segunda-feira, 16 de abril de 2012

Coragem e obediência dos cruzados

Os inimigos dos cristãos, durante as Cruzadas, muitas vezes admiravam sua coragem invencível e sua resignação, que chegava a tocar as raias do sublime.

Uma carta escrita pelo Patriarca da Armênia a Saladino relata como os soldados e os companheiros de Frederico Barbarroxa tiveram bastante força para resistir às terríveis provações:

"Os alemães são homens extraordinários. Têm uma vontade inquebrantável, e nada os pode desviar de seus desígnios. O exército está sujeito à disciplina mais severa, jamais uma falta fica sem castigo.

"Coisa singular: eles evitam todo prazer! Ai daquele que se permita alguma voluptuosidade! Tudo isso é causado pela tristeza de ter perdido Jerusalém.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Cartas de São Pio V incitando os Reis católicos a combater contra os muçulmanos

São Pio V com Maria Auxiliadora na mão
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs




Aos Reis Católicos contra os turcos (8-12-1567):

Eis o que foi bem estabelecido e é bem certo: nosso poderoso inimigo, o Sultão dos Turcos, prepara com os mais minuciosos cuidados uma frota considerável, sem precedente, uma armada e exército importantíssimos.

Ele completa todos os preparativos que se fazem necessários, com o único fim de se precipitar o mais cedo possível contra Malta, para abater a Ordem Militar de São João, por ele particularmente odiada, e submeter essa ilha.

Diz-se que dela deseja se apoderar, não só pelas grandes vantagens que oferece sob o ponto de vista estratégico, mas também, e mais ainda, em razão da humilhação por ele sofrida no sítio precedente.

Como a tais forças a Ordem não pode de forma alguma resistir, nosso caro filho Jean de la Valette, seu Grão-Mestre, é obrigado a implorar o socorro dos príncipes cristãos contra o inimigo comum, o inimigo do Cristianismo.

Não duvidamos que Vossa Majestade e seu povo venham em nosso socorro, tanto mais espontaneamente aliás, pois é de seu maior interesse que uma ilha assim próxima da Sicília e da Itália não caia em mãos inimigas.

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A nosso caríssimo filho em Cristo, Carlos, Rei cristianíssimo da França (12-12-1567):

Jean de la Valette vê-se na obrigação de apelar para todos os príncipes cristãos contra o inimigo comum do Cristianismo.

A defesa da ilha de Malta parece, no momento, ser mais importante para alguns povos do que para outros. Entretanto, trata-se incontestavelmente da salvação de todos os príncipes cristãos e de toda a Cristandade. Não ignoramos, filho cristianíssimo, quais dificuldades deveis enfrentar... .

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