segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Os males que trouxe a interrupção das Cruzadas

São Luis IX rei da França, estátua equestre, EUA.
São Luis IX rei da França, estátua equestre, EUA.
Nunca, talvez, a palavra epopéia foi melhor empregada do que falando das cruzadas.

Nunca a atração do Oriente se manifesta com mais ardor e, apesar dos aparentes fracassos, conduz a mais espantosas realizações.

Basta evocar as fundações dos “francos” na Terra Santa: feitorias dos comerciantes, estabelecimentos organizados que formam verdadeiras cidadezinhas, com sua capela, banhos públicos, entrepostos, habitações dos mercadores, sala do tribunal e de reuniões; praças-fortes, cuja massa desafia ainda o solo, como o krak dos cavaleiros, o castelo de Saône e as fortificações do Tyr; e ainda feitos de armas extraordinários, como os de Raymond de Poitiers ou de Renaud de Châtillon, que fazem pensar que as cruzadas, posta à parte a sua finalidade piedosa, foram um feliz derivativo para o ardor efervescente dos barões.

A Europa perderá muito no século XIV, quando a sua atenção se afasta do Oriente.