segunda-feira, 28 de março de 2011

“Com pavor lembrou o mouro”: romance do furor muçulmano

Neste romance, o autor, retrata a perturbação do espírito muçulmano: dominado pelo desespero e frustrado pela lubricidade.

É consumido pelo desejo de matar até encontrar ele próprio a morte.

Morte que o enche de pavor privado como está de esperança na salvação eterna.

“Con pavor recordó el moro” (Romance de Moriana), de Luis de Milán (Milão 1500 – Valencia 1561), músico de fim da Idade Média e profundamente penetrado pela Renascença.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Raimundo de Toulouse: as intrigas do imperador Alexio I Comneno ameaçam a unidade da Cruzada ‒ Gesta Dei per Francos 7

Alexios Komnenos



O Conde de St. Gilles, no entanto, foi instalado fora da cidade em um subúrbio de Constantinopla.

Assim, o Imperador ordenou ao Conde que prestasse homenagem e juramento de fidelidade a ele, como os outros haviam feito.

E enquanto o Imperador fazia essas demandas, o Conde meditava como ele poderia vingar-se do exército do Imperador.

Mas o Duque Godofredo e Roberto, Conde de Flandres, e os outros príncipes disseram a ele que seria injusto lutar contra os Cristãos.

O sábio Boemundo também disse que se o Conde fizesse qualquer injustiça ao Imperador, e se recusasse a prestar-lhe juramento de fidelidade, ele próprio tomaria o partido do Imperador.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Boemundo e os artifícios traiçoeiros do imperador grego ‒ Gesta Dei per Francos 6





Quando o Imperador soube que o honradíssimo Boemundo tinha vindo até ele, ordenou que este fosse recebido com honras e cuidadosamente instalado fora da cidade.

Quando ele tinha sido assim instalado, o ímpio imperador mandou buscá-lo para que fosse falar com ele em segredo.

Com a mesma finalidade, vieram o Duque Godofredo com seu irmão, e finalmente o Conde de St. Gilles aproximou-se da cidade.

Então, o Imperador, em ansiosa e ardente fúria, estava excogitando algum modo pelo qual pudessem, habil e fraudulentamente, conquistar esses Cavaleiros de Cristo.

Mas a Graça Divina, revelando (seus planos), fez com que nem ele nem seus homens achassem tempo ou lugar para lhes fazer mal.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Godofredo de Bouillon e a perfídia do imperador de Constantinopla ‒ Gesta Dei per Francos 5

Godofredo de Bouillon, duque da Lorena, Bruxellas




O Duque Godofredo foi o primeiro de todos os senhores a vir a Constantinopla com um grande exército.

Chegou ele dois dias antes da Natividade de Nosso Senhor e acampou fora da cidade, até que o iníquo Imperador ordenou que ele fosse hospedado em um subúrbio da cidade.

E quando o Duque estava assim instalado, todo dia enviava seus escudeiros para, sob juramento, buscar feno e outras provisões para os cavalos.

Quando agora eles planejavam ir aonde quisessem, sob a força de seu juramento, o pérfido Imperador colocou-os sob vigilância e deu ordem a seus Turcopolos e Patzinaks de atacá-los e matá-los.