segunda-feira, 22 de julho de 2013

7º Canção de Rolando: Só fica Roland no campo de batalha

Estátua na fonte de Roland, Bremen, Alemanha
Estátua na fonte de Roland, Bremen, Alemanha
Ouça o anterior

Excerto 7º : Só fica Rolando no campo de batalha
(continuação)

Enquanto Carlos Magno com o excército cruzado corre para salvar os cavaleiros, Olivier, o amigo íntimo de Rolando, perece.

Rolando faz o elogio fúnebre do herói.

Clique para ouvir :


O prócer Roland luta nobremente,

Mais le corps a moult chaud et très brulant.
Mas seu corpo arde de febre.

En la tête a, douleur et grand mal,
Na cabeça ele tem uma grande dor e passa mal:

Rompu la tempe pour ce qu'il corna.
Sua têmpora está fendida, por ter soado o olifante.

Mais savoir veux si Charles y viendra.
Mas ele quer ter certeza de que Carlos retornará:

Prend l'olifant. Le sonne, faiblement.
Toma o olifante, e toca... fracamente.

Le preux Roland gentement se combat.
Et l'empereur s'arrête et l'écoutant
O Imperador se detém para escutá-lo:

« Seigneurs, dit-il, pour nous malement va.
“Senhores — diz ele — as coisas vão mal para nós.

En ce jourd'hui, Roland mon neveu falte.
Hoje, Roland, meu sobrinho, falece;

J'entends au cor que guère ne vivra.
Pelo som do olifante eu percebo que não viverá muito mais.

domingo, 14 de julho de 2013

Excerto 6º da Canção de Rolando: O conde Olivier entrega sua alma a Deus


Excerto 6º : O conde Olivier entrega sua alma a Deus
(continuação) Enquanto Carlos Magno com o excército cruzado corre para salvar os cavaleiros, Olivier, o amigo íntimo de Rolando, perece. Rolando faz o elogio fúnebre do herói.

Clique para ouvir :


XI

Olivier sent que la mort moult l'angoisse.

Olivier sente que a morte muito o angustia,

O conde Olivier entrega su alma a Deus, Canção de Roland
O conde Olivier entrega sua alma a Deus, Canção de Roland
Tous ses deux yeux dans la tête lui tournent.
Os dois olhos lhe giram na cabeça,

L'ouïe il pert et la vue est très toute.
E perde o ouvido e a vista inteiramente.

Descent à pied, à la terre se couche,
A pé, deita-se no solo.

D’une heure en autre, il réclame sa coulpe,
Uma e outra vez, ele confessa seus pecados,

Contre le ciel il a ses deux mains jointes,
E com as duas mãos juntas em direção ao Céu