segunda-feira, 17 de julho de 2017

A libertação da Hungria opressa pelos muçulmanos

Jan III Sobieski, rei da Polônia, salvou Viena e iniciou a liberação da Hungria
Anônimo século XVII
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
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Em 1526, o Sultão Solimão “o Magnífico” venceu o rei Luís II da Hungria na planície de Mohács.

Desde então, as investidas muçulmanas para adentrar ainda mais a Europa e destruir a Cristandade não cessaram de aumentar.

Veneza, Polônia e Áustria, países membros da Santa Liga convocada pelo Papa em 1683, reuniram-se para livrar a Europa desse perigo.

Na própria Mohács aconteceu o revide.

Enquanto transcorriam os acontecimentos vitoriosos para a reconquista da cidade de Buda em 1686, como foi descrito em post anterior, Veneza e Polônia também encetaram investidas contra os otomanos.

Estes, no entanto, continuavam na posse de importantes regiões húngaras. A Cristandade considerava ser preciso dar continuidade às batalhas até extinguir a ameaça dos inimigos de Cristo.

Expedição polonesa em 1686

Esse ano não foi tão bem sucedido para os poloneses. Então o rei João Sobieski, prevendo que os russos iniciariam seu avanço contra os muçulmanos, tentou nova expedição à Moldávia e concebeu ousado plano para chegar até Adrianópolis, na Turquia.

Mas Sobieski só pôde iniciar sua campanha em agosto, pois além de a aristocracia polonesa se opor a seus extensos planos, o exército tardou em se reunir.

Por sua vez, os russos acabaram não chegando, enquanto os turcos sempre se retiravam, eliminando qualquer suprimento nos lugares por onde os poloneses passariam.

Com isso, estes ficaram sem nenhuma possibilidade de vitória.

E decorrido apenas um mês do início da marcha, Sobieski foi obrigado a recuar.

Progressos de Veneza

Francesco Morosini, Doge de Veneza. Vincenzo Maria Coronelli (1650 – 1718).
Francesco Morosini, Doge de Veneza.
Vincenzo Maria Coronelli (1650 – 1718).
Os venezianos alcançaram naquele ano notáveis progressos na conquista do Peloponeso, a grande península grega.

Os morlacos e outros povos da Dalmácia, que viviam sob o jugo otomano, uniram seus esforços a Veneza.

Em junho e julho foram conquistadas na Grécia as cidades de Navarino, Argos e Náuplia, e na Dalmácia as cidades de Sinj e Herseg Novi.

A Senhoria de Veneza ficou tão satisfeita com tais êxitos, que concedeu ao comandante Francisco Morosini o título de “Peloponésico”, e ao comandante Cornaro o título de “Dalmático”.

Otto Königsmark, tenente sueco a serviço de Veneza, conquistou Modon, enquanto a cidade de Patras, capital da Acaya, caiu em poder de Morosini.

Mas as grandes conquistas venezianas desse ano foram as cidades de Corinto e Mistras, a antiga Esparta.

No ano seguinte, Königsmark recebeu o privilégio de dirigir o cerco de Atenas. Os turcos haviam convertido o templo do Partenon em armazém de pólvora; atingido por uma bomba, o orgulho da antiga Atenas voou pelos ares.

Os leões de mármore, que davam fundamento para o porto de Pireu ser denominado Porto dos Leões, foram transportados para Veneza, cujo Arsenal parecem hoje custodiar.

Em Mohács, o grande revide

O ano de 1687 também registrou outra grande vitória da Cristandade. Estando o Grão-Vizir Solimão com 120 mil homens na cidade de Osijek, Carlos de Lorena saiu a seu encontro para forçá-lo a empreender uma batalha decisiva.

Embora o exército imperial contasse com apenas 60 mil homens, as vitórias dos últimos anos haviam elevado sua confiança.

No dia 12 de agosto daquele ano, travou-se na cidade de Harkany uma batalha campal que passou para a História como a segunda Batalha de Mohács.

Vitória católica na segunda batalha de Mohács. Luiz Guilherme, margrave de Baden-Baden, e o generalíssimo Carlos V de Lorena. Wilhelm Camphausen (1818 - 1885)
Vitória católica na segunda batalha de Mohács.
Luiz Guilherme, margrave de Baden-Baden, e o generalíssimo Carlos V de Lorena.
Wilhelm Camphausen (1818 - 1885)
Ela recebeu esse nome devido à denominação da aldeia vizinha, onde 161 anos antes Solimão, o Magnífico, havia derrotado o infeliz rei húngaro Luís II e conquistado assim boa parte do país.

A vitória dos austríacos foi esmagadora. Enquanto os imperiais perderam somente mil homens, os otomanos, especialmente devido à confusão da fuga, amargaram 20 mil mortos.

Ademais, sofreram destruições e perdas consideráveis: 78 peças de artilharia, 160 bandeiras e estandartes, grande quantidade de balas, fuzis e de 300 camelos.

O príncipe Eugênio de Saboia, comandante dos dragões, completou o triunfo empreendendo o assalto ao acampamento turco.

A magnífica tenda do Grão-Vizir transformando-se no botim do príncipe Maximiliano II da Baviera.

Eugênio foi enviado a Viena com a notícia da vitória, tendo então sido presenteado pelo imperador com o retrato deste circundado de diamantes.

Quando o Sultão Maomé IV teve conhecimento de mais essa derrota, desgostado, não conseguiu comer durante três dias.



continua no próximo post: O descalabro de Maomé IV sultão do Império Otomano


(Autor: Ivan Rafael de Oliveira, CATOLICISMO).



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segunda-feira, 19 de junho de 2017

Costumes de cavaleiro, cruzado e monge

Túmulo de um cavaleiro templário na igreja do Templo em Londres
Luis Dufaur
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Numerosos guerreiros, para serem mais garantidamente admitidos na bem-aventurada morada, tomam a precaução de vestirem, antes de morrer, hábitos de Monge, com o qual serão enterrados.

Vendo-os aparecer em tais vestes, S. Pedro não ousará fechar-lhes as portas.

Esse uso praticado pela Cavalaria continuou até o fim do século XIV. Em algumas abadias haviam Monges especialmente designados para vestir os cavaleiros que exprimissem tal desejo.

Se o Cavaleiro morresse em uma batalha, depositava-se sobre a tumba sua bandeira, seu estandarte e o pequeno estandarte de seu elmo. Se ele não tivesse morrido em batalha, era permitido colocar-se apenas duas destas insígnias.

Savanes, em seu “Tratado sobre a Espada Francesa”, fala do costume de se levar a uma igreja as armas do Cavaleiro morto, para serem conservadas no tesouro do templo.

A espada de Santa Joana D’Arc encontra-se na igreja de Santa Catarina de Fierbois. A Santa guerreira considerava um verdadeiro dom celeste a espada que recebera.


(Fonte: Funck Brentano, « Féodalité et Chevalerie »)


segunda-feira, 12 de junho de 2017

As igrejas italianas se esvaziam e os invasores islâmicos penetram

Missa suspensa por falta de fiéis em Veneza.
Missa suspensa por falta de fiéis em Veneza.
Luis Dufaur
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Em artigo para o site La Nuova Bussola Quotidiana, o sacerdote italiano Pe. Claudio Crescimanno reproduziu um expressivo cartaz afixado na porta principal da igreja de São Erasmo, numa das ilhas da laguna de Venécia.

O cartaz estava algo envelhecido e ninguém tinha se preocupado em removê-lo, sobretudo se fosse uma provocação.

Ele dizia: “A missa foi suspensa por falta de fiéis”. E acrescentava que, a pedido, o Pe. Mário estava disponível para outros atendimentos.

O sacerdote se perguntou em quantas outras igrejas da Itália se poderia afixar um cartaz análogo.

E respondeu: em muitas, muitíssimas, infelizmente, como todos sabem.

Este é um processo de descristianização iniciado há cerca de quarenta anos.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Castelo de Lourdes: marco vitorioso contra o Islã

Luis Dufaur
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No pináculo de um rochedo, protegendo, como um guerreiro, a pequena cidade de Lourdes onde Nossa Senhora quis se manifestar, ergue-se altaneiro um castelo-fortaleza.

Ele fica numa posição de domínio sobre o verdejante vale que se estende a seus pés.

Como fundo de quadro, nos confins do horizonte, parecendo desafiar o castelo-fortaleza, sobressaem grandiosas montanhas nevadas - contrafortes dos Pirineus.

Em estilo românico, com grossas e altas paredes de pedra, poucas e estreitas janelas, possante torre.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Londonistão: 423 mesquitas novas e 500 igrejas fechadas:
um efeito do multiculturalismo ecumênico

Maometanos rezam numa praça do leste de Londres.
Maometanos rezam numa praça do leste de Londres.
Luis Dufaur
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“Londres bem poderá ser chamada de Londonistão”, escreveu Giulio Meotti, editor cultural do jornal italiano “Il Foglio”, citado pelo Gateston Institute.

Não é uma piada, mas uma realidade estatística favorecida por personalidades britânicas que continuam abrindo as portas para a introdução da lei islâmica ou sharia nos usos e costumes do país.

Esse foi um dos fatores decisivos para que os britânicos aprovassem sair da União Europeia votando o Brexit no ano passado

“Um dos principais juízes da Grã-Bretanha, Sir James Munby, ressaltou que o cristianismo não influencia mais os tribunais e que estes devem ser multiculturais, ou seja, mais islâmicos”, escreve Meotti.

“Rowan Williams, ex-arcebispo de Canterbury, e o Chefe de Justiça Lord Phillips também sugeriram que a lei britânica deveria ‘incorporar’ elementos da Lei Islâmica (Sharia).

As universidades britânicas também estão promovendo a lei islâmica. As diretrizes acadêmicas estabelecem que 'grupos religiosos ortodoxos' podem separar homens e mulheres durante os eventos.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Corão só não mata mais que o Livro Vermelho de Mao

Países que mais aplicaram a pena de morte oficialmente em 2016
Países que mais aplicaram a pena de morte oficialmente em 2016
Luis Dufaur
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O regime comunista de Pequim mais uma vez ocupou o sinistro primeiro lugar nas execuções de presos.

Porém, não se conhece o número exato deles, pois o sistema guarda total hermetismo sobre as mortes que pratica, constatou o relatório de Anistia Internacional (AI) para 2016, segundo o jornal argentino “Clarin”.

Texto completo do relatório “Condenas a morte e execuções 2016” em inglês:
em espanhol.

As condenas a morte nos EUA são as mais propagandeadas pela grande mídia, porém atingiram mínimos históricos em 2016. No mundo todo a queda foi de 37%, diz o relatório, fazendo a restrição do mistério do grande verdugo do mundo: a China.

Nos EUA foram sancionadas 32 penas capitais em 2016, a cifra mais baixa desde 1973, mas só 20 foram aplicadas. Em consequência, esse país saiu das primeiras lúgubres posições, ocupadas na sua totalidade por países islâmicos e liderada em solidão pelo regime socialista chinês.

A queda estatística nos EUA “é um claro sinal de que juízes, promotores e jurados estão dando as costas à pena de morte como meio de administrar justiça”, estimou a organização.

No total, a AI registrou 1.032 execuções ditadas pelos respectivos Judiciários, no mundo em 2016, 37% menos que em 2015. O tétrico recorde anterior foi de 1989, com 1.634.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Muçulmanos invadem espaços desertados pelos italianos

Número de bebes tem queda recorde na Itália, população diminui e média de idade aumenta.
Número de bebes tem queda recorde na Itália, população diminui e média de idade aumenta.
Luis Dufaur
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No ano de 2016, o número de nascimentos na Itália caiu a um ponto tão baixo que é inédito na história, segundo a agência Reuters.

Obviamente, caiu junto o número da população do país, outrora famosa pelas suas famílias de abundante prole que enchiam a península com seu talento, arte e riqueza.

Em 2016 nasceram cerca de 12.000 crianças a menos que no ano anterior, que já tinha registrado números muito baixos. No total vieram, à luz 474.000 crianças, o número mais fraco desde 1861, ano marco da unificação italiana, segundo observou Reuters.

O índice de natalidade atingiu uma média 1,34 em nível nacional, com variações regionais. Mas região alguma atingiu o limite fundamental a partir do qual a população pelo menos se mantém estável.

O ISTAT informou que o número de óbitos em 2016 atingiu 608.000. O simples cômputo de nascimentos e mortes aponta uma perda de 134.000 habitantes. O número oficial, porém, é de menos 86.000, pois acrescenta os imigrantes que receberam visto de permanência.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Bispo nigeriano difundiu o terço para liquidar o Islã. E deu certo!

Dom Oliver Dashe Doeme, bispo da diocese de Maiduguri, Nigéria anunciava que o terço daria a vitória sobre o Islã. E agora está se verificando no país
Dom Oliver Dashe Doeme, bispo da diocese de Maiduguri, Nigéria
anunciava que o terço daria a vitória sobre o Islã. E agora está se verificando no país
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O presidente nigeriano Muhammadu Buhari confirmou que os últimos bastiões da guerrilha Boko Haram, que pretendia estabelecer um califado na África nos moldes do ISIS, foram esmagados no bosque de Sambisa, no estado de Borno, nordeste do país.

Desde que iniciou a guerra de expansão islâmica há sete anos, o Boko Haram assassinou mais de 20.000 pessoas e provocou a fuga de mais de dois milhões, noticiou o jornal Clarín, de Buenos Aires.

Ele chegou a controlar vastas áreas do nordeste da grande e populosa Nigéria, e aspirava criar um califado regido pela sharia (lei islâmica) aplicando o esquema de seus aliados do ISIS do Iraque e da Síria.

O governo nigeriano anunciava há tempos que os tinha derrotado, mas os ferozes atentados corânicos continuavam cada vez mais sanguinários.

Por sua vez, o vizinho Níger confirmou que dezenas de membros do Boko Haram que fugiam da Nigéria, se entregaram às autoridades do sul do país, confirmando a derrocada do movimento terrorista, informou a agência Reuters.

Várias outras centenas de terroristas do mesmo movimento já se tinham rendido às autoridades do Chade no fim de 2016.

O que concorreu para uma virada tão radical e a derrocada do movimento muçulmano?

segunda-feira, 20 de março de 2017

Islâmicos profanaram 50 imagens católicas na Alemanha em 2016

Estátua de Nossa Senhora danificada da Virgem Maria no distrito de Coesfeld. Fonte: Polícia de Coesfeld.
Estátua de Nossa Senhora danificada da Virgem Maria no distrito de Coesfeld.
Fonte: Polícia de Coesfeld.
Luis Dufaur
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Em 2016, mais de 50 imagens de Nosso Senhor Jesus Cristo, de Nossa Senhora e dos santos foram desfiguradas ou destruídas em várias cidades da Alemanha.

Os atentados só foram revelados em 8 de dezembro, num relatório da emissora estatal Westdeutscher Rundfunk (WDR) no programa de notícias ‘Lokalzeit Münsterland’, informou a ACI Digital.

Segundo o relatório, as imagens da região de Münster, oeste do país, foram vandalizadas durante meses. Uma imagem do Divino Redentor teve a cabeça e os membros cortados.

Mirko Stein, da polícia de Münster, reconheceu que “muitas pessoas do bairro onde se encontram as esculturas danificadas estão surpresas e assustadas".

“Baseado na intensidade dos atos do perpetrador, é possível concluir que este ato tem uma origem religiosa”, acrescentou.

As autoridades alemãs procuram abafar ao máximo as informações relativas aos crimes e depredações praticados pelos invasores muçulmanos que estão sendo acolhidos pelo governo, por organizações eclesiásticas e por ONGs, de esquerda em geral.

O criminalista alemão Christian Pfeifer acredita que os crimes foram cometidos por alguém que está “furioso” e “odeia a Igreja”. Faltou acrescentar “que lê o Corão”.

segunda-feira, 13 de março de 2017

A reconquista de Budapeste invadida pelos turcos

O Beato Papa Inocêncio XI foi o inspirador
e o vencedor da reconquista de Buda.
Luis Dufaur
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“Foi o Santo Padre quem conquistou Buda, como libertou Viena. Há séculos não havia sentado outro Papa semelhante na Cátedra de Pedro”, afirmou Jaime II, Rei da Inglaterra, ao saudar o Núncio Apostólico após a reconquista de Buda, que será narrara a seguir.

Uns após os outros, castelos, fortalezas e cidades iam sendo retomados pelos austríacos das mãos dos muçulmanos.

Após tantas derrotas, Américo Thököly, que liderara a traição dos húngaros, foi preso por seus aliados muçulmanos e seria executado, se Solimão, “o trapaceiro”, não tivesse derrubado e substituído o grão-vizir, o Negro Ibrahim.

O novo comandante deu liberdade a Thököly e enviou-o com novos destacamentos à Hungria.

Em outro anterior, Santa Liga e Reconquista, foram descritas as batalhas travadas pelo Império Austríaco, Polônia e Veneza, membros da Santa Liga, de 1683 a 1685, visando reconquistar os territórios católicos dominados pelos turcos.

Neste artigo, enfocaremos a gloriosa batalha que libertou Buda, antiga capital da Hungria.

O Czar entra na Santa Liga

O Papa Inocêncio XI desejava ardentemente a libertação de tantas nações cristãs oprimidas pelos muçulmanos.

No ano anterior, os poloneses alcançaram pouco sucesso em sua luta contra os turcos.

Para favorecer as batalhas travadas em 1686, o Sumo Pontífice enviou 200 mil florins ao rei da Polônia, 100 mil oferecidos por Cardeais e 100 mil por damas romanas.

O rei da Polônia, João Sobieski, havia planejado grandes lances por parte da Santa Liga. Então, não só os turcos como também os tártaros deveriam ser rechaçados da Europa.

Essa iniciativa ficaria a cargo da Rússia, caso esta aceitasse ingressar na Santa Liga. Visando à reconquista de Constantinopla, a Áustria deveria avançar a partir da Hungria, enquanto os venezianos viriam pelo sul da Grécia e os poloneses pelo rio Danúbio.

Era desejo de toda a Cristandade obter a destruição do império sob Maomé IV, formado por Maomé II.

Em 26 de abril de 1686, a princesa Sofia Romanov, regente do Império russo, confirmou a aliança contra os turcos.

Os russos deveriam atacar os turcos e os tártaros, desde o Cáucaso até o rio Dniester. Ficaria assim seriamente ameaçada a existência do Império Otomano.

Renasce o glorioso espírito de Cruzada

Sob o comando do duque Carlos de Lorena, na primavera de 1686 o exército imperial congregou-se na cidade de Komarno.

Eugênio de Saboia, monumento em Viena.
Eugênio de Saboia, monumento em Viena.
Todas as regiões do império enviaram valiosos auxílios para a reconquista de Buda: apresentaram-se mais de seis mil suábios, oito mil de Brandenburgo, cinco mil saxões, oito mil bávaros e três mil francônios.

Incentivados pela vitória obtida em Viena e pela valentia dos que estavam na luta, alistaram-se também mais de sete mil voluntários provenientes de todos os países da Europa.

O espírito das Cruzadas parecia ter retornado a empolgar a Cristandade. Personagens distintas e pessoas humildes chegavam decididas a morrer pela Cruz de Cristo.

Os acontecimentos do cerco de Buda eram seguidos com grande expectativa em todo o continente europeu. Em julho, ainda chegaram mais regimentos vindos da Suécia.

Vários espanhóis eminentes destacaram-se na luta em torno de Buda. Só em Barcelona, 60 artesãos fizeram votos de combater os turcos; todos eles, durante o cerco, entregaram suas almas a Deus.

Grande incentivo para eles foi a figura do príncipe Eugênio de Saboia, que, após a campanha de 1685, foi a Madri, sendo aí tratado pelo monarca hispânico como Grande de primeira classe.

Nessa ocasião, Eugênio se apressou para tomar parte nessa grande expedição. Na corte de Viena, depositavam-se nele as maiores esperanças.

O marquês Luís de Baden-Baden o havia recomendado ao imperador austríaco: “Esse jovem saboiano igualar-se-á um dia a todos aqueles que o mundo considera hoje como grandes generais”.

Por desejo do Imperador, o Papa enviou o frei Marco D’Aviano ao exército cristão. O intrépido capuchinho, depois beatificado, teve por encargo ser mediador entre os chefes e entusiasmar os soldados.


Continua no próximo post: O milagre de “Nossa Senhora da Pólvora” e a reconquista da capital da Hungria


(Autor: Ivan Rafael de Oliveira, CATOLICISMO, outubro de 2016)


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segunda-feira, 6 de março de 2017

Arcebispo italiano: “Em mais dez anos
ficaremos muçulmanos por culpa da nossa estultice”

Mons Carlo Liberati, arcebispo emérito de Pompei: “Em mais dez anos ficaremos muçulmanos por culpa da nossa estultice”
Mons Carlo Liberati, arcebispo emérito de Pompei:
“Em mais dez anos ficaremos muçulmanos por culpa da nossa estultice”
Luis Dufaur
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Mons. Carlo Liberati, arcebispo emérito de Pompeia (Itália), condenou incisivamente durante uma palestra a chegada massiva de imigrantes islâmicos à Europa, noticiou o site espanhol Infocatólica.

O arguto prelado identificou a maior culpa pelo drama não nos invasores, mas nos europeus cristãos que lhes abrem não somente os portos e postos de fronteira, mas também as portas da sociedade, produzindo vazios populacionais e de Fé que os seguidores do Corão preenchem com o auxílio de líderes religiosos e civis.

“Em mais dez anos vamos ficar todos muçulmanos por culpa da nossa estultice. A Itália e a Europa vivem no ateísmo, fazem leis contra Deus e promovem tradições próprias do paganismo”, disse.

Toda essa decadência moral e religiosa favorece o Islã”, acrescentou o bispo emérito de Pompeia.

“Temos uma fé cristã débil. A Igreja não age bem e os seminários estão vazios. Tudo isso pavimenta a estrada para o Islã. Eles têm filhos e nós não. Estamos numa decadência total”, prosseguiu.

Segundo as estatísticas oficiais, em 1970 só havia dois mil muçulmanos na Itália. Hoje eles são mais de dois milhões.

O bispo questionou as ajudas econômicas que organizações eclesiásticas, estatais, europeias e ONGs estão fornecendo aos invasores, enquanto os italianos pobres católicos não são auxiliados.

“Ajudamos logo os que vêm de fora e esquecemo-nos de muitos anciãos italianos que catam alimento nas lixeiras. Eu, se não fosse sacerdote, estaria protestando nas praças”.

Como pode ser que tantos imigrantes, em vez de agradecer pela comida que lhes damos, jogam-na na rua e passam horas mexendo em seus celulares e até organizam distúrbios?” – perguntou.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

A Batalha Total
no grande cerco de Malta (4)

Grande Cerco de Malta: assalto turco às posições castelhanas.
Grande Cerco de Malta: assalto turco às posições castelhanas.
Luis Dufaur
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continuação do post anterior: o acordo impossível (3)



A partir de 15 de julho, a Baía Grande de Malta transformou-se num incrível cenário de confrontos. A guerra foi travada literalmente de todos os modos.

Canhões lançavam projéteis mortais pelos ares. Arcabuzeiros, lanceiros e espadeiros se digladiavam em terra. Túneis subterrâneos eram escavados incessantemente por mineiros para implodir as muralhas pela base.

Isso forçava os cristãos a fazer seus próprios túneis para destruir os do inimigo. Houve terríveis batalhas até sob a terra.

Numa ação surpreendente, os turcos transportaram navios até o sudoeste da baía, arrastando-os por terra sobre toras de madeira. Os cristãos não esperavam ter de enfrentar também a frota no mar.

Em princípio, os canhões de Santo Ângelo manteriam os navios turcos longe, mas agora as águas próximas às defesas estavam juncadas com mais de 80 embarcações.

Sob a água, mergulhadores turcos tentaram destruir as grandes barreiras de correntes que impediam a aproximação dos navios junto às defesas.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

O acordo impossível
o grande cerco de Malta (3)

Estátua de 'Dragut', ou Turgut Reis, sob o Palácio de Topkapi, Estambul.
Estátua de 'Dragut', ou Turgut Reis, sob o Palácio de Topkapi, Estambul.
Luis Dufaur
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continuação do post anterior: La Valette: heroico líder da resistência. O grande cerco de Malta (2)



O velho corsário turco Dragut ficou indignado ao desembarcar com um exército auxiliar em Malta, em junho de 1565.

Experiente e respeitado como era, criticou os dois comandantes turcos que haviam instalado o cerco contra as defesas cristãs da ilha.

“Atacar o Forte Santo Elmo primeiro foi uma péssima ideia”, disse Dragut. O cerco deveria ter sido armado do lado oposto da Baía Grande, cortando as comunicações dos cristãos.

Após a tomada das principais fortalezas dos cavaleiros de Malta, Santo Elmo não ofereceria mais resistência.

Mas a crítica do velho Dragut — ele próprio o sabia — chegara tarde. Ao mesmo tempo em que o pequeno Santo Elmo resistia a todos os ataques, conquistá-lo havia se tornado uma questão de honra para os turcos. Abandonar o primeiro plano agora seria vergonha!

Dragut passou então a preparar as novas baterias para acabar de vez com Santo Elmo.

Uma furtiva bala de canhão atirada pelos cavaleiros, entretanto, atingiu o velho, tirando-lhe a vida antes que pudesse assistir a queda do “insignificante” Santo Elmo.

Como vimos, esse pequenino forte resistiu durante um mês a toda fúria dos otomanos.

Os valentes cavaleiros da Ordem de Malta exigiram um preço alto por ele: oito mil mortos nas hostes turcas e preciosos dias perdidos.

Entretanto, o cenário estava preparado para o confronto decisivo. De um lado, a Ordem Militar de São João, com 500 cavaleiros e quatro mil soldados voluntários apinhados nas duas fortalezas de Santo Ângelo e São Miguel, situadas nas penínsulas de Birgu e Senglea.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

La Valette: heroico líder da resistência
O Grande Cerco de Malta (2)

Jean Parisot de La Valette, Grão Mestre da Ordem de Malta durante o Grande Cerco turco. Antoine de Favray (1706 – 1798).
Jean Parisot de La Valette, Grão Mestre da Ordem de Malta
durante o Grande Cerco turco. Antoine de Favray (1706 – 1798).
Luis Dufaur
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continuação do post anterior: O Grande Cerco de Malta (1)



A incrível resistência dos cavaleiros em Malta não pode ser compreendida sem focalizarmos aquele que foi seu próprio artífice: Jean Parisot de La Valette.

Com seus 70 anos, La Valette ainda mantinha a força e a determinação da juventude. Sob o manto da Ordem de São João, considerava como ideal de vida a defesa da civilização cristã e a luta contra o Império Turco.

Já havia experimentado os horrores da escravidão aos turcos, mas fora libertado em uma troca de prisioneiros.

Havia também participado ativamente do cerco de Rodes. Era mestre em todas as táticas de guerra, nas lides do mar e nos armamentos da época.

La Valette, eleito Grão-mestre da ordem em 1557, organizou em Malta a construção de novos bastiões com poderosas muralhas e canhões.

A defesa da ilha foi dividida em três fortes dispostos nas encostas da chamada Baía Grande.

O forte Santo Ângelo dominava a ponta da península de Birgu, através da qual se estendia a cidadela. Na base da outra península, Senglea, erguia-se o Forte São Miguel.

Do outro lado da Baía Grande, voltado para o mar aberto, o solitário Forte Santo Elmo, possuindo forma semelhante a uma estrela, era o primeiro oponente a qualquer invasor.

Os cavaleiros de Cristo eram também excelentes atiradores, numa época em que as armas de fogo, os arcabuzes, já começavam a dominar os campos de batalha.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Criminosos islâmicos riem da Justiça,
diz chefe do sindicato da policia alemã

Rainer Wendt, presidente do sindicato alemão de polícia.
Rainer Wendt, presidente do sindicato alemão de polícia.
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Rainer Wendt, chefe do sindicato alemão de polícia, queixou-se de que o sistema judicial da Alemanha está sendo escarnecido pelos criminosos chegados recentemente do norte da África, porque eles estão sendo liberados logo após cometer crimes.

O problema não consiste apenas em que os imigrantes riam de uma leniência mal-entendida pelos juízes. Trata-se, isto sim, de uma atitude religiosa ensinada pelo Corão, o livro máximo dos muçulmanos.

O Corão despreza os cristãos, dizendo dos muçulmanos: “Sois a melhor nação que surgiu na humanidade, porque recomendais o bem, proibis o ilícito e credes em Deus. Se os adeptos do Livro [=da Bíblia] cressem, seria melhor para eles. Entre eles há fiéis; porém, a sua maioria é depravada” (Corão 3, 106/110)

Em diversas passagens o Corão manda que os islâmicos apliquem sua justiça por cima das leis de qualquer outro povo: “Há uma comunidade justiceira, cujos membros recitam os versículos de Deus” (Corão 3, 109/113)

O ensino segundo o qual os islâmicos constituem “a melhor nação” porque “recomenda o bem e proíbe o ilícito” inculca em seus seguidores a presunção de que eles são superiores a qualquer outro povo ou religião, pelo mero fato de professarem a moralidade e a lei maometana, explicou o especialista Robert Spencer no site Jihadwatch.

Por isso, completa Spencer, eles acham que têm que passar por cima de qualquer outro sistema legal, desclassificado como ímpio e fraudulento, em todo lugar onde lhes seja possível.

Na Europa isso não está sendo diferente do que em qualquer outra parte do mundo.