segunda-feira, 12 de junho de 2017

As igrejas italianas se esvaziam e os invasores islâmicos penetram

Missa suspensa por falta de fiéis em Veneza.
Missa suspensa por falta de fiéis em Veneza.
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





Em artigo para o site La Nuova Bussola Quotidiana, o sacerdote italiano Pe. Claudio Crescimanno reproduziu um expressivo cartaz afixado na porta principal da igreja de São Erasmo, numa das ilhas da laguna de Venécia.

O cartaz estava algo envelhecido e ninguém tinha se preocupado em removê-lo, sobretudo se fosse uma provocação.

Ele dizia: “A missa foi suspensa por falta de fiéis”. E acrescentava que, a pedido, o Pe. Mário estava disponível para outros atendimentos.

O sacerdote se perguntou em quantas outras igrejas da Itália se poderia afixar um cartaz análogo.

E respondeu: em muitas, muitíssimas, infelizmente, como todos sabem.

Este é um processo de descristianização iniciado há cerca de quarenta anos.

O Pe. Claudio menciona outro dado desconcertante: até o ateísmo está em queda. Hoje os ateus declarados são a metade do que eram nos anos 70.

No quê acreditam, então, esses ex-fiéis e ex-ateus?

O sacerdote reproduz a resposta, que está na boca dessas almas cheias de nada e vazias de tudo: “Acredito no que eu acho”.

Trata-se, explica o autor, de uma espiritualidade fluida não confessional, subjetivista, relativista, sem identidade própria: qualquer coisa, ou pura e simplesmente nada.

Esse agnosticismo, segundo o sacerdote, é o fétido resultado de décadas em que se repete nas igrejas, nos oratórios e nos congressos que o cristão não deve ser afirmativo, que é mais importante se fazer perguntas do que dar respostas, que a fé é uma procura que nunca atinge seu objetivo, uma problemática sempre aberta, que se é cristão na prática e não na profissão da fé.

Após tanto insistir nesses relativismos, não é de espantar que muitos levem esses malabarismos verbais a sério e tirem a consequência lógica: o zero religioso.

Sondagem da Conferencia Episcopal Italiana – CEI verificou que mais de 60% dos jovens creem mais no mito da reencarnação do que no dogma da Ressurreição!

Chamada 'igreja azul' foi ligada a um seminário também abandonado. Uma aparição de Nossa Senhora teria acontecido no século XV
Chamada 'igreja azul' foi ligada a um seminário também abandonado.
Uma aparição de Nossa Senhora teria acontecido no século XV
É claro que assim as igrejas têm que esvaziar.

Segundo o Pe. Claudio, a grande pergunta é: “A Igreja está cumprindo a sua tarefa?”.

Não adianta falar que seus hierarcas estão cuidando da sociologia, da ecologia, da questão social, do humanitarismo, do acompanhamento, do testemunho ou do entretenimento.

Essas não são finalidades da Igreja. Sua finalidade de ontem, hoje e sempre é evangelizar. Quer dizer, pregar a todos as grandes verdades da fé sobre Deus, sobre a prática dos Mandamentos e dos Novíssimos do homem – o Céu e o inferno –, como Jesus Cristo mandou.

É só assim que se enchem as igrejas, exclama o sacerdote.

O retorno dos homens ao único Deus verdadeiro, quer dizer, ao “Deus católico” hoje vituperado, se faz derrubando os ídolos do novo paganismo humanista e erradamente “misericordioso”. E essa é uma obra absolutamente sobrenatural.

Pregar sobre Cristo crucificado, a única ponte que une o Céu e a terra. E renovar o sacrifício do Calvário sobre os altares, sem pensar em fazer na igreja uma festa para comemorar a vida da comunidade, alegrar e adormecer as consciências dos presentes.

O que, a não ser isso, libertará as almas do Purgatório, reparará pelos pecados da humanidade, converterá os pecadores, santificará os fiéis e derrotará os demônios?

A Missa não é um espetáculo – diz o Pe. Cláudio –, mas um verdadeiro reparador que atrai a graça sobrenatural, ainda que ninguém a assista e que o celebrante esteja sozinho no alto do Himalaia!

O espetáculo festivo e repetitivo na igreja cansa. Entende-se, então, o cartaz da igreja de São Erasmo.

Em sentido contrário, a graça de Deus contém em si todos os deleites espirituais e não cansa jamais.

Sobre o mesmo tema versou o teólogo progressista Alberto Melloni, em artigo para o jornal laicista “La Repubblica”. Ele observou uma contradição: as estatísticas dizem que o consenso em torno do Papa Francisco cresce sem freio.

Mas quem entra nas igrejas as encontra cada vez mais vazias.

Os frequentadores são cada vez mais idosos.
Os frequentadores são cada vez mais idosos.
O número de sacerdotes já é insuficiente. Os bispos concentram por vezes dezenas de paróquias e capelas em um só padre.

O Papa Francisco dedica o Angelus ou o Regina Coeli dos domingos ao povo que se reúne – aliás, sempre mais escassamente – na Praça de São Pedro.

A mídia faz barulho, mas mal consegue dissimular. O vazio reinante reflete só a ausência e a inexpressividade desses encontros.

Meloni reconhece que a crise se resolveria se houvesse verdadeiro amor pela Eucaristia e pela verdadeira vida de Igreja. Mas deblatera contra qualquer volta atrás, rotulada depreciativamente de “fundamentalista”. Para ele, essa Igreja tradicional que reverdeja é a maior ameaça ao cristianismo.

Ainda segundo Melloni, o desinteresse popular pela linha pastoral adotada nos últimos anos é ocultado pelo biombo da popularidade atribuída à pessoa do Papa Francisco.

Melloni cita como amostra da insensibilidade geral o fato de os bispos aguardarem um sinal do Papa. Mas quando o Papa os cutuca, não sai nada.

Entrementes, cartazes cá e lá descrevem uma paisagem desoladora. E Melloni lembra um cartaz análogo ao referido pelo Pe. Cláudio: “A missa é aqui. Todos os terceiros domingos do mês. Para funerais, avisem antes”.

Por sua vez, o Pe. Gabriele, que há 25 anos faz apostolado em Corviale, na periferia de Roma, conta que sua paróquia de São Paulo da Cruz está sempre semi-vazia.

“É a modernidade”, diz, à guisa de explicação. Os fiéis se recusam a entrar numa igreja de desenho moderno que esmaga com suas pesadas massas de cimento armado.

Então os paroquianos pegam um ônibus e vão para outras paróquias.

Em 2007, 33,43% dos italianos iam a uma igreja pelo menos uma vez por semana. Hoje são apenas 27,5%, o mínimo histórico na última década.

Onde está o “efeito Bergoglio”? – perguntou o jornal “Il Giornale”, de Milão.

“O Papa Francisco, tão popular e prezado, parece não exercer qualquer efeito positivo na prática religiosa dos italianos”, registrou o jornal.

Muçulmanos rezam diante da catedral de Milão
Muçulmanos rezam diante da catedral de Milão
O único número estável é o dos não praticantes, enquanto diminui o daqueles que vão a alguma função religiosa pelo menos no domingo.

Estes atingiram o mínimo histórico no pontificado do Papa Bergoglio. O instituto oficial de estatísticas ISTAT calculou que pelo fim de 2016 pouco mais de um italiano de cada quatro punha o pé na igreja uma vez por semana.

Os que nunca o fazem cresceram de 18,2% em 2007 para 22,7% hoje. O auge de deserções se deu nos jovens entre 18 e 24 anos: menos 30%.

Os anciãos salvam as missas. Mas nos últimos dez anos foram “perdidos” mil locais de culto, transformados em lojas comerciais, bibliotecas e até em fast food.

Porém, do alto das sedes episcopais e do Vaticano chega insistente até à obsessão o apelo para abrir as portas dos prédios religiosos católicos aos invasores maometanos, cujos refúgios e mesquitas proliferam.

Nos mais militantes desses novos “espaços de culto” e de “acolhida” os frequentadores mais bem informados afiam seus punhais e lubrificam suas kalachnikovs.



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