segunda-feira, 25 de julho de 2011

A Marcha a Jerusalém ‒ Gesta Dei per Francos 16





Assim, saímos da cidade fortificada e chegamos a Trípoli no sexto dia da semana, no dia treze de Maio, e ficamos lá por três dias.

Finalmente, o Rei de Trípoli fez um acordo com os chefes, e ele logo devolveu-lhe mais de trezentos peregrinos que haviam sido capturados lá e deu quinze mil besantes e quinze cavalos de grande valor; ele também nos deu um grande suprimento de cavalos, jumentos e de todos os bens, ficando assim, todo o exército de Cristo, muito enriquecido.

Mas ele fez um acordo com eles que se ganhassem a guerra para a qual o Emir da Babilônia estava se preparando contra eles, e pudessem tomar Jerusalém, ele se tornaria cristão e reconheceria a sua terra como (um dom) deles. E dessa forma ficou resolvido.

Deixamos a cidade no segundo dia da semana, no mês de Maio e, passando por uma estrada estreita e difícil durante todo o dia e noite, chegamos a uma fortaleza cujo nome era Botroun.

Então, chegamos a uma cidade perto do mar chamada Gibilet, na qual sofremos grande sede e, exaustos, chegamos a um rio chamado Ibrahim.

Então, na véspera do dia da Ascensão do Senhor, atravessamos uma montanha na qual o caminho era muitíssimo estreito, e lá esperávamos encontrar o inimigo armando emboscada contra nós.

Mas Deus nos favoreceu e nenhum deles se atreveu a aparecer em nosso caminho.

Então nossos cavaleiros foram à frente e abriram caminho para nós, e chegamos a uma cidade à beira-mar chamada Beirute, e daí fomos para outra cidade chamada Sidon, daí para uma outra chamada Tiro e de Tiro para a cidade de Acre.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Os turcos esmagados em Kerbogha ‒ Gesta Dei per Francos 15





A partir dessa hora [N.R.: do achado da Santa Lança] reunimos-nos em conselho de batalha. Imediatamente, todos os nossos líderes decidiram o plano de enviar um mensageiro para os Turcos, inimigos de Cristo, para perguntar-lhes afirmativamente:

‒ “Por que motivo entrastes insolentemente na terra dos Cristãos, e por que acampastes, e por que matais e assaltais os servos de Cristo?”

Quando seu discurso já tinha terminado, encontraram a Pedro o Eremita e Herlwin, e disseram-lhes o seguinte:

‒ “Ide para o exército maldito dos Turcos e cuidadosamente dizei-lhes tudo isso, perguntando-lhes porque eles ousada e arrogantemente entraram nas terras dos Cristãos e nas nossas próprias”.