segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Roger, príncipe de Antioquia, entrou até nas lendas dos muçulmanos

Em 1113, o sultão seljúcida da Pérsia e o califa de Bagdá empreenderam mais uma contra-cruzada. Dois exércitos turcos convergiram no sul do lago Tiberíades.

Balduíno I lançou um premente apelo aos príncipes francos. Mas, as devastações das bandas turcas tinham-no exasperado. Ele não aguardou os outros príncipes. Apenas com 700 cavaleiros e 4.000 infantes caiu como um raio sobre os turcos em Sinn en-Nabra, a 20 de junho de 1113. Os turcos, porém, tinham montado uma emboscada que Balduíno I não percebeu.

Ele viu-se subitamente envolto pela cavalaria de elite turca esmagadora em número. Pegando a bandeira do reino nas próprias mãos ele lutou até o ultimo momento congregando os seus. No fim, deixou o campo de batalha com a maioria dos cavaleiros e se refugiou na cidade de Tiberíades.

Ali recebeu os reforços de Tancredo, príncipe de Antioquia, e Pons conde de Trípoli que chegaram com bela cavalaria.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Carta de D. Manassés II, arcebispo de Reims, encomendando ações de graças pela conquista de Jerusalém

Manasses, arcebispo de Reims pela graça de Deus, a seu irmão Lamberto, bispo de Arras; cumprimentos em Jesus Cristo.

Seja-nos permitido, caríssimo irmão, vos fazer conhecer uma notícia verdadeira e gaudiosa que chegou até nossos ouvidos, e que nós acreditaríamos não provir de fonte humana, mas da Divina Majestade. A saber:

Jerusalém ergue-se, com alegria e gratidão, na cimeira em que Deus quis elevá-la gloriosamente nos nossos tempos. Jerusalém, a cidade de nossa Redenção e de nossa glória, delicia-se com inconcebíveis alegrias, porque graças ao esforço e incomparável empenho dos filhos de Deus foi liberada da mais cruel servidão dos pagãos.

Regozijemo-nos também nós, porque nossa fé cristã em tempos como estes foi estabelecida como um espelho vivo da luz eterna.

Portanto, nós vos admoestamos, exortamos e instamos, não somente em atenção às cartas de Nosso Senhor o Papa Pascual, mas também das humildíssimas orações do duque Godofredo, que o exército de Cristo divinamente conduzido elevou à condição de Rei, como também das doces súplicas de Monsenhor Arnolfo, que foi unanimemente escolhido Patriarca da Sé de Jerusalém – nós ordenamos com o mesmo afeto que Vós tendes por cada uma de vossas paróquias, que sem falta, sejam elevadas solenes orações e ações de graças para que o Rei dos Reis e o Senhor dos Senhores coroe o Rei dos Cristãos com a vitória contra o inimigo, e ao Patriarca com a religião e a sabedoria contra as seitas e as artimanhas dos heréticos.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Balduíno I estabeleceu solidamente o reino franco de Jerusalém

Godofredo de Bouillon, primeiro rei  de Jerusalém -- embora não quis portar o título, e ser tratado de Defensor do Santo Sepulcro -- faleceu pouco depois da tomada da Cidade Santa, enquanto consolidava a conquista.

Nesse tempo, os turcos prepararm uma segunda anti-cruzada. Assim descreve os fatos o famoso historiador René Grousset:

Balduíno I entra em Edessa

Mais uma vez, o atabeg de Mossul, Maudoud foi posto à cabeça das forças turcas.

Na primavera de 1111, o exército turco testou as muralhas de Edessa. Porém, elas tinham sido reforçadas por Balduíno I e era impossível tomá-las de assalto. Maudoud dirigiu-se contra o principado de Antioquia.

Os francos concentraram-se. Lado a lado, Balduíno I, rei de Jerusalém; Tancredo, príncipe de Antioquia; Balduíno du Bourg, conde de Edessa, e Bertrand, conde de Trípoli conduziam 16.000 cavaleiros, sargentos e ajudantes.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Balduíno I, rei de Jerusalém: herói da concórdia dos príncipes católicos no Oriente Médio

Após a morte de Godofredo de Bouillon, tornou-se premente que os príncipes francos se unissem. A união aconteceu sob o enérgico impulso de Balduíno I, primeiro rei de Jerusalém (1110-1118).

De fato, em 1110, por vez primeira após a tomada da Cidade Santa o mundo turco se agitava preparando uma contra-cruzada.

O sultão seljúcida da Pérsia organizou uma grande expedição à testa da qual colocou seu ajudante Maudoud, emir de Mossul.

Em abril-maio daquele ano Maudoud sitiou a cidade de Edessa com um poderoso exército. Edessa (hoje Orfa) estava à testa de um condado franco que se estendia para além do rio Eufrates abarcando grande parte do norte do Iraque atual.

Vendo os turcos se aproximarem, Balduíno du Bourg, conde de Edessa enviou Jocelin de Courtenay a pedir auxílio para Balduíno I, rei de Jerusalém.