segunda-feira, 18 de setembro de 2017

O Islã martiriza mas os cristãos crescem no Oriente Médio

No Oriente Médio o sangue dos mártires está sendo semente de cristãos
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs





Há uma realidade esperançosa colocada em surdina ou muito mal contada pela grande imprensa ocidental a propósito das agressões e das invasões praticadas pelo islamismo.

Nossa grande imprensa foca espetacularmente os crimes dos muçulmanos mais obedientes ao Corão.

O efeito é desanimador: cristãos massacrados, seitas islâmicas pacíficas dizimadas e turistas desprevenidos atropelados ou apunhalados até a morte com requintes de barbárie.

Declarações intimidadoras, propostas sádicas, discursos virulentos e promessas de crueldades ainda mais atrozes enchem o noticiário sobre os avanços do Islã.

Os cristãos fogem do Oriente Médio e as terras que viram a expansão da Boa-nova do Evangelho se esvaziam, deixando atrás um deserto povoado de cadáveres e igrejas explodidas ou incendiadas.

A gente diria que é o fim da Cruz de Cristo nessa imensa e histórica região.

Porém, o fato verdadeiro é que nessa região flagelada pela perseguição maometana e encharcada pelo sangue dos mártires, o número de cristãos não faz senão aumentar globalmente. Certos locais estratégicos conhecem até uma expansão insuspeitada. Mas de nada disso fala a nossa imprensa.



A começar pela área nevrálgica do Golfo Persico, encostada nas cidades sagradas do maometanismo.

O quadro dessas tendências surpreendentes apareceu mais uma vez em um novo relatório publicado pela Catholic Near East Welfare Association – CNEWA, associação de direito pontifício e um dos principais pontos de referência mundial sobre as Igrejas de Oriente. Os dados foram comentados pelo site italiano La Nuova Bussola Quotidiana.

O CNEWA estudou a situação dos cristãos em nove países onde ela opera in loco, do Egito até a Síria, de Israel até o Iraque, da Jordânia até o Líbano.

As estatísticas da presença cristã nesses países foram atualizadas em 2017 e comparadas com os resultados de 2010.

Milícias cristãs anti-ISIS
Milícias cristãs anti-ISIS
O resultado aponta que nos países do Oriente Médio onde a Igreja Católica está presente ininterruptamente desde os tempos apostólicos, os cristãos de todas as denominações somam 14.525.880, apenas 213.780 menos (–1,45%) com relação há sete anos.

A queda é muito inferior do que se imaginava, consideradas a extensão e a ferocidade das guerras na Síria e no Iraque, que provocaram um êxodo maciço, além da inumana “limpeza” étnico-religiosa praticada pelos adeptos mais “sinceros” do Alcorão.

No Egito, os coptas constituem a mais numerosa comunidade cristã do Oriente. De 2010 a 2017 eles aumentaram de 8,1 a 9,4 milhões, acompanhando o ritmo de crescimento vegetativo da população e mantendo a proporção dos cristãos em cerca de 10% do total nacional.

Essa estabilidade se mantém em meio a bombas e incêndios de igrejas, fuzilamento indiscriminado dos fiéis, acrescidos na fase em que a tintura-mãe do fundamentalismo islâmico, a organização dos Irmãos Muçulmanos, participou do governo.

A maior emigração acontece na Síria, devastada por seis anos de guerra. Segundo a CNEWA, a presença dos cristãos diminuiu de 2,2 para 1,2 milhões de pessoas. No Iraque, a queda foi de 1,5 milhões para apenas 250 mil.

Trata-se de comunidades hoje prófugas que poderiam voltar com a paz, mas que tendem a se instalar duradouramente em outros países à medida que passa o tempo.

O caso mais evidente é o da Jordânia. Em boa medida pela afluência de cristãos da Síria e do Iraque, os cristãos constituem um grupo de 350.000 membros.

São mais numerosos que todos os cristãos que habitam presentemente em Israel e na Palestina. Nestes países, aliás, também o número voltou a crescer, contrariando a tendência à diminuição que prevalecia até pouco.

Primeira Comunhão de cem crianças em Alqosh, Iraque
Primeira Comunhão de cem crianças em Alqosh, Iraque
Mas a grande surpresa vem do Golfo Pérsico, onde nem o CNEWA pode estar presente em virtude da intolerante aplicação da Sharia (Lei Islâmica).

O Kuwait, os Emirados Árabes Unidos, a própria Arábia Saudita – “guardiã dos locais santos” Meca e Medina – estão vendo que os trabalhadores cristãos importados para trabalhos servis não só não se pervertem ao Islã, mas fazem prosélitos locais.

Os cristãos filipinos, indianos, sudaneses e eritreus que trabalham em Dubai, Doha ou Abu Dhabi, frequentemente em condições duríssimas, duplicaram em número desde 2010, atingindo 3,8 milhões.

No Kuwait, eles constituem o 17% da população; no Bahrein, 14,5%. Praticam a religião a portas rigorosamente fechadas, para não serem pegos pela polícia religiosa oficial. Não têm licença para construir igrejas, mas o número deles é tão grande, que são cada vez menos invisíveis.

Computando esses cristãos das catacumbas do século XXI, chega-se ao de fato que, desde 2010, o saldo positivo deles na região incrementou-se em quase 1,6 milhões, um crescimento de 9,5%.

Esse aumento compensa e supera com largueza as perdas em outros países

Hoje um cristão de cada cinco no Oriente Médio vive na Península Arábica e no Golfo Pérsico. Trata-se de uma semente aparentemente frágil e precária, mas quando fecundada pela graça do Espírito Santo pode-se prever um futuro maravilhoso.

Foi também uma pobre semente em fuga das perseguições do Sinédrio em Israel, constituída por São Pedro e os primeiros discípulos, que deu origem à árvore gigante da Igreja.

Essa estende a partir de Roma sobre toda a Terra seus braços cheios de folhas, flores e frutos, enfrentando toda espécie de tempestades.



Vídeo gravado durante a retomada de Mosul registra o reerguimento do cristianismo no Iraque





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2 comentários:

  1. Não apenas os Cristãos se tem perpetuado (com nascimentos) como 'consta' que inúmeros muçulmanos(no Iraque e no Irão) se estão a converter. Caso sejam apanhados são imediatamente mortos pela família. Os que fogem e tem famílias ricas são perseguidos e mortos no estrangeiro.

    Embora seja difícil falar de números, as diatribes dos imames fazem-nos pensar que o caso da apostasia será bem grande. No caso do Irão a apostasia vai para o Cristianismo e para o Mazdeísmo.
    Ninguém, de bom coração, quer ficar ligado ao Islão -o que não faz existir a debandada total é a pena de morte.

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  2. Finalmente os próprios muçulmanos estão percebendo a natureza sangrenta de sua religião. E comparam com o Cristianismo, onde Jesus ensinou: "Amai-vos uns aos outros!".

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