segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Cristãos resistem assalto maometano em Ramla



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Dez anos depois (no ano 1064), 7 mil cristãos franceses e alemães partiram juntos para Jerusalém.

Guilherme, bispo de Utrecht; Sigefroi, bispo de Mayence; Gunther, bispo de Bamberg; Otton, bispo de Ratisbona e muitos outros senhores das duas nações fizeram parte desta tropa. J. Voigt citou um episódio curioso desta grande peregrinação [Histoire du pape Grégoire VII e de son siècle, c.III e VIII]:

“Esses peregrinos, diz ele, tiveram a imprudência de revelar suas riquezas no caminho.

“Por toda parte, nos campos e nas cidades que eles atravessavam, corriam-se para admirar seus esplendores.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Muçulmanos iniciaram violências e morticínios contra os peregrinos

continuação do post anterior

De todas as partes, então, entre os cristãos, aqueles que buscavam obter grandes favores, ou expiar grandes quedas, se colocam em peregrinação aos lugares santos juntamente com os fiéis piedosos que para lá se dirigiam possuídos somente pelo amor ao Redentor.

Entre os peregrinos ilustres destes primeiros tempos, citamos São Silvino, bispo regional cujo nome conta na lista dos bispos de Toulouse e na lista dos bispos de Thérouenne. Ele assistiu ao batismo de Carlos Martel;

Santo Arculfo, prelado nas Gálias, que escreveu em seu retorno uma descrição dos lugares santos [Mabillon a conservou nas Acta Benedictorum];

Santo Willibald, bispo de Aichstaldt, na Francônia, e um dos apóstolos da Alemanha. Uma santa religiosa de sua família narrou sua viagem.

Muitos partiram para expiar crimes. Em 868, um senhor da Bretanha francesa, chamado Frotmond, assassino de seu tio e mais jovem de seus irmãos, recebeu absolvição após ter feito três vezes a peregrinação de Jerusalém.

Os rigores contra os cristãos reapareceram sob os fracos sucessores de Carlos Magno.

No século X, eles se tornaram mais violentos; o que não detinha, ainda, o zelo dos peregrinos para a santa viagem.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

A cidade santa profanada inspira a Cruzada

Califa Ali Ben Hamet, Theodore Chasseriau (1819 – 1856)
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Omar, sucessor do Profeta, imediatamente edificou uma mesquita no lugar aonde estava levantado o templo de Salomão. Não atormentando, contudo, os cristãos.

Somente após sua morte, em 644, que as ignomínias e as espoliações vieram experimentá-los; os peregrinos foram obrigados a pagar um tributo para ter o direito de se prosternar no Calvário.

O tributo que se exigia dos peregrinos na entrada da cidade santa, inicialmente leve, logo tornou-se pesado, e aqueles fiéis que guardavam os lugares santos caíram rapidamente sob uma tirania odiosa.

Carlos Magno se encontrava bastante ocupado, assim como foram Carlos Martel e Pepino, com suas guerras contras os frísios e os saxões, guerras que eram verdadeiras cruzadas, mesmo que esse nome não tivesse ainda sido cunhado.

Carlos Magno envia então ao califa Haroun-al-Raschid, o chefe supremo do islamismo em Bagdá, um embaixador encarregado de reclamar a liberdade dos cristãos.

Haroun, antipático aos heróis do Ocidente, como dizem os historiadores, pois ele admirava somente a si mesmo, contudo, temendo os exércitos do grande chefe dos francos, cujo renome já havia chegado até ele (visto em uma carta de Silvestre II) [Gerberti Epist. 107].

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Os cruzados e a cidade santa de Jerusalém

Psalterio medieval: Jerusalém é representada no centro do mundo
Psalterio medieval: Jerusalém é representada no centro do mundo
Ó Jerusalém! o amor de minha alma, a alma de meus pensamentos e de meus desejos, os desejos de meu coração, o coração de minhas afeições e as afeições de minha vida, ai de mim! sois vós que eu procuro.
P. Boucher, peregrino nos lugares santos.

Jerusalém, a mais célebre e sem dúvida a mais misteriosa das cidades que brilharam sobre a terra, era, para os hebreus, o que Roma é para nós: o centro augusto de sua nacionalidade religiosa e o ponto rumo ao qual se voltavam seus corações para orar.

Todo filho de Israel deveria viajar para a cidade santa, e todos aqueles que podiam, iam lá celebrar todos os anos a festa da Páscoa. Eis aí, portanto, a mais ilustre e mais antiga peregrinação.

É neste local que nos dias de Abraão, o rei de Salém, no país dos Jebuseus, Melquisedeque, anunciava o mais adorável de nossos mistérios, oferecendo a Deus, por sacrifício, o pão e o vinho. É ali que o Senhor escolheria mais tarde seu santuário.

Ali todos os profetas anunciaram os acontecimentos futuros escritos nos santos Evangelhos.

Contudo, o povo de Deus, frequentemente infiel, ou mesmo ingrato, também mereceu constantemente os grandes reveses que testemunharam tão claramente o governo temporal da Providência. Mais de uma vez a cidade de Jerusalém, saqueada, expiou suas traições.

Ela estava no alto e radiante quando o Redentor, que queria salvá-la, chorou sobre ela.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Gerard d’Avesnes: herói até o holocausto vergou os muçulmanos

Ruínas da fortaleza de Arsur
Ruínas da fortaleza de Arsur



Arsur, cidade marítima situada entre Cesareia e Jaffa, recusava pagar o tributo imposto, depois da vitória de Ascalon: Godofredo e seus cavaleiros foram sitiar a praça.

Já os aríetes e as torres rolantes estavam colocados diante dos muros; vários assaltos tinham sido dados, quando os habitantes da cidade empregaram um meio de defesa que não era esperado.

Gerard d'Avesnes, que lhes havia sido dado como refém por Godofredo, foi atado à ponta de um mastro muito alto, que colocaram diante das muralhas, para onde se deviam dirigir todos os ataques dos cristãos.

À vista de uma morte inevitável e sem glória, esse infeliz cavaleiro soltava gritos dolorosos, rogando ao seu amigo Godofredo que lhe salvasse a vida por uma retirada voluntária.

Esse espetáculo cruel partiu a alma do rei de Jerusalém, mas não abalou sua firmeza, nem sua coragem.

Veio ele para perto de Gerard d'Avesnes, para que o ouvisse, e exortou-o a merecer por sua resignação a coroa do martírio.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

O Grão Mestre e a heroica retirada
dos cavaleiros de Rodes até Malta

Sitio de Rodas em 1522
Sitio de Rodas em 1522
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




O sítio de Rodes, em 1522, foi a derradeira tentativa do império turco para expulsar os Cavaleiros Hospitalários que tinham construído sua fortaleza na ilha e, assim, garantir o controle islâmico do Mediterrâneo Oriental.

O primeiro assalto aconteceu em 1480, resultando num doloroso fracasso. VEJA MAIS CLICANDO AQUI.

Os Cavaleiros de São João – também conhecidos como Cavaleiros Hospitalários, e posteriormente de Malta – capturaram Rodes no início do século XIV, após a perda da cidade de Acre, último bastião cruzado na Palestina, em 1291.

A partir de Rodes eles continuaram hostilizando os inimigos de Cristo.

Os turcos, que haviam conquistado Constantinopla em 1453, não suportavam a presença de cavaleiros cristãos em suas próprias barbas.

Além do mais, a fortaleza de Rodes era o maior e mais imediato obstáculo à expansão do islamismo na sua tentativa de invadir a Europa.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Capítulo geral da Ordem de São João em Rodes: o mando numa ordem religiosa e militar

Capítulo da Ordem de São João de Jerusalém, Rodes 1524. (1839, museu de Versailles)
900 anos da Ordem de Malta (1113-2013)

Neste ano se comemora o IX centenário da aprovação da Ordem de Malta ou Cavaleiros Hospitalários (oficialmente Ordem Soberana e Militar Hospitalária de São João de Jerusalém, de Rodes e de Malta), pelo Papa Pascoal II, a 15 de fevereiro de 1113.

No quadro: Capítulo geral dos Cavaleiros daquela Ordem, convocado em Rodes pelo Grão Mestre Fabrizzio del Caretto, a fim de obter subsídios para resistir ao ataque do sultão otomano Solimão I, em 1514 (Castelo de Versailles, Sala das Cruzadas, pintura de Claude Jacquand, 1839).

A cena representa o Capítulo geral da Ordem dos Hospitalários de São João, em Rhodes, convocada pelo Grão Mestre Fabrizio del Carretto, em 1514.

A Ordem de São João é a própria Ordem de Malta que é uma Ordem religiosa.

A pintura feita no século XIX situa a cena num ambiente medieval, o que se compreende por todas as razões. É que a Ordem de Malta é uma instituição medieval que conservou seus estilos muito depois de terminada a Idade Média.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

A épica resistência dos cavaleiros de Rodes

Defesa de Rodes em 1480. No centro a torre de São Nicolau

Em 1480, os Cavaleiros Hospitalários – atual Ordem de Malta – repeliram feroz assalto do Império Otomano.

Desde que sob a imensa pressão maometana tinham sido obrigados a abandonar a Terra santa, eles detinham a posse da ilha de Rhodes.

Dez anos antes, em 1470, a guarnição da ilha de Tilos (localizada entre Rodes e a ilha de Kos) fora evacuada para Rodes, porque a posição era muito vulnerável a um ataque do Império Otomano já em preparação.

Em 1475, pela mesma razão, evacuou-se também a guarnição da ilha de Chalki.

Por fim, em 23 de maio de 1480, uma frota otomana de 170 navios apareceu diante de Rodes, no golfo de Trianda.

Ela trazia um exército de 100 mil homens comandados por Gedik Ahmed Pashá ou Mesih Pashá. A guarnição dos Cavaleiros Hospitalários era chefiada pelo Grande Mestre Pierre d’Aubusson, mas o número dos defensores era francamente pequeno.

Comandados por Antonio, irmão de Aubusson, 500 cavaleiros e dois mil soldados franceses haviam reforçado a ilha, sem sequer equilibrar a espantosa diferença de forças.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Na batalha de Poitiers a Cruz franca esmaga o Crescente invasor

Carlos Martel em combate contra Abdul Rahman, Poitiers. J-F-Théodore Gechter, museu do Louvre.  Fundo: queda dos anjos rebeldes, Pieter Bruegel
Carlos Martel em combate contra Abdul Rahman, Poitiers. J-F-Théodore Gechter, museu do Louvre.
Fundo: queda dos anjos rebeldes, Pieter Bruegel
Marchando para combater vossos inimigos, que seus carros e seus cavaleiros e sua multidão não vos apavore, porque Deus está convosco. Deuteronômio XX

Lemos por toda parte quais foram, desde esses primeiros tempos do islamismo, os sucessos assustadores dos sectários de Maomé.

No fim do século VII, eles tinham se estabelecido sobre a metade do mundo conhecido e cobiçavam as terras delimitadas pelo Mediterrâneo.

A traição de um conde Juliano, indignado com Rodrigo(2), o último rei dos Godos na Espanha, lhes abriram esse belo país; e Rodrigo, vencido no ano de 714, lhos entrega.

Eles se tornaram em poucos anos os mestres de toda a península Ibérica, com exceção das Astúrias, aonde Pelágio se mantem com alguns espanhóis, que o proclamam rei em 718.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

São Francisco de Assis:
é de acordo com a Justiça combater os muçulmanos

São Francisco de Assis diante do sultão al-Malik al-Kamil.  Fra Angelico ca. 1429, Lindenau Museum, Altenberg.
São Francisco de Assis diante do sultão al-Malik al-Kamil.
Fra Angelico ca. 1429, Lindenau Museum, Altenberg.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
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Diálogo entre São Francisco de Assis e o Sultão al-Malik al-Kamil
em 1219, perto de Damieta, Egito.

“O sultão lhe apresentou outra questão:

− “Vosso Senhor ensina no Evangelho que vós não deveis retribuir mal com mal, e não deveis recusar o manto que quem vos quer tirar a túnica, etc. Então, vós, cristãos não deveríeis invadir as nossas terras, etc.”.

“Respondeu o bem-aventurado Francisco:

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Excerto 9º final: Os anjos levam a alma de Roland ao Paraíso

Os anjos levam a alma de Roland. Iluminura, BNF.
Os anjos levam a alma de Roland. Iluminura, BNF.
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Excerto 9º final: 

Os anjos levam a alma de Roland ao Paraíso

(continuação)

Roland prepara a liturgia de sua morte.

Orações finais do herói.

Os anjos descem a procurar sua alma.

Clique para ouvir :




XVIII

Lors sent Roland qu’il a perdu la vue,
Então Roland sente que perdeu a vista,

Se met sur pieds, tant qu’il peut s’évertue,
E põe-se de pé como sua força lhe permite.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

8º excerto: Rolando sente a morte chegar

Roland tenta quebrar a espada e toca o olifante. Musée du vitrail, Curzay-sur-Vonne
Ouça o anterior

Excerto 8º: Rolando sente a morte chegar


(continuação)

Os muçulmanos fogem após crivar de setas o herói.

Sozinho no campo procura os restos de seus companheiros de armas.

Logo compreende que ele também vai morrer.

E procura um local simbólico.

Clique para ouvir :


XVI

Roland s’en tourne, en le champs, va chercher,
Roland se volta, pelo campo de batalha vai procurar,

Son compagnon a trouvé, Olivier,
E encontra seu companheiro Olivier.

Contre son sein étroit l’a embrassé,
Abraça-o forte contra seu peito,

Sur un écu ensuite il l’a couché,
e depois deita-o sobre um escudo.

A donc, agrave le deuil et la pitié,
E então redobra o luto e a dor.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

7º Canção de Rolando: Só fica Roland no campo de batalha

Estátua na fonte de Roland, Bremen, Alemanha
Estátua na fonte de Roland, Bremen, Alemanha
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Excerto 7º : Só fica Rolando no campo de batalha
(continuação)

Enquanto Carlos Magno com o excército cruzado corre para salvar os cavaleiros, Olivier, o amigo íntimo de Rolando, perece.

Rolando faz o elogio fúnebre do herói.

Clique para ouvir :


O prócer Roland luta nobremente,

Mais le corps a moult chaud et très brulant.
Mas seu corpo arde de febre.

En la tête a, douleur et grand mal,
Na cabeça ele tem uma grande dor e passa mal:

Rompu la tempe pour ce qu'il corna.
Sua têmpora está fendida, por ter soado o olifante.

Mais savoir veux si Charles y viendra.
Mas ele quer ter certeza de que Carlos retornará:

Prend l'olifant. Le sonne, faiblement.
Toma o olifante, e toca... fracamente.

Le preux Roland gentement se combat.
Et l'empereur s'arrête et l'écoutant
O Imperador se detém para escutá-lo:

« Seigneurs, dit-il, pour nous malement va.
“Senhores — diz ele — as coisas vão mal para nós.

En ce jourd'hui, Roland mon neveu falte.
Hoje, Roland, meu sobrinho, falece;

J'entends au cor que guère ne vivra.
Pelo som do olifante eu percebo que não viverá muito mais.

domingo, 14 de julho de 2013

Excerto 6º da Canção de Rolando: O conde Olivier entrega sua alma a Deus


Excerto 6º : O conde Olivier entrega sua alma a Deus
(continuação) Enquanto Carlos Magno com o excército cruzado corre para salvar os cavaleiros, Olivier, o amigo íntimo de Rolando, perece. Rolando faz o elogio fúnebre do herói.

Clique para ouvir :


XI

Olivier sent que la mort moult l'angoisse.

Olivier sente que a morte muito o angustia,

O conde Olivier entrega su alma a Deus, Canção de Roland
O conde Olivier entrega sua alma a Deus, Canção de Roland
Tous ses deux yeux dans la tête lui tournent.
Os dois olhos lhe giram na cabeça,

L'ouïe il pert et la vue est très toute.
E perde o ouvido e a vista inteiramente.

Descent à pied, à la terre se couche,
A pé, deita-se no solo.

D’une heure en autre, il réclame sa coulpe,
Uma e outra vez, ele confessa seus pecados,

Contre le ciel il a ses deux mains jointes,
E com as duas mãos juntas em direção ao Céu

segunda-feira, 24 de junho de 2013

5º excerto da Canção de Rolando: Carlos Magno e o exército católico galopam para salvar Rolando


Excerto nº 5 : Carlos Magno e o exército católico galopam para salvar Rolando

(continuação)

Por vales e montanhas o exército cristão com Carlos Magno à testa acorre para salvar os heróis.

Eles rezam para encontrar Rolando com vida e junto com ele extinguir o inimigo da Cristandade.

Mas estão muito longe!

A tragédia vai atingido o climax.

Clique para ouvir :


XI
Hauts sont les puys et ténebreux et grands,
Altos são os montes, tenebrosos e grandes,

Les vals profonds et les gaves courrants.
Os vales profundos e os rios caudalosos.

Sonnent les cors et derrière et devant,
Tocam os clarins da frente e os de trás,

terça-feira, 11 de junho de 2013

4º excerto da Canção de Rolando: A Traição

Roland cai por terra. Carlos Magno chega. Muçulmanos fogem.
Padre reza a Missa pela vitória das armas cristãs.
Ouça o anterior

Excerto nº 4 : A traicão

(continuação)

Roland toca o olifante e Carlos Magno o ouve.

Ganelão, o traidor, finge que nada acontece, diz se tratar de brincadeira.

O duque Nimes percebe e denuncia a traição.

O heroicos francos estão morrendo em batalha! É preciso ir socorré-los!

Clique para ouvir :


VI

Lors dit Roland: « Cornerai l'olifant,
E Roland responde: “Eu tocarei o olifante,

L'entendra Charles qui au col est passant
“Ouví-lo-á Carlos que está atravessando as montanhas.

Je garanti: retourneront les Francs ! »
“Eu vos garanto: os francos retornarão”!

terça-feira, 28 de maio de 2013

Excerto nº 3 : Os francos lutam epicamente mas vão sendo massacrados



Excerto nº 3 : Os francos lutam epicamente mas vão sendo massacrados

(continuação) Os barões católicos resistem epicamente.

O último ataque maometano é demoledor.

 Só ficam 60 francos. Roland e Olivier debatem: o quê fazer?

Para Olivier a morte é preferível à desonra.

Clique para ouvir :


IV
Vous auriez vu Roland et Oliver,
Vós tivesses visto Roland e Olivier

De leurs épées, férir et frapper,
Com suas espadas ferindo e golpeando,

Ce qui sont morts, on peut les estimer,
Aqueles que foram mortos podem-se bem os contar,

Il est écrit en chartes et en brefs,
Está escrito nas cartas e nos breves,

terça-feira, 14 de maio de 2013

Excerto nº 2 : O grande luto pela morte de Roland

Fonte de Roland, Bremen, Alemanha
Roland, Bremen, Alemanha.
Ouça o início

Excerto nº 2 : O grande luto pela morte de Rolando


(continuação) O combate é tremendo. Os francos lutam muito unidos e causam imensas perdas aos muçulmanos.

Mas, um a um vão caindo.

Fica só um punhado de heróis. Eles vão morrer.

Entrementes, simbólicos sinais da tragédia aparecem no céu da França.

Clique para ouvir :

II

Le combat est merveilleux et pesant.
A batalha é maravilhosa e pesada,

Moult bien y frappent, Olivier et Roland,
Muito bem golpeiam Olivier e Roland,

Le douze pairs ne retardent néant,
Os Doze Pares não perdem tempo,

Et les Français frappent communement,
E os franceses golpeiam todos juntos;

Meurent païens, milliers et cents !
Morrem os pagãos aos milhares e centenas:

Qui ne s’enfuit n’a pas d’autre garant,
Quem não foge não tem quem o salve.

Qu’ils veuillent ou non, Ils y laissent son temps.
Bom grado, mau grado, aí terminam seus dias.

Français y perdent leur meilleur gardements,
Mas os francos perdem seus melhores defensores.

Ne reverront ni pairs ni parents,
Eles não voltarão a ver nem os pais, nem os parentes,

Ni Charlemagne, qui au col les attend.
Nem Carlos Magno, que nas montanhas os aguarda.

domingo, 21 de abril de 2013

A "Canção de Rolando", resumo das virtudes de um cruzado

Batalha de Roncesvales. Vitral da Catedral de Chartres.
Batalha de Roncesvales. Vitral da Catedral de Chartres.

No ano de 778, Carlos Magno fez uma incursão em terras da Espanha então invadidas pelos muçulmanos.

Entrementes, os saxões que ainda estavam em vias de se converter ao cristianismo, invadiram o outro lado do reino dos Francos, i. é pelo Reno.

Carlos Magno teve que voltar às pressas para defender a fronteira oriental da Cristandade.

Foi nessa ocasião que a retaguarda do seu exército sofreu uma emboscada e foi massacrada em Roncesvalles (Pirineus).

Na batalha pereceram Roland e os Doze Pares de França.

A épica tragédia e os heróicos lances de armas atribuídos aos Doze Pares chefiados por Roland e Olivier, empolgaram o ânimo dos medievais.

A batalha com suas façanhas era cantada nas praças por bardos.

Supõe-se que um monge anônimo de Cluny deu forma acabada a essas versões. Nasceu então a "Canção de Rolando", ou "Canção de Roldão".

Esta é vista pelos especialistas como uma espécie de manual das qualidades e das virtudes que um cavaleiro cristão devia pôr em prática.

No poema épico, a única referência de autoria fala de um certo "Turoldus" de quem nada se sabe.

domingo, 7 de abril de 2013

Sermão do Beato Urbano II convocando a Primeira Cruzada

Catedral de Clermont-Ferrand
Clermont-Ferrand
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Em Clermont-Ferrand, no coração da França, o 27 de novembro de 1095, diante de um Concílio de 13 arcebispos e 225 bispos, o Bem-aventurado Papa Urbano II pregou a primeira cruzada.

O espetáculo era comovedor.

Um Concílio, sob a presidência de um Papa sentado na Sede de São Pedro: a luz colocada num candelabro para iluminar todos os povos.

Aquele que é o foco de irradiação da virtude, na cátedra que ensina a verdade e o bem, se dirige às falanges de Nosso Senhor e de Nossa Senhora para a luta contra o mal.

Este homem, como um novo anjo, na cátedra de São Pedro se toma de zelo pela desventura dos lugares Santos.

Ele não pode tolerar que os lugares Santos estejam de posse de infiéis.

Ele não pode suportar que seja tão difícil chegar até os lugares Santos, para ali prestar culto a Nosso Senhor Jesus Cristo.

Ele, em nome de Nosso Senhor, agindo como seu vigário na Terra, convoca a primeira Cruzada.

Eis suas palavras que ficaram registradas para a História:

Estátua de Urbano II, Châtillon sur Marne
Monumento ao Beato Urbano II
“Ó Francos, de quantas maneiras Nosso Senhor vos abençoou? Vede quão férteis são vossas terras. Quão verdadeira é vossa fé. Quão indisputável é vossa coragem.

"A vós, abençoados homens de Deus, dirijo estas palavras. E que não sejam levadas levianamente, pois são expressas pela Santa Igreja, que, pelo sagrado pacto com Nosso Senhor, é sua santíssima voz na terra.

“Vós que sois justos e bons, vós que brilhais na santa fé escutai. Sabei da justa e grave causa que nos reúne hoje aqui, sob o mesmo teto, na piedade de Nosso Senhor.

“Relataremos fatos horríveis que ouvimos sobre uma raça de homens completamente afastados de Deus e desprovidos de fé.

“Turcos, Persas, Árabes, amaldiçoados, estranhos a nosso Deus, que devastam por fogo ou espada as muralhas de Constantinopla, o Braço de São Jorge.

“Até hoje, por misericórdia do Supremo, Constantinopla foi nossa pedra, nosso bastião da fé em território infiel. Agora essa sagrada cidade encontra-se desfigurada, ameaçada.

“Quantas igrejas esses inimigos de Deus conspurcaram e destruíram? Ouvimos de altares e relíquias sendo profanados por sujeira produzida por corpos Turcos.

“Ouvimos sobre verdadeiros crentes sendo circuncidados e o sangue desse ato sendo vertido em pias batismais.

“O que podemos vos dizer? Turcos transformam solo sagrado em estábulo e chiqueiro, expelem o conteúdo de seus fétidos e putrefatos corpos em vestimentas dos emissários do Evangelho de Nosso Senhor.

“Os descrentes forçam Cristãos a ajoelhar sobre essas roupas imundas, curvar as cabeças e esperar o golpe da espada.

“Essas vestes, que através da imundície e sangue são testemunhas das aberrações fruto da falta da verdadeira fé, são exibidas junto com corpos dos mártires.

“O que mais devemos lhes dizer, ó fieis? Turcos abusam de mulheres cristãs. Turcos abusam de crianças cristãs.

“Pensai nos peregrinos da fé que cruzam o mar, obrigados a pagar passagem em todos os portões e igrejas de todas as cidades.

Quão frequentemente esses irmãos no sangue de Cristo passam por humilhações e falsas acusações?

“Aqueles que viajam na pobreza, como são recebidos nesses lugares de nenhuma fé? São vasculhados em busca de moedas escondidas.

“As calosidades em seus joelhos, causadas pelo ato de fé ao Nosso Senhor, são abertas por lâminas. Aos fiéis são dadas bebidas vomitórias para que sejam vasculhadas suas emissões estomacais.

“Após isso são ainda obrigados a sorver excremento liquefeito de bodes e cabras de forma a esvaziar suas entranhas. Se nada for encontrado que satisfaça essas filhos do inferno, ó fieis, escutai.

“Turcos abrem com lâmina da espada as barrigas dos verdadeiros seguidores, de Jesus Cristo em busca de peças de ouro ingeridas e assim escondidas.

“Espalham e retalham entranhas mostrando assim o que a natureza manteria secreto. Tudo a procura de riquezas ou por prazer insano.

“Turcos perfuram os umbigos dos fiéis, amarram suas tripas a estacas e afastam os cristãos, prendendo-os com cordas a outro poste, de forma a que vejam suas próprias entranhas endurecendo ao sol, apodrecendo e sendo consumidas por corvos e vermes.

“Os Turcos perfuram irmãos na fé com setas, fazem dos mais velhos alvos móveis para seus malditos arcos. Queimam os braços e pernas dos mártires até carbonizá-los e soltam cães famintos para os devorar ainda vivos.

“Ó Francos, o que dizer? O que mais deve ser dito?

“A quem, pois, deve ser dirigida a tarefa de vingança tão santa quanto a espada de São Miguel?

“A quem Nosso Senhor poderia confiar tal tarefa senão aos seus mais abençoados e fiéis filhos?

“Ó Francos, vós não sedes habilidosos cavaleiros? Poderosos guerreiros ao serviço da palavra de Deus? Próximos a São Miguel na habilidade de expurgar o mal pela espada?

Clermont-Ferrand, Praça onde o santo Urbano II pregou a Primeira Cruzada“Deem um passo a frente!

“Não mais levantarão as espadas entre si, ceifando vidas e pecando contra o Evangelho. Aproximem-se guerreiros abençoados.

“Os que dentre vocês roubaram tornem-se agora soldados, pois a causa é suprema. Aqueles que cultivam mágoas juntem-se aos seus causadores, pois a irmandade é essencial ao objetivo.

“Aproximem-se os que desejam vida eterna, aproximem-se os que desejam absolvição no sagrado.

“Sabei que Nosso Senhor espera seus filhos em lugar abençoado. Na palavra do Santíssimo seguirão e combaterão, não deixem que obstáculos os parem, creiam na palavra de Deus e nada os deterá.

“Deixai todas as controvérsias para trás! Uni-vos e acreditai!

“Não permitais que posses ou família vos detenham.

“Lembrai-vos das palavras de Nosso Salvador, “Aquele que abandonar sua morada, família, riqueza, títulos, pai ou mãe pelo meu nome, receberá mil vezes mais e herdará a vida eterna”.

“Se os Macabeus dos tempos de outrora conquistaram glória pela sua luta de fé, da mesma forma a chance é ofertada a vós.

“Resgatai a Cruz, o Sangue e a Tumba de Nosso Senhor. Resgatai o Gólgota e santificai o local.

“No passado vós não lutastes vos pondo em risco de perdição?

“Não levantastes aço contra iguais? Orgulho, avareza e ganância não foram vossas diretivas? Por isso vós merecestes a danação, o fogo e a morte perpétua.

“Nosso Senhor em sua infinita sabedoria e bondade oferece aos seus bravos, porém desvirtuados filhos, a chance de redenção. A recompensa do sagrado martírio.

“Ó Francos, ouvi! Deixai a chama sagrada arder nos vossos corações! Sede instrumentos da justiça em nome do Supremo!

“Francos! A Palestina é lugar de leite e mel fluindo, território precioso aos olhos de Deus. Um lugar a ser conquistado e mantido apenas pela fé.

“Nós apelamos às vossas espadas!

“Lutai contra a amaldiçoada raça que avilta a terra sagrada, Jerusalém, fértil acima de todas outras.

“Glorificai as peregrinações para o centro do mundo, consagrai-vos à Paixão de Jesus Cristo!

“Tornai-vos dignos da Redenção pela Sua morte! Glorificai seu túmulo!

“O caminho será longo, a fé no Onipotente torná-lo-á possível e frutífero.

“Não temais Francos! Não temais a tortura, pois nela reside a glória do martírio!

“Não temais a morte, pois nela reside a vida eterna!

“Não temais dor, pois a recebereis com resignação!

“Os anjos apresentarão vossas almas a Deus.

“O Santíssimo será glorificado pelos atos de seus filhos!

“Vede à vossa frente aquele que é a voz de Nosso Senhor! Segui Sua exemplo e palavras eternas!

“Marchai certos da expiação de vossos pecados, na certeza da glória imortal.

“Deixai as legiões de Cristo Rei se atracar com o inimigo!

"Os anjos cantarão vossas vitórias!

“Que os servidores do Evangelho entrem em Jerusalém portando o estandarte de Nosso Senhor e Salvador!

“Que o símbolo da fé seja mostrado em vermelho sobre o imaculado branco, pureza e sofrimento expressados!

“E que sua palavra seja ouvida como retumbante trovão, trazendo medo e luz para os infiéis!

“Que agora o exército do Deus único brade em glória sobre os Seus inimigos!”

A multidão dos cavaleiros convocados de toda a Europa respondeu “Deus vult”, “Deus o quer”!

Esse brado ecoou pela Europa toda. O Islã estava perdido. Jerusalém voltaria em breve a mãos cristãs.

A bem dizer esse brado ressoa até hoje. Pois, ele é um eco sagrado de aquele outro brado que São Miguel Arcanjo lançou no Céu contra a revolta de Satanás: "Quis ut Deus?", "Quem como Deus?!"





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segunda-feira, 18 de março de 2013

Os 800 Mártires de Otranto resistindo aos turcos invasores

Nossa Senhora na capela dos mártires, igreja de Santa Caterina a Formiello, Otranto
Nossa Senhora na capela dos mártires,
igreja de Santa Caterina a Formiello, Otranto

Em 1480, a Itália celebrava a festa da Assunção com liturgias espetaculares, procissões e, claro, banquetes.

Com a exceção de Otranto, uma pequena cidade da Puglia, na costa do Adriático, onde 800 homens ofereceram suas vidas a Cristo.

Eles foram os Mártires de Otranto.

Poucas semanas antes, a frota turca atracara em Otranto. Sua chegada era temida há muitos anos.

Desde a queda de Constantinopla, em 1454, era apenas uma questão de tempo até que os turcos otomanos invadissem a Europa.

Otranto está mais próxima do lado leste do Adriático controlado pelos otomanos.

São Francisco de Paula reconheceu o perigo iminente para a cidade e seus cidadãos cristãos e pediu reforços para proteger Otranto.

Ele predisse: “Ó, cidadãos infelizes, quantos cadáveres vejo cobrindo as ruas? Quanto sangue cristão vejo entre vocês?”

A 28 de julho de 1480, 18.000 soldados turcos invadiram o porto de Otranto.

Eles ofereceram condições de rendição aos cidadãos, na esperança de ganhar sem resistência este primeiro ponto de apoio na Itália e completar a conquista da costa adriática.

Monumento aos heróis e muralhas de Otranto
Monumento aos heróis e muralhas de Otranto
O sultão Mehmed II havia dito ao Papa Sisto IV que levaria seu cavalo para comer sobre o túmulo de São Pedro.

O Papa Sisto, reconhecendo a gravidade da ameaça, exclamou: “pessoas da Itália, se quiserem continuar se chamando de cristãos, defendam-se!”

Apesar de suas advertências terem-se esquecido nos ouvidos da maioria das cabeças coroadas da península –estavam muito ocupadas brigando entre si– o povo de Otranto escutou.

Pescadores, não soldados; eles não tinham artilharia. Eram menos de 15 mil, incluindo mulheres, crianças e idosos. Mas, por comum acordo, eles decidiram guardar a cidade, lançando-se ao combate das forças turcas.

A sofisticada artilharia turca danificava as muralhas de defesa, mas os cidadãos consertavam rapidamente os estragos.

Detrás dos muros, os turcos encontraram cidadãos impávidos, determinados a defender as muralhas com óleo fervendo, sem armas, e às vezes usando as próprias mãos.

Os cidadãos de Otranto frustraram o plano do Sultão de um ataque surpresa e deram à Itália duas semanas de tempo precioso para organizar e preparar suas defesas para repelir os invasores. Mas a 11 de agosto os turcos venceram os muros e açoitaram a cidade.

O exército turco foi de casa em casa, promovendo saques, pilhagens e, em seguida, ateando fogo. Os poucos sobreviventes refugiaram-se na catedral.

O arcebispo Stefano, heroicamente calmo, distribuiu a Eucaristia e sentou-se entre as mulheres e crianças de Otranto, enquanto um frade dominicano conduzia os fiéis em oração.

Capela com as relíquias dos 813 mártires na igreja de Santa Caterina a Formiello, Otranto
Capela com as relíquias dos 813 mártires na igreja de Santa Caterina a Formiello, Otranto
O exército de invasores arrombou a porta da catedral e a posterior violência contra mulheres, crianças e o arcebispo –que foi decapitado no altar– chocou a península italiana.

Os turcos tinham tomado a cidade, destruído casas, escravizado o povo e transformado a catedral em mesquita.

Cerca de 14.000 pessoas morreram na tomada de Otranto, na maior parte seus próprios cidadãos, mas um pequeno grupo de 800 sobrevivera, então os turcos tentaram o domínio completo, forçando a conversão.

A opção era o Islã ou a morte. Oito centenas de homens, acorrentados, sem casa e família, pareciam totalmente subjugados aos turcos vitoriosos.

Um dos 800, um trabalhador têxtil chamado Antonio Primaldo Pezzula, passou de artesão humilde a líder heróico nesse dia.

Antonio voltou-se para seus companheiros de Otranto e declarou: “Vocês ouviram o que vai custar salvar o que resta de nossas vidas! Meus irmãos, lutamos para salvar nossa cidade, agora é tempo de lutar por nossas almas!”

Os 800 homens com idades acima dos 15, de forma unânime, decidiram seguir o exemplo de Antonio e ofereceram suas vidas a Cristo.

Os turcos, que esperavam por um momento de propaganda triunfante, tentaram evitar o massacre. Eles ofereceram o retorno das mulheres e crianças que estavam prestes a ser vendidas como escravos, em troca da conversão dos homens, e eles ameaçaram com a decapitação em massa se isso não fosse aceito. Antonio recusou, seguido pelo resto dos homens.

Altar representando o martírio e o milagre, Santa Caterina a Formiello
Altar representando o martírio e o milagre, Santa Caterina a Formiello
Na vigília da Assunção, os 800 foram levados para fora da cidade e decapitados.

A tradição conta que Antonio Pezzula foi decapitado em primeiro lugar, mas seu corpo sem cabeça permaneceu de pé até que o último otrantino estivesse morto.

Um dos carrascos, um turco chamado Barlabei, ficou tão impressionado com esse prodígio que se converteu ao cristianismo, e também foi martirizado.

Os restos foram cuidadosamente recolhidos, e são mantidos até hoje na Catedral de Otranto. No aniversário de 500 anos de sacrifício dos otrantinos, o Papa João Paulo II visitou a cidade e prestou homenagem aos mártires.

Bento XVI reconheceu oficialmente o martírio em 2007, trazendo Antonio Pezzula e seus companheiros um passo mais perto da canonização.

Esta “hora dos leigos” em Otranto, separados de nós por meio milênio, ainda ressoa como exemplo de testemunho do amor a Cristo.

Poucos de nós serão chamados ao mesmo sacrifício de Antonio Pezzuli e seus companheiros, mas como poderíamos responder a sua exortação: “Permanecei fortes e constantes na fé: com esta morte temporal nós ganharemos a vida eterna”.
Professora Elizabeth Lev
Professora Elizabeth Lev



(Autor: Dra. Elizabeth Lev, professora de Arte e Arquitetura Cristã no campus italiano da Universidade de Duquesne, de Pittsburgh, EUA e da Universidade São Tomás, de Saint Paul, Minnesota, EUA. Apud ZENIT







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