menores.

Príncipe Eugenio de Sabóia na batalha de Zenta
Príncipe Eugenio de Sabóia na batalha de Zenta
Os austríacos manifestaram grande apreço pelo seu general, e ainda hoje o povo canta uma música composta na ocasião para homenageá-lo: Prinz Eugen der edle Ritter (Príncipe Eugênio, o nobre Cavaleiro).

Como prêmio por ter defendido a Cristandade, o Papa Clemente XI enviou-lhe um chapéu guarnecido de pérolas e uma preciosa espada que ele mesmo benzera.

Notas:
Principal fonte consultada: Historia Universal, Juan Baptista Weiss, Editora Tipografia La Educación, Tradução da 5ª edição alemã, Barcelona, 1930, Vol. XII, p. 376 a 382.
1. Ver Um Papa santo convoca à vitória na ilha de Corfu.
2. Santo Esperidião foi bispo de Chipre no séc. IV. No Martirológio Romano, sua festa é comemorada no dia 12 de dezembro. Sobre o milagre em Corfu, ver: http://www.hellenicaworld.com/Greece/Religion/en/SaintSpyridon.html


(Autor: Ivan Rafael de Oliveira, Catolicismo n° 807, março 2018



GLÓRIA CASTELOS CATEDRAIS ORAÇÕES HEROIS CONTOS CIDADE SIMBOLOS
Voltar a 'Glória da Idade MédiaCASTELOS MEDIEVAISCATEDRAIS MEDIEVAISORAÇÕES E MILAGRES MEDIEVAISHERÓIS MEDIEVAISCONTOS E LENDAS DA ERA MEDIEVALA CIDADE MEDIEVALJOIAS E SIMBOLOS MEDIEVAIS

quarta-feira, 27 de março de 2019

Face ao Islã, alemães evocam movimento que derrubou o comunismo

Escolas livres de islamismo é outra reivindicação premente
Escolas livres de islamismo é outra reivindicação premente
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs









Na Alemanha, especialmente na ex-Oriental, cresce uma força política disruptiva. Essa sai às ruas como nunca antes desde o tempo que os alemães se manifestavam contra o comunismo e pela reunificação do país.

O movimento é qualificado com menosprezo de ultradireita pelo macro capitalismo-publicitário, sempre sorrateiramente favorável às esquerdas.

Mas esse progride na Alemanha toda. Sua expressão mais visível é o novo partido Alternativa pela Alemanha, ou AfD.

Esse obteve 13% dos votos nas eleições de 2017 e se converteu no principal grupo opositor no Parlamento nacional, o Bundestag. Atualmente está representado em todos e cada um dos parlamentos estaduais alemães.

O apoio à AfD é o dobro no Leste onde, entre os homens recolhe a adesão do 28%.

Os alemães do Leste sofreram de modo muito doloroso a ditadura do comunismo que nessa parte da Alemanha exibiu uma de suas formas mais brutais e impiedosas.

Mas hoje estão liderando um processo que pode redefinir a política alemã, observou o “The New York Times” numa exaustiva reportagem.

Ninguém como Ângela Merkel encarna tudo o que os alemães do AfD recusam, notadamente a imigração islâmica vista como uma verdadeira invasão.

Irritada com tanta oposição, a atual chanceler anunciou sua próxima aposentadoria da política.

Merkel também veio do leste alemão, mas se formou no “outro Leste”, quer dizer na juventude do Partido Comunista que oprimia o país sob os invasores russos.

Quando esse partido deixou de fazer sentido, Merkel entrou nas fileiras da Democracia Cristã ocidental.

Pátria, liberdade, tradição: o multiculturalismo arruinará tudo isso
Pátria, liberdade, tradição: o multiculturalismo arruinará tudo isso
O caso dela é revelador. O prof. Plinio Corrêa de Oliveira em numerosos artigos e livros apontou as afinidades que se manifestavam entre a nomenklatura comunista da Rússia e do Leste Europeu por um lado e do jet-set macro-capitalista instalado na direção do Ocidente, incluídos nos EUA e na América Latina.

A ex-militante do Partido Comunista conduz a Alemanha rumo ao sonho de uma República Universal, sob o rótulo de globalização. A URSS foi um preanuncio dessa utopia tentada tal vez antes da hora por Lenin.

A URSS veio abaixo, mas a tendência para a República Universal ainda faz caminho com a União Europeia e outras alianças continentais que visam diluir as nações num magma universal.

Nele, a fusão das culturas nacionais implicaria sua destruição visando chegar a uma fusão de todas as raças naquilo que chegou a ser definido como “homem pardo da ONU”.

Em matéria religiosa, a fusão de todas as igrejas ou seitas inclusive filosofias ateias, seria feita pelo ecumenismo.

O Concílio Vaticano II assumiu metodicamente essa tarefa pan-religiosa que dissolvia a própria imagem de Deus em mil rótulos.

Manobra crítica nesse sentido está acontecendo com as migrações na Europa. Só em 2015 desembarcou na Alemanha mais de um milhão de solicitantes de asilo, muitos deles asiáticos e africanos.

Ver seu país ser atropelado indignou a inúmeros alemães do Leste.

“Não arrisquei minha pele na sob a ditadura comunista para agora virar um cidadão de terceira classe”, comentou Frank Dehmel, 57

Petra Köpping, ministra da integração da Saxônia levou uma surpresa quando um alemão de meia idade a interpelou numa reunião na Prefeitura:

“Por que não nos integram a nós primeiro?”, gritou o homem à beira do desespero.

A pergunta fez Petra percorrer seu estado no Leste e entrevistar dezenas de homens que ela encontrou defraudados e humilhados.

Candidata afixa cartaz pela Família, Pátria e Tradição.
Candidata afixa cartaz pela Família, Pátria e Tradição.
Os homens da Alemanha Oriental foram abandonados não só pela política de abertura aos imigrantes.

Também sofreram a destruição de suas famílias pela Revolução Cultural que desagregou os lares. A união do lar já tinha sido corroída pelo comunismo.

Esse criou una amplia classe de mulheres igualitárias “emancipadas” segundo a filosofia marxista.

Após a queda do Muro, o leste alemão perdeu mais do 10% da população que foi para o ocidente e não voltou. Dois terços desses foram mulheres jovens.

Foi o mais extremo êxodo feminino na Europa, comentou Reiner Klingholz, diretor do Instituto de Berlim para a População e o Desenvolvimento.

Ebersbach, outrora próspero centro têxtil perto da República Checa, perdeu sete de cada dez empregos e quase a metade de sua população depois de 1989.

Fecharam as escolas, foram suspensos os serviços ferroviários. Tentando conter o deterioro, Ebersbach se uniu a Neugersdorf, cidade vizinha.

Encontra-se moradias vazias nos bairros residenciais e a estação de trem está clausurada. Num estudo de 2007 havia duas mulheres para cada três homens na faixa entre 22 e 35 anos.

Essa geração fornece a maior proporção de votantes da AfD. O “The New York Times” entrevistou a Oliver Graf, um deles. De voz calma, é pedreiro e também bombeiro voluntário.

Ele diz que quase não há “quem não vote pela AfD”, o partido mais forte da cidade. Ele é solteiro porque não encontra com quem casar.

Gunther Fritz, dono de uma loja que vende armas e munição também solteiro, disse ao jornal americano não ser coincidência que as consignas que se ouvem nas ruas hoje sejam as mesmas da época da queda do comunismo em 1989.

E acrescenta: “preste atenção, já derrubamos um sistema. Podemos voltar a fazê-lo”.


Vídeo: Alemães descontentes evocam movimento que derrubou o comunismo




GLÓRIA CASTELOS CATEDRAIS ORAÇÕES HEROIS CONTOS CIDADE SIMBOLOS
Voltar a 'Glória da Idade MédiaCASTELOS MEDIEVAISCATEDRAIS MEDIEVAISORAÇÕES E MILAGRES MEDIEVAISHERÓIS MEDIEVAISCONTOS E LENDAS DA ERA MEDIEVALA CIDADE MEDIEVALJOIAS E SIMBOLOS MEDIEVAIS

quarta-feira, 20 de março de 2019

Um Papa santo convoca à vitória na ilha de Corfu

O príncipe Eugênio de Sabóia
O príncipe Eugênio de Sabóia
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs







A grande vitória católica em Zenta e o tratado de paz em Karlowitz marcaram o fim da Santa Liga convocada pelo bem-aventurado Papa Inocêncio XI contra o fracassado ataque otomano que ousou conquistar Viena. Cfr: Santa Liga e a Reconquista

No entanto, passados alguns anos, os turcos armaram nova tentativa de dominar a Cristandade, cabendo novamente ao Príncipe Eugênio de Sabóia enfrentar os muçulmanos.

Em 1683, quando os turcos empreenderam sua grande invasão da Europa, o Papa Inocêncio XI conclamou todos os povos para a defesa da Cristandade.

Mais de 10 reinos atenderam ao chamado papal, incluindo a Áustria, Polônia, Veneza e Rússia.

Depois de tantas grandes batalhas descritas em artigos anteriores,1 em 1699 foi finalmente assinado em Karlowitz um tratado confirmando as muitas conquistas dos reinos cristãos.

O príncipe Eugênio, heroico general das tropas austríacas, teria certamente dado continuidade à reconquista das cidades ainda subjugadas pelos otomanos.

Infelizmente, duas grandes guerras iniciaram-se nessa ocasião, pondo os países europeus a digladiarem entre si.

Enquanto a Áustria embarcava na luta contra a França pela sucessão espanhola, a Rússia se defendia da tentativa de expansão da Suécia. Enquanto a Europa brigava, os turcos restabeleciam suas forças.

Nova investida turca contra Veneza

Somente em 1611, concluída a Grande Guerra do Norte com a vitória russa sobre a Suécia, o Czar Pedro o Grande tentou nova investida contra os turcos.

Os russos tiveram uma desastrosa batalha próximo ao Rio Prut, durante a qual o próprio czar caiu refém dos turcos.

Com a derrota russa, o império otomano sentiu-se revigorado e decidiu armar-se secretamente para outra invasão da Europa.

O sultão Ahmed III sabia que a defesa do Peloponeso era um peso para os venezianos, e que os gregos estavam descontentes com eles, tanto pelos impostos quanto pelas tentativas dos padres católicos para afastá-los do cisma de Constantinopla.

Como os austríacos estavam demasiado ocupados na Espanha, a Grécia tornava-se um alvo muito fácil para os turcos iniciarem a guerra contra os cristãos.

Cerco e batalha de Corfu, H.C. Bröckell, séc. XVIII. Marburg Archives
Cerco e batalha de Corfu, H.C. Bröckell, séc. XVIII. Marburg Archives
Em dezembro de 1714, Ahmed declarou guerra a Veneza. Visando evitar que a Áustria entrasse em defesa dos venezianos, os otomanos alegaram que Veneza teria apoiado rebeldes em seu território, quebrando a paz, e por isso precisava ser castigada.

Os austríacos não puderam entrar desde o início em defesa de Veneza, devido à guerra na Espanha.

Somente o Papa Clemente XI enviou ajuda, e ainda concedeu a Veneza uma extraordinária contribuição de guerra em bens eclesiásticos.

Em Veneza foi grande a consternação.

Os turcos entraram no Peloponeso com mais de 200 mil homens e foram conquistando uma a uma as cidades gregas.

Vendo a própria fraqueza, muitas cidades se entregaram quase sem resistência, e por fim até a frota veneziana se retirou da batalha.

Sem condições de sustentar as ilhas de Santa Maura, seus defensores preferiram arrasá-las. Assim se perdeu vergonhosamente o Peloponeso.

Somente na cidade de Náuplia os turcos enfrentaram forte resistência.

Os otomanos abriram com minas uma brecha na muralha, tomando a cidade de assalto.

Os defensores tiveram uma morte gloriosa, e os turcos foram especialmente cruéis com os padres e religiosos.

Em outra frente de batalha, na Dalmácia, a honra das tropas venezianas foi salva, ao derrotarem os cerca de 40 mil turcos que por ela penetravam.

Em Constantinopla era fácil imaginar o júbilo dos turcos, que cogitavam novamente conquistar Roma.

Veneza enviou a toda a Europa um pedido de auxílio, mas somente a Áustria estendeu a mão para ajudá-la.

Santo Esperidião e a Batalha de Corfu

O príncipe Eugênio de Sabóia desejava muito guerrear contra os muçulmanos, a fim de reconquistar tudo o que se havia perdido e impedir que os inimigos readquirissem a robustez anterior.

Na Grécia, o próximo passo para os turcos seria conquistar a ilha de Corfu, local estratégico para quem deseja invadir a Europa.

Assim, em 13 de abril de 1716 foi ajustada a aliança entre Veneza e o imperador austríaco Carlos VI.

Enquanto Eugênio voltaria a desempenhar na Hungria seu papel de general do exército austríaco, o barão Johann von der Schulenburg comandaria a resistência do exército veneziano em Corfu.

Schulenburg era um valoroso comandante que havia se destacado a serviço da Saxônia, mas a defesa de Corfu seria uma missão quase impossível para ele, pois as forças venezianas se encontravam demasiadamente enfraquecidas.

Conde Johann Matthias von der Schulenburg (Gian Antonio Guardi, 1741).
Conde Johann Matthias von der Schulenburg (Gian Antonio Guardi, 1741).
Contava para a defesa com apenas 18 mil homens, quando eram necessários 30 a 40 mil, pois os turcos dispunham de 30 mil homens. Além disso, sua esquadra era inferior ao que se poderia esperar.

Schulenburg chegou à ilha pouco antes do ataque dos muçulmanos, e apressou-se para reforçar as defesas.

Sem isso a ilha seria rapidamente conquistada, pois os navios venezianos não conseguiriam evitar que os turcos desembarcassem.

Desde o dia 1° de agosto, os turcos empreenderam um assalto atrás do outro.

A conquista da ilha parecia fácil, mas uma série de contratempos tornou os avanços lentos e pouco satisfatórios.

Um só assalto custou aos turcos cinco mil baixas, entre mortos e feridos.

Os defensores e habitantes de Corfu atribuíram esses fatos a um misterioso cavaleiro, que aparecia para aterrorizar os muçulmanos.

O cavaleiro era ninguém menos que Santo Esperidião,2 padroeiro da ilha, cujas relíquias lá se achavam.

O ataque recrudescia a cada dia, mas na manhã de 22 de agosto os turcos simplesmente haviam desaparecido.

Essa rápida retirada se deveu à notícia da vitória do príncipe Eugênio na Hungria, o que desencadeou uma rebelião entre os soldados turcos.

Todo o sítio durou 45 dias, custando aos invasores a perda de 8 a 15 mil homens.

As comemorações da vitória foram notáveis. Na grande praça em frente ao castelo da cidade levantou-se uma estátua em homenagem a Schulenburg.

A ópera Juditha triumphans, de Antonio Vivaldi, é uma alegoria a essa vitória.


(Autor: Ivan Rafael de Oliveira, Catolicismo n° 807, março 2018


GLÓRIA CASTELOS CATEDRAIS ORAÇÕES HEROIS CONTOS CIDADE SIMBOLOS
Voltar a 'Glória da Idade MédiaCASTELOS MEDIEVAISCATEDRAIS MEDIEVAISORAÇÕES E MILAGRES MEDIEVAISHERÓIS MEDIEVAISCONTOS E LENDAS DA ERA MEDIEVALA CIDADE MEDIEVALJOIAS E SIMBOLOS MEDIEVAIS

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Invasores descem em praia de naturistas insensíveis ao desembarco

Desembarco de imigrantes ilegais numa praia de Tarifa, Espanha
Desembarco de imigrantes ilegais numa praia de Tarifa, Espanha

Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs






O jornal de Madri “El País” divulgou um breve vídeo de uma cena estarrecedora das invasões islâmicas que ameaçam submergir Europa no caos e no regime de humilhante escravatura prometida aos cristãos pelo Corão.

No vídeo filmado na praia del Cañuelo, em Tarifa, província de Cádiz, por volta das 13:00 do dia 28 de julho aparecem banhistas, vários deles naturistas, deitados na praia.

Inesperadamente descem de um grande bote inflável por volta de 50 pessoas provenientes da África. As imagens foram tiradas por turistas.

A cena virou emblemática da decadência moral europeia e da ânsia de avançar e ocupar os espaços continentais por parte dos invasores islâmicos.

Um banhista filmou o incrível desembarco numa praia de Tarifa
Um banhista filmou o incrível desembarco numa praia de Tarifa
O fato poderia ter degenerado em tragédia. Mas os invasores desapareceram rapidamente entre a vegetação próxima temendo a chegada da polícia e provavelmente se dirigindo a um local predisposto para recebe-los.

No dia anterior, por volta de mil pessoas foram resgatadas de águas do Estreito de Gibraltar quando navegavam em por volta de 50 botes infláveis ou em mal estado, segundo informou a agência EFE.

Até o dia 25 de julho neste ano (2018) foram acolhidos 20.992 ilegais chegados às costas espanholas, o triplo do mesmo período de 2017.

Foi quase o 40% da imigração ilegal recenseada na Europa, segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM). O cômputo não inclui os imigrantes sub-reptícios como os captados no vídeo.

No que vai do ano, mais de 1.500 pessoas faleceram na tentativa de atravessar o perigoso estreito de Gibraltar. Mas isso não detém a determinação dos invasores, nem de seus instigadores.

Não reproduzimos o vídeo posto o degradante estado de nudez dos turistas.

Centenas de ilegais comemoram ter pulado a fronteira de Ceuta (Espanha)
Centenas de ilegais comemoram ter pulado a fronteira de Ceuta (Espanha)
A cena pressagia a repetição de cenas de invasão de extermínio de habitantes decadentes a mãos do Islã como já aconteceu repetidamente em séculos passados na Espanha.

A filmagem impressionou ao jornal argentino “La Nación”: notadamente a correria terra adentro dos invasores e o olhar atônito dos banhistas que não souberam reagir diante daquilo que pressagia o mais trágico futuro para seu país.

Diante do espanto manifestado por muitos, o ministro socialista do Interior foi até o local e instou a achar uma “solução europeia”.

Palavreado que equivale a dizer que não fará nada. Assim, a invasão não será obstada inteligentemente, mas será favorecida com medidas burocráticas que repercutirão na inevitável descristianização do continente e na sua islamização.




GLÓRIA CASTELOS CATEDRAIS ORAÇÕES HEROIS CONTOS CIDADE SIMBOLOS
Voltar a 'Glória da Idade MédiaCASTELOS MEDIEVAISCATEDRAIS MEDIEVAISORAÇÕES E MILAGRES MEDIEVAISHERÓIS MEDIEVAISCONTOS E LENDAS DA ERA MEDIEVALA CIDADE MEDIEVALJOIAS E SIMBOLOS MEDIEVAIS