segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Nossa Senhora detém o sol para derrotar os mouros

Pôr do sol em Tentudía. Cruz evocativa
Ao iniciar a campanha de Sevilha, em 1247, o Rei S. Fernando III enviou mensagem ao Grão-mestre da Ordem de Santiago, D. Pelayo Correa, para que acertasse alguns assuntos próximo a Badajoz, e depois fosse a Sevilha. Assim ele o fez, conquistando com seus monges-cavaleiros várias cidades pelo caminho.

Ao passar por Figueira da Serra, foi atacado por uma numerosa hoste de muçulmanos, muito superior à que tinha consigo.

Vendo que a batalha se prolongava, e que começava a anoitecer, D. Pelayo rezou à Virgem, suplicando-lhe que mantivesse a luz do dia: "Señora, ten tu día".

Mosteiro de TentudíaO sol parou no céu durante o tempo suficiente para que os cavaleiros de Santiago pudessem vencer a batalha.

Desde então a serra se chamou Serra de Tentudía. Como memória e agradecimento, o Grão-mestre estabeleceu ali um mosteiro-fortaleza, que ainda hoje existe, e em cuja capela, junto ao altar-mor, está sua sepultura.

(Fonte: José Maria de Mena, "Entre la Cruz y la Espada - San Fernando" - RC Editores, Sevilha, 1990, pp. 64-65)

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Traços da mentalidade e da espiritualidade dos cavaleiros


Baudouin de Condé crê que o Cavaleiro deve continuar ativo em sua armadura durante todo o tempo que suas forças o permitam.

Até o seio da morte, até o último suspiro, o pensamento e a recordação dos feitos e das batalhas persegue a grande maioria desses homens de armas.

Um deles morre murmurando: - “No céu vou refazer a guerra de espada e de lança”.

Outro moribundo, sem desanimar, pede aos que o estão velando que o ajudem a levantar-se e armar-se para acertar uma quintana.

Certo Cavaleiro dizia que era preciso haver mouros no paraíso que lhe dessem ocasião de novos combates.