segunda-feira, 5 de agosto de 2013

8º excerto: Rolando sente a morte chegar

Roland tenta quebrar a espada e toca o olifante. Musée du vitrail, Curzay-sur-Vonne
Ouça o anterior

Excerto 8º: Rolando sente a morte chegar


(continuação)

Os muçulmanos fogem após crivar de setas o herói.

Sozinho no campo procura os restos de seus companheiros de armas.

Logo compreende que ele também vai morrer.

E procura um local simbólico.

Clique para ouvir :


XVI

Roland s’en tourne, en le champs, va chercher,
Roland se volta, pelo campo de batalha vai procurar,

Son compagnon a trouvé, Olivier,
E encontra seu companheiro Olivier.

Contre son sein étroit l’a embrassé,
Abraça-o forte contra seu peito,

Sur un écu ensuite il l’a couché,
e depois deita-o sobre um escudo.

A donc, agrave le deuil et la pitié,
E então redobra o luto e a dor.




A batalha de Roncesvales
Lors dit Roland : « Bel ami, Olivier,
E diz: "Belo amigo Olivier,

Vous fûtes fils du riche duc Renier,
éreis filho do rico duque Renier,

Qui tent la marche de Gênes de Runers,
Que defende a marca de Gênova de Runers.

Pour lances rompre et écus percer,
Para quebrar lanças e partir escudos,

Pour orgueilleux vaincre et décourager,
Para vencer e desencorajar o orgulhoso,

Et pour prud’hommes, tenir et conseiller,
Para sustentar e aconselhar o sábio,

En nulle terre n’y eut meilleur chevalier !
Em terra alguma houve melhor cavaleiro".



XVII

Lors sent Roland que la mort lui est près,
Então Roland sente que a morte está próxima,

Par les oreilles hors lui sort le cervelle,
Pelas orelhas lhe saem os miolos.

De ses pairs, prie à Dieu qu’Il les appelle,
Pede a Deus que chame os seus pares,

Et puis de lui, à l’ange Gabriel,
E pede o mesmo para si ao Anjo Gabriel.

Thierry d'Ardènes, escudeiro de Roland vinga a traicao de Ganelão, As Cruzadas
Thierry d'Ardènes, escudeiro de Roland vinga a traição de Ganelão, As Cruzadas
Prend l’olifant, pour que reproche il n’ait,
Toma o olifante, para não lhe recair nenhuma desonra,

Et Durandal, son épée, d’autre main,
E Durindana, sua espada, com a outra mão.

Plus qu’arbalète ne peut tirer un trait,
A distância maior que um tiro de besta, em direção à Espanha,

Devers l’Espagne il va, en un guéret.
Ele se dirige a um outeiro.

Dessus un tertre, et dessous des arbres belles,
Sobre um outeiro, e debaixo de duas belas árvores,

Quatre perrons il y a, de marbre fait,
Onde há quatro degraus de mármore,

Sur l’herbe verte là il tombe à l’envers,
Sobre a erva verde ele cai de costas.

Ci s’est pâmé, car la mort lui est près.
Aí desmaia, pois a morte se aproxima.

Continua em 9º e final: Os anjos levam a alma de Rolando ao Paraíso



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